26 outubro 2010
13 junho 2010
porque "a cantiga é uma arma"
a malta não quer que esta merda ande! »
FMI - 2ª parte
Muito mais vivo que morto ..»
31 maio 2010
um sentido para a vida?
29 novembro 2009
inquietação
pois canté!
19 junho 2009
01 junho 2009
a galopar - hasta enterrarlos en el mar!
A galopar - Paco Ibáñez y Rafael Alberti
eu fico arrepiada, uma força a crescer-me nos dentes, e nos nervos. E vou contigo, Paco Ibañez! «Ahora vos propongo que cantemos juntos y que salgamos de aquí galopando... ! - ponerle voz e ponerle rabia también!»
- Las tierras, las tierras, las tierras de España,
- las grandes, las solas, desiertas llanuras.
- Galopa, caballo cuatralbo,
- jinete del pueblo,
- al sol y a la luna.¡
- A galopar,a galopar,
- hasta enterrarlos en el mar!
- A corazón suenan, resuenan, resuenan
- las tierras de España en las herraduras.
- Galopa, jinete del pueblo,
- caballo cuatralbo,caballo de espuma.¡
- A galopar,a galopar,hasta enterrarlos en el mar!
- Nadie, nadie, nadie, que enfrente no hay nadie;
- que es nadie la muerte si va en tu montura.
- Galopa, caballo cuatralbo,
- jinete del pueblo,que la tierra es tuya.¡
- A galopar,a galopar,
- hasta enterrarlos en el mar!
Rafael Alberti (Capital de la Gloria, 1938)
02 abril 2009
resistências: Lluís Llach
Lluís Llach, (aqui, o site oficial) é um cantor e compositor catalão, nascido em Girona em 1948. Iniciou a carreira em 1965, sendo um dos mais conhecidos cantores da designada nova cançó catalã. De entre os seus maiores êxitos destaca-se o tema L'Estaca, de 1968, um hino da resistência ao regime franquista, mais tarde adotado por outros movimentos. Fala a canção de uma estaca a que todos estamos presos, uma estaca que a todos tolhe - e de uma exortação a que se 'abane' , que ela há-de tombar..
Lluís Llach al Camp Nou 1985 - Barcelona 1985 : - L'estaca
L'ESTACA
- L'avi Siset em parlava
- De bon matí al portal,
- Mentre el sol esperàvem
- I els carros vèiem passar.
- Siset, que no veus l'estaca
- On estem tots lligats ?
- Si no podem desfer-nos-en
- Mai no podrem caminar!
- Si estirem tots, ella caurà
- I molt de temps no pot durar :
- Segur que tomba, tomba, tomba !
- Ben corcada deu ser ja.
- Si tu l'estires fort per aquí
- I jo l'estiro fort per allà,
- Segur que tomba, tomba, tomba
- I ens podrem alliberar.
- Però, Siset, fa molt temps ja :
- Les mans se'm van escorxant,
- I quan la força se me'n va
- Ella és més ampla i més gran.
- Ben cert sé que està podrida
- Però és que, Siset, pesa tant
- Que a cops la força m'oblida.
- Torna'm a dir el teu cant
- L'avi Siset ja no diu res,
- Mal vent que se l'emportà,
- Ell qui sap cap a quin indret
- I jo a sota el portal.
- I mentre passen els nous vailets
- Estiro el coll per cantar
- El darrer cant d'en Siset,
- El darrer que em va ensenyar.
aqui, outra versão, com imagens do fim do franquismo e da luta universitária nos anos (19)70
(letra em espanhol nos comentários)
08 fevereiro 2009
resistências: a música como arma
- porque atrás dos tempos vêm tempos..
- porque, de novo, este é o tempo em que os homens renunciam ..
- e porque só estas canções me parecem, agora, fazer sentido ..
quando morreu o Adriano, dele disse Zeca Afonso: "Desapareceu o último cantor de intervenção."
resistências: Léo Ferré, um cometa incendiário e anarquista
« o louco inspirado, o poeta profético, aquele que sempre, e cada vez mais, pertencerá ao futuro, atravessou os céus da Europa no século passado como um cometa incendiário ... »resistências: obrigada ao Zeca
a.l., 3 /12/ 08Resistências: Camões: mudam-se os tempos
MUDAM-SE OS TEMPOS
07 fevereiro 2009
homenagem ao Zeca em Madrid
Curtindo uma gripe e a nostalgia, aqui fica um post recheado de boas músicas. Vão clicando, e deliciem-se ... "Mas quem ouvia pela primeira vez, a lírica, a música, enamorava-se", recordou (clicar aqui para ouvir: Canção de embalar). "Acabou por ter um impacto tremendo tanto entre os músicos espanhóis como entre o público. E acabou por ser a porta de entrada para se conhecerem outras vozes portuguesas da altura", disse. [clicar aqui - post 25 Abril 08- para ouvir uma selecção da melhor música que por cá se fazia]
aqui , aquela que é uma das suas músicas mais emblemáticas
José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos, que ficou conhecido como José Afonso (clicar aqui para ver animação e música, lindíssimas, as 2 -post de 25 Out) ou Zeca Afonso, foi um dos mais importantes cultores do fado de Coimbra e tornou-se depois o maior símbolo da canção de intervenção contra o regime político que se vivia em Portugal. "Um homem que", nas palavras de Júlio Pereira, "foi muito mais do que músico. Um homem que conhecia e queria saber do mundo, que era genuinamente humano. Que gostava mais das pessoas que da música"
José Afonso: Balada de Outono
a.l. (12/11/2008)
resistências: aprende a nadar companheiro!
de Sérgio Godinho, 'Maré Alta' , com imagens de uma revolução ..
mais música - da melhor - aqui : Zeca Afonso: 'O que faz falta'
postado por ana lima em 6/11/2008
homenagem a Adriano C.de Oliveira
Adriano Correia de Oliveira (1942-1982)
Tejo que Levas as Águas
postado por ana lima
resistências: a cantiga como arma
Homenagem a Adriano Correia de Oliveira
Sérgio Godinho
O Barco Vai de Saída
resistências, nostalgia, des-encantos: um sonho lindo que acabou
José Saramago: falsa democracia
"A democracia em que vivemos é uma democracia sequestrada, condicionada, amputada..."
postado por ana lima
resistências: vozes na luta: Zeca Afonso
José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos (ZECA AFONSO) nasceu em Aveiro, a 2 de Agosto de 1929. Morreu no hospital de Setúbal, na madrugada de 23 de Fevereiro de 1987.
«Não me arrependo de nada do que fiz. Mais: eu sou aquilo que fiz. Embora com reservas acreditava o suficiente no que estava a fazer, e isso é que fica. Quando as pessoas param há como que um pacto implícito com o inimigo, tanto no campo político, como no campo estético e cultural. E, por vezes, o inimigo somos nós próprios, a nossa própria consciência e os alíbis de que nos servimos para justificar a modorra e o abandono dos campos de luta.»
«Acho que, acima de tudo, é preciso agitar, não ficar parado, ter coragem, quer se trate de música ou de política. E nós, neste país, somos tão pouco corajosos que, qualquer dia, estamos reduzidos à condição de ‘homenzinhos’ e ‘mulherzinhas’. Temos é que ser gente, pá! »
em entrevista publicada originalmente no semanário Se7e de 27.11.1985
Zeca Afonso ao vivo:
http://br.youtube.com/watch?v=2yZkC3YCU20&feature=related
e também no blog da AJA:
http://vejambem.blogspot.com/
posted by ana lima


