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20 setembro 2011

professores contratados .. à dúvida

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retirado daqui
Sábado, 17 de Setembro de 2011

Ministério já não vai contratar professores ao mês, vai contratá-los à dúvida

Para que serve um professor quando não há dúvidas? É esta a pergunta que se tem feito pelo Ministério da Educação, numa altura em que as exigências orçamentais obrigam a fazer cortes.
«Um professor, quando não há dúvidas, é como um mono gigante que tapa a vista dos alunos, porque ler o que está escrito nos livros toda a gente sabe», afirmou o ministro da Educação, Nuno Crasso.
Foi por isso decidido que os professores que vão ser chamados para assegurar os horários por preencher serão contratados à dúvida. «Quando há uma dúvida, contratamos o professor, ele responde e depois metemo-lo logo na rua», esclareceu Crasso.
Já ontem à tarde, numa escola do agrupamento 4 da direcção regional de educação do sotavento, um aluno chamou “stôr” e foi contratado um professor naquele momento. O jovem queria pedir para ir à casa de banho, o professor contratado consentiu e depois foi corrido. «Funcionou muito bem», relata o ministro.
A única excepção a esta nova regra do Ministério da Educação será feita na Madeira, onde os horários das escolas serão preenchidos com 20 professores por sala, catering do Pestana, bailarinas russas e trapezistas.
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publicado por Zé Pedro às 09:54

14 setembro 2011

Quando menos por menos não dá mais

in Público, 14/09/2011

Santana Castilho *

Quando menos por menos não dá mais
 
Em Álgebra, menos por menos dá mais. Mas o sistema educativo não se gere com as leis algébricas. Fazer mais com menos, como pede o ministro, supunha saber. E ele não sabe. Sou precoce na sentença? Não, não sou. A emergência financeira que o país vive não se compadece com estados de graça. Quem criticou tanto (ele, Crato) e jurou que faria tanto (ele, Passos), não pode chegar e cortar, só, cegamente, erradamente. Não podem ser mais rápidos que a própria sombra para cortar e taxar e remeterem para decisão posterior o que deviam fazer no dia seguinte à tomada de posse. 

O ano lectivo começa sob o signo do menos: menos 297 escolas para já, mais menos 300 daqui a pouco (lembram-se do ministro ter suspendido o fecho das 600 previstas e eu ter dito que era manobra para inglês ver? Era ou não era?); menos 5.000 professores contratados (concorreram às permanentes “necessidades transitórias” mais de 50.000, cuja formação custou, só em custos directos do Estado, 1.500 milhões de euros); menos (leia-se nenhuns) psicólogos e técnicos especializados contratados (se boa parte dos cursos profissionais já era de papel e lápis, agora passam ao limbo do virtual); menos verbas para a acção social escolar (no momento em que escrevo, as escolas não sabem o que lhes vai tocar, sendo certo que para muitos alunos é lá que podem tomar a única refeição quente do dia); menos dinheiro (até agora zero) adiantado às famílias sem nada, para a compra de manuais escolares (lembro que, há um par de meses, Marco António Costa, vice – presidente do PSD, defendia a gratuidade plena e universal); menos apoio às crianças deficientes; menos dinheiro para transportes escolares, a obrigar crianças de cinco ou seis anos a utilizarem, sozinhas, transportes públicos regulares; menos 506,7 milhões de um orçamento, que já este ano havia sido cortado em 800 milhões; menos (a tender para nenhumas) actividades extra-curriculares. Neste quadro de subtracção suprema, valha a verdade, também há sinais mais. São sinais mais que terminam em menos: mais 17 por cento no custo da electricidade, o que deixará as escolas com menos aquecimento; mais alunos por turma, que terão menos aproveitamento escolar. 

Que acrescentou Nuno Crato a este quadro menos? O aumento, errado, do tempo consignado à Matemática e ao Português (mais horas não significam, automaticamente, mais aproveitamento; há alunos que não precisam de mais horas; quem tanto espadeirou contra o centralismo do ministério deveria ter, imediatamente, dado liberdade às escolas para gerirem livremente uma bolsa de horas curriculares); o encerramento das 600 escolas, que começou por dizer que não encerraria; um “novo” modelo de avaliação do desempenho, que não passa da terceira versão recauchutada do que existia, paradigma de desonestidade política, de falta de rigor e de vergonhosos avanços e recuos, tudo numa farsa inominável; a extinção na continuidade das direcções regionais (veremos, daqui a um ano, se Nuno Crato se distingue do Tancredi, do “Il Gattopardo”); uma auditoria à Parque Escolar (tal como está anunciada é areia para os olhos dos incautos; a Parque Escolar está protegida pela lei iníqua que a rege e não cometeu ilegalidades; o problema é politico, pedagógico, ético e moral; o que havia a auditar era o estatuto e a filosofia fundadora, para extinguir, pura e simplesmente, única forma de proteger o interesse público); a imprudência assassina e desmotivadora de classificar como “inútil, mal organizado e palavroso” o novo programa de Português para os 1º, 5º e 7º anos, no momento em que o deixa entrar em vigor. Quanto a perspectivas, basta ler a entrevista que Crato deu ao “Expresso”. Ao concreto, responde nada. Sobre isto não tem coisas concretas a dizer no momento, sobre aquilo vai pensar e sobre o pouquíssimo que fez anuncia, desde logo, rectificações, prova da precariedade extrema do seu quadro decisório. Com um ministério que não conhece (confessou ter surpresas todos os dias), uma equipa sem história e que não escolheu, vazio de ideias e falido de dinheiro, continuará a pedir mais com menos?

Seria possível fazer mais com menos? Era, sabendo e chegando, preparado. Podia, sem custos, outrossim poupando milhões, ter removido das escolas todas as burocracias inúteis. Podia, sem custos, outrossim poupando milhões, ter suspendido, de coluna vertebral direita, o modelo de avaliação do desempenho. Podia, sem custos, com uma economia estimada de 50 milhões de euros, ter extinguido, em prazo bem mais curto e sem novas estruturas intermédias, as direcções regionais. Podia, sem custos, com vultuosas economias de escala futuras, ter intervindo imediatamente na Parque Escolar. Podia, sem custos, com poupança de milhões, ter já suspendido os desvarios das Novas Oportunidades (antes de cortar no ensino básico, devia cortar-se naquilo a que Passos Coelho disse ser “diplomar a ignorância”; só em publicidade foram gastos 27 milhões de euros). Podia, sem custos, ter proposto já um novo estatuto da carreira docente e um novo estatuto do aluno. Podia, sem custos, ter preparado um concurso nacional de professores, para pôr cobro ao desvario das contratações “ad hoc” e ao escândalo das permanentes necessidades transitórias. Podia, sem custos, ter proposto um novo modelo de gestão das escolas. Podia, sem custos, ter concebido uma nova estrutura orgânica do ministério. E podia muito mais, que o espaço não permite listar, tudo sem custos, se tivesse chegado preparado para assumir as responsabilidades que aceitou. 

* Professor do ensino superior (s.castilho@netcabo.pt)

12 setembro 2011

o diletante e o mestre

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Acabei de assistir online a um debate no ETV (Económico.TV, um canal pago sobre assuntos económicos disponível em televisão apenas para aderentes)

Os oradores eram Santana Castilho (como convidado) e Pedro Vassalo * (comentador 'residente' à 2ª feira) e o tema qualquer coisa como "Educação em tempos de troika", ou, por outras palavras, "Os efeitos dos cortes orçamentais no estado da Educação".

Pedro Vassalo
Santana Castilho
Tenho pena de não poder disponibilizar aqui o vídeo do debate. Pena que o não tenham visto mais pessoas, que o não transmitam os canais de serviço público em horário nobre. Santana Castilho esteve SUPERLATIVO! Deu um autêntico baile a um Pedro Vassalo de má dicção, diletante e presumido, 'treinador de bancada' (palavras suas) sobre um assunto de que está positiva e vergonhosamente a leste, que (e, de novo, palavras suas) só conhece na condição de aluno!! Nada que o impedisse (atrevido como qualquer ignorante que se preze) de mandar 'bitaites' sobre o ministério da educação, a escola, os professores, o Parque Escolar! O dito senhor (ver currículo abaixo) trabalha na banca, poderá até perceber imenso do ramo em que exerce funções (calculo que principescamente pagas), mas de Educação e de políticas educativas percebe tanto como o ministro Nuno Crato, que o mesmo é dizer, NADA, um redondo, absoluto zero!
Santana Castilho foi o mestre perante um aprendiz pedante, insuportável como só os ignorantes que pensam que sabem tudo sobre todas as coisas, arrogante e simplório na opção de partir impreparado para debater Educação (como se de um tema menor se tratasse!), ainda por cima com o Homem que sobre o assunto dá cartas em Portugal! E como isso foi, mais uma vez, evidentíssimo, a preparação e o conhecimento dos dossiers, a memória prodigiosa contrapondo números e fontes, a inteligência e a acutilância de um discurso certeiro e limpo, as ideias claras de quem pensa e sabe das coisas.
Não sei se, no fim do programa, PV ficou mais humilde, menos seguro de si. Devia. Vi Santana Castilho aturar-lhe dislate atrás de dislate, como se lhe sobrasse pachorra para o nacional-bronquismo, as frases feitas e as ideias pré concebidas de um consultor de negócios que pouco se distinguiu, no oco palavrar sobre Educação, da tacanha dona de casa que, no último Opinião Pública, brindou quem a ouviu com o estafado slogan à la MST de que 'os professores ganham muito e não fazem nada'.


Alguns exemplos, e a transcrição possível do que se passou no programa:

Partindo da referência de Santana Castilho à 'perversão' matemática destas políticas educativas, em que menos com menos dá, não mais, mas menos - menos escolas, menos professores, psicólogos e outros técnicos de educação, menos apoios - a alunos com deficiência, à aquisição de manuais escolares ou de passes sociais..  e sobre os ditames da troika e além, sobre o cortar despesa em "tudo o que mexe" e que Pedro Vassalo  aprova como inevitável: (cortes)  "possíveis porque imediatos para um governo em funções há apenas 3 meses" [e eu nem vos conto da náusea que me provoca este argumento!] - o que um e outro disseram:
PV: O orçamento do Ministério da Educação vai sobretudo para custos com pessoal, e isso (obviamente) implica despedir professores. --- !!!!!!!!
SC: «Há cerca de 4 mil administrativos em todo o sistema. Por comparação, na Suécia, apenas cerca de 200»
PV: (que "privou com muitos ministros da educação" e foi aluno, por isso crê poder opinar sobre o que se passa no mundo da Educação em Portugal -[a lata desta gente, não?!?!] : «Não há ministro da educação que consiga fazer alguma coisa, porque passa os dias a falar com os sindicatos, são milhares de pessoas!» [ohporfavor!!!!!!!!!!!!!!!!!]
.. e ainda, confundindo professores com líderes sindicais :
«A classe docente  não colabora, nunca colaborou, em qualquer reforma que se faça no ME. Não querem que se corte uma vírgula no seu estatuto!» - [bom, aqui PV passa das marcas! Fique sabendo, caro senhor, que eu, professora, quero mais é que se cortem as vírgulas todas - e os pontos, sozinhos ou em duplo, os de exclamação e interrogação, mais as reticências e as aspas, toda a pontuação deste ECD!! Eu quero é implodir um estatuto que me equipara ao resto da FP apenas para me cortar no salário e em tudo o mais me desfavorece e sobrecarrega!]
Nos antípodas e sem papas na língua, o que consegui anotar das intervenções de Santana Castilho:
«Isto não é uma democracia. É uma falsa democracia. Nós não elegemos um primeiro ministro, votamos num partido, e em Portugal são menos de 4% as pessoas filiadas em partidos. Eu não gosto desta democracia! E não quereria meter as pessoas no Campo Pequeno, mas queria políticos que não fossem apenas técnicos e contabilistas. Queria políticos com alma e coração. Um governo não pode gerir números, tem de gerir pessoas!»
«A maior farsa que se fez neste país a nível educacional foi o programa das Novas Oportunidades.»
«A Parque Escolar foi um expediente para desorçamentar o Estado.»
«O Ministério da Educação é um patrão que não tem vergonha. Anda a contratar há anos milhares de professores a título transitório.»
«O senhor (P. Vassalo) acha que temos de esperar mais tempo antes de criticar as políticas deste governo? Eu ando à espera há 30 anos! Eu, como pagador de impostos, tenho o direito de exigir a quem chega ao governo que saiba ao que vai, que tenha o trabalho de casa feito e aja no dia a seguir a tomar posse!»


Ah, grande Santana Castilho! Assim houvesse mais uns quantos sem vendas nos olhos ou o rabo preso. Assim as pessoas usassem a cabeça para pensar.
Que um serviço público não traduzisse um poleiro. Que as leviandades se pagassem caro e os corruptos fossem parar à prisão, mais ainda se governantes.
E que quem fizesse o que quer que seja o fizesse bem feito ou não o ousasse de todo.
Que quem não percebe nada de Educação se abstivesse de mandar palpites sobre ela. Ou de lhe ocupar o pelouro

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Experiência de Pedro Vassalo (para quem, como eu, nunca antes tenha ouvido falar neste senhor):
  • Director de Negócio Portugal: Novacaixagalicia (Banking industry - March 2011 – present) 
  • Director Portugal - Caixa Galicia (Privately Held; Banking industry, 2000-2011)
  • Analista de Risco de Crédito (Banco Santander - Banking industry, 1996-2000)
  • Auditor-Coopers e Lybrand (Partnership; 10,001+ employees; Banking industry - 1993-1996)
Formação académica de Pedro Vassalo
Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (1988 – 1993)
fonte

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Biografia de Santana Castilho: aqui

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entrevista de SC ao CM, 
3 horas condensadas em 10 minutos:

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Santana Castilho:
"Nuno Crato não sabe o que é uma escola"
Professor defende que o ministro da Educação começou "o reinado como um autêntico palhaço da avaliação do desempenho" dos professores e fala em impreparação.
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Por:Janete Frazão / João Pereira Coutinho

xl.pt/detalhe/noticias/nacional/ensino/nuno-crato-nao-sabe-o-que-e-uma-escola
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19 agosto 2011

sobre o artigo de Santana Castilho

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'roubado' do sítio da APEDE ( aqui ), um texto que eu apoio e subscrevo inteira, entusiasticamente!

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«Com a sua contundência habitual – aquela que torna altamente improvável que algum político do centrão o venha a convidar para ministro -, Santana Castilho abordou, nesta sua última crónica, um tema essencial: o vínculo profundo que liga o conceito de avaliação do desempenho a um modelo despótico de gestão que a ideologia neoliberal dominante transferiu do mundo empresarial, onde nasceu, para universos laborais e institucionais originalmente orientados para a prestação de serviços sociais cujo fim último não é (não deveria ser) a produção de lucros com vista à acumulação de capital.

No território das empresas, a avaliação do desempenho tem sido um notável mecanismo de coerção sobre os trabalhadores, dominados pelo jugo das metas e dos objectivos de produção. Muitas vezes arbitrariamente definidas e impossíveis de atingir, essas bitolas são, ainda assim, impostas como forma de manter quem trabalha sob a pressão permanente do patamar inalcançável. Inculcada a ideologia do sucesso, supostamente quantificável e mensurável à luz dos ditos objectivos e metas, a impossibilidade de as realizar é vivida pelo trabalhador como fracasso pessoal e como culpa. No quotidiano despótico das empresas, a violência destes dispositivos de poder tem conduzido a um aumento exponencial das doenças nervosas e até das taxas de suicídio, particularmente obscenas em casos que foram denunciados no país de Sarkozy.

Já o dissemos antes e agora repetimo-lo, movidos pelo texto de Santana Castilho: a introdução deste conceito de avaliação para aferir a qualidade do desempenho docente, feita pela mão de José Sócrates e Maria de Lurdes Rodrigues, e agora retomada por Nuno Crato, veio inscrever no exercício da profissão de professor o pior das estratégias de poder e de submissão usadas nas empresas.

E o erro fatal em que os professores – bem como os seus representantes sindicais – se deixaram cair foi precisamente o de aceitarem a inevitabilidade desta ideia de avaliação, como se de uma evidência se tratasse para a qual não haveria alternativa credível. Fragilizados perante a propaganda anti-docente montada pelos agentes do governo e pelos serventuários que regurgitam o que passa por opinião pública, os professores – todos nós – caíram na armadilha e cederam à chantagem. Capitularam face à imposição de um modelo de avaliação por «metas e objectivos», com receio de que a “opinião pública” pensasse que, afinal, os professores não queriam ser avaliados – o que, hoje em dia, parece quase um crime anti-social.

Divergir do rebanho traz sempre os seus riscos. Mas também acarreta as suas recompensas, às vezes inesperadas. Talvez tenha chegado o tempo de afirmar muito claramente, sem medo de escandalizar os nossos queridos conterrâneos, que, se a avaliação é esta coacção imbecil, então os professores não querem mesmo ser avaliados. »
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28 julho 2011

um mail do CDS para mim!!

dois, a bem dizer ...

fui repescar umas coisas q me chegavam quando decidia enviar para os vários grupos parlamentares os meus protestos e 'recados' .. recebi muiiiiiiiitas promessas do CDS, algumas do seu líder, PP ..
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«Ora esguardai, como se fôsseis presentes, uma tal cidade assim desconfortada e sem nenhuma certa fiúza de seu livramento, como viveriam em desvairados cuidados, quem sofria ondas de tais aflições? ...» - FERNÃO LOPES, Crón. D. João I
pois esguardai!

1
from Grupo Parlamentar CDS-PP gp_pp@pp.parlamento.pt
to Ana Lima
date Thu, Jan 8, 2009 at 4:54 PM
subject RESPOSTA - contra a avaliação-fantochada do ME
mailed-by pp.parlamento.pt

Grupo Parlamentar CDS-PP to me




Grupo Parlamentar


Cara Professora Ana Maria Pereira Lima Silva,

Como penso que sabe, o CDS apresentou um Projecto de Resolução que previa a suspensão do actual modelo e que apontava caminhos para um modelo transitório para o presente ano lectivo. Foi votado no passado dia 5 de Dezembro e esteve quase a ser aprovado. Infelizmente, tal não aconteceu e perdeu-se uma oportunidade de sair deste impasse e ultrapassar a teimosia e arrogância do Ministério da Educação nesta matéria.

Neste âmbito, e uma vez que houve abertura para a visão do CDS-PP sobre esta injustiça, apresentamos já um Projecto de Lei, que será discutido no próximo dia 23 de Janeiro, que consagra a revogação dos presentes decretos regulamentares e onde apresentamos uma avaliação transitória para o presente ano lectivo, que vai de acordo às exigências dos professores, mas também às necessidades das escolas no desenvolvimento normal das suas actividades. Este projecto, se mantiver o acolhimento que a proposta inicial do CDS teve, pode ser a solução definitiva para a questão da avaliação dos professores.

Até lá, viabilizaremos todas as iniciativas que ajudem a resolver, ainda que só parcialmente, esta questão.

Atentamente

Paulo Portas
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mensagem q motivou a resposta:
Enviada: quinta-feira, 8 de Janeiro de 2009 16:12
Assunto: contra a avaliação-fantochada do ME
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«Caros Deputados,

Hoje vão ter a possibilidade de fazer justiça, votando favoravelmente a proposta apresentada pelo grupo parlamentar do PSD! Vão ter 150.000 Professores a olhar, atentamente, para cada um de vós. Queremos ser avaliados, mas não por este modelo "remendado" e pedagogicamente duvidoso. PEDIMOS UMA ÚLTIMA VEZ: FAÇAM JUSTIÇA - VOTEM FAVORAVELMENTE E SUSPENDAM ESTE MODELO DE AVALIAÇÃO DO ME! Façam tréguas nas "guerras" partidárias!»

Ana Maria Pereira Lima Silva, Professora

2.

from Presidência CDS-PP presidencia@cds.pt
date Thu, Feb 26, 2009 at 12:28 PM
subject Fw: RESPOSTA - SER PROFESSOR


Cara Ana Lima,

Embora os deputados do CDS já tivessem lido o seu e-mail só agora o pude avaliar pausadamente. Como, na minha família, tive e tenho professores, "revisitei" , no seu texto muito do que é a ética de serviço de um professor. Impressiona-me ( e cansa) a tentativa de "virar o país" contra os professores. Pela injustiça, pela desmotivação que causa e pelo péssimo serviço prestado ao país. Bem haja pelo seu texto.

Com estima,
Paulo Portas
Gabinete da Presidencia
Largo Adelino Amaro da Costa, 5
1149-063 Lisboa
Telefs: 21.881 47 22/39
Fax: 21.886 10 11
E-mail: presidencia@cds.pt
----- Original Message -----
From: Grupo Parlamentar CDS-PP
To: Pedro Mota Soares
Cc: Presidência CDS-PP
Sent: Tuesday, January 20, 2009 3:53 PM
Subject: FW: RESPOSTA - SER PROFESSOR

De: Ana Lima [
Enviada: terça-feira, 20 de Janeiro de 2009 15:12
Para: Grupo Parlamentar CDS-PP
Assunto: Re: RESPOSTA - SER PROFESSOR

Obrigada por ter respondido..
Espero que o texto que enviei tenha, de algum modo, servido para 'lançar luz' sobre o que é, de facto, isto de "ser professor".
Com os meus cumprimentos,
Ana Lima

2009/1/20 Grupo Parlamentar CDS-PP

Cara Professora Ana Lima,

Começo, desde já, por agradecer o seu contacto.


Como já tem conhecimento, o CDS-PP apresentou um Projecto de Lei que vem na sequência de um anterior Projecto de Resolução que previa a suspensão do actual modelo - e que apontava caminhos para um modelo transitório para o presente ano lectivo. Foi votado no passado dia 5 de Dezembro e esteve quase a ser aprovado. Infelizmente tal não aconteceu, como bem sabe, e perdeu-se uma oportunidade de sair deste impasse e ultrapassar a teimosia e arrogância do Ministério da Educação, nesta matéria.

Neste âmbito - e uma vez que houve abertura para a visão do CDS-PP sobre este problema na Educação - o nosso Projecto de Lei será votado nesta sexta-feira, dia 23 de Janeiro. Este Projecto do CDS consagra a revogação dos presentes decretos regulamentares e apresenta uma avaliação transitória para o presente ano lectivo - que vai de acordo com as exigências dos professores e também com as necessidades das escolas no desenvolvimento normal das suas actividades.

Queremos, neste âmbito como em todas as nossas propostas, apresentar soluções para que o País possa, de uma forma responsável, voltar à normalidade no seu sistema público de Educação. Acredito que este projecto, se mantiver o acolhimento que a proposta inicial do CDS teve, pode ser a solução definitiva para a questão da avaliação dos professores. 

Espero que no próximo dia 23 seja um dia de normalização do sistema de ensino público.

Atentamente,

Paulo Portas



*
Enviada: sábado, 17 de Janeiro de 2009 12:12
*
Assunto: SER PROFESSOR
Aspectos que toda a gente parece ignorar sobre a profissão de professor e que será bom esclarecer:

1º. Esta é uma profissão em que a imensa maioria dos seus agentes trabalha (em casa e de graça, entenda-se) aos sábados, domingos, feriados, madrugada adentro e muitas vezes, até nas férias! Férias, sim, e sem eufemismos, que bem precisamos de pausas ao longo do ano para irmos repondo forças e coragens. De resto, é o que acontece nos outros países por essa Europa fora, às vezes com muito mais dias de folga do que nós: 2 semanas para as vindimas em Setembro/ Outubro, mais duas para a neve em Novembro, 3 no Natal e mais 3 na Páscoa, 1 ou 2 meses no verão.
2º. É a única profissão em que se tem falta por chegar 5 minutos atrasado (5 minutos que equivalem a um tempo, de 45 ou 90 minutos!)
3º. É uma profissão que exclui devaneios do tipo "hoje preciso de sair meia hora mais cedo", ou o corriqueiro "volto já" justificando a porta fechada em horas de expediente.
4º. É uma profissão que não admite faltas de vontade e motivação ou quaisquer das 'ronhas' que grassarão, por exemplo, no ME (quem duvida?) ou na transparente AR.
5º. É uma profissão de enorme desgaste. Ainda há bem pouco tempo foi divulgado um estudo que nos colocava na 2ª posição, a seguir aos mineiros, mas isto, está bom de ver, não convém a ninguém lembrar…
6º. É uma profissão que há muito deixou de ser acarinhada ou considerada, humana e socialmente. Pelo contrário, todos os dias somos agredidos – na nossa dignidade ou fisicamente (e as cordas vocais não são um apêndice despiciendo…) , enxovalhados na praça pública, atacados e desvalorizados, na nossa pessoa e no nosso trabalho, em todas as frentes, nomeadamente pelo 'patrão' que, passe a metáfora económica tão ao gosto dos tempos que correm…, ao espezinhar sistematicamente os seus 'empregados' perante o 'cliente', mais não faz do que inviabilizar a 'venda do produto'!
7º. É uma profissão em que se tem de estar permanentemente a 100%, que não se compadece com noites mal dormidas, indisposições várias (físicas e psíquicas) ou problemas pessoais …
8º. É uma profissão em que, de 45 em 45, ou de 90 em 90 minutos, se tem de repetir o processo, exigente e desgastante, quer de chegar a horas, quer de "conquistar" , várias vezes ao longo de um mesmo dia de trabalho, um novo grupo de 20 a 30 alunos (e todos ao mesmo tempo, não se confunda uma aula com uma consulta individual ou a gestão familiar de 1, 2, 'n' filhos...)
9º. É uma profissão em que é preciso ter sempre a energia suficiente (às vezes sobre-humana) para, em cada turma, manter a disciplina e o interesse, gerir conflitos, cumprir programas, zelar para que haja material de trabalho, atenção, concentração, motivação e produção. Batemos aos pontos as competências exigidas a qualquer dos nossos milionários bancários, dos inefáveis empresários, dos intocáveis ministros! Ao contrário deles (da discrepância salarial e demais benesses não preciso nem falar) e como se não bastasse tudo o que nos é exigido …
10º. ainda somos avaliados, não pelo nosso próprio desempenho, mas pelos sucessos e insucessos, os apetites e os caprichos dos nossos alunos e respectivas famílias, mais a conjuntura política, económica e social do nosso país!
Assim, é bom que a "cara opinião pública" comece a perceber por que é que os professores "faltam tanto" – leia-se 'faltavam' (*)
Para além do facto de, nas suas "imensas" faltas, serem contabilizadas também situações em que, de facto, estão a trabalhar :
- no acompanhamento de alunos em visitas de estudo,
- em acções, seminários, reuniões, para as quais até podem ter sido oficialmente convocados,
- para ficarem a elaborar ou corrigir testes e afins , que não é suficiente o tempo atribuído a essas tarefas ,
- ou, como vem sucedendo ultimamente, a fazerem em casa, que é o sítio que lhes oferece condições, horas e horas não contabilizadas do obrigatório "trabalho de escola"….
Para além disto, e não é pouco, há pelo menos, como acima se terá visto, toda uma lista de 10 boas e justificadas razões para que o façam.

*
Correcção : as nossas faltas nem sequer são faltas! São dias descontados ao período de férias!
(*) agora praticamente não faltamos: 5 dias/ano de artigo 102 contra os anteriores 12 ou os 24 dias (2 por mês) do antigo artigo 4.º, alguém se lembra? Não faltamos, o que não se traduz necessariamente em maior produtividade, muito menos em mais qualidade.
· Agora vamos para as aulas, doentes, indispostos, mal dormidos, encharcados em calmantes (sim, em que acham que resulta o stress em que nos têm mantido nos últimos 3 anos?!).
· Nem temos, sequer, hipótese de ir ao médico, que nos obrigam a repor as aulas (escapamos apenas se estivermos presos, sabiam?) Mais: o nosso médico, que nos conhece há 20 anos, não pode atestar da nossa doença, se não for convencionado!! - esta, uma situação do mais aberrante, nas raias do surrealismo!!
· Os testes que dantes ficávamos a corrigir (abdicando de dias de férias) demoram agora semanas e semanas a serem entregues aos alunos…
E … também há quem, não dando uma única falta, tenha (nas aulas, em casa..) uma 'rica vida', acreditem!
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25 julho 2011

quem pondera sempre alcança?

Educação
Crato pondera anular efeitos da avaliação nos contratados

Ana Petronilho
25/07/11 00:05


Sindicatos dizem que Crato está “receptivo” a cancelar resultados da avaliação.

A avaliação dos docentes, aprovada pelo anterior Governo e ainda em vigor, está em vias de ser neutralizada nos concursos para professores contratados. Esta foi uma das principais reivindicações dos sindicatos de professores durante as primeiras reuniões com o novo ministro da Educação, Nuno Crato, segundo a Federação Nacional de Professores (Fenprof) e a Federação Nacional da Educação (FNE).

Em causa estão cerca de 35 mil professores contratados, que concorreram ao próximo ano lectivo, e que foram avaliados no actual sistema. Este modelo prevê que os professores com um resultado "muito bom" ou "bom" consigam um lugar à frente na lista nacional, sendo assim mais fácil a colocação numa escola.

"O ministro reconheceu como sendo absurdas" as implicações que os resultados da avaliação docente têm no concurso de colocação dos professores contratados, assegura ao Diário Económico o membro da direcção nacional da Fenprof, António Avelãs. Também a FNE levantou esta questão junto do ministro e assume que quer "diminuir ao máximo as consequências desta avaliação", ao que Nuno Crato terá sido "receptivo", acrescenta o secretário-geral da FNE, João Dias da Silva. 

Muito bem!
Agora o que eu pergunto é,
E os outros? Os não contratados? Não escapam à condenação desta sentença surreal? Vão sucumbir ao processo monstruoso e kafkiano? Passar o mês de Agosto enredados em papeis, evidências, descritores, relatórios, auto-avaliações?
Saberão NC, AA, JDS, que o pesadelo ainda não acabou para os restantes milhares de professores?! Que se arrasta até 31 de Agosto?
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22 julho 2011

um erro clamoroso

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o que ele disse há 3 anos ..

  • acresce que ele (o modelo de ADD de MLR) não foi bem organizado.
  • não é um bom modo de lançar um processo como este, avançar para a avaliação, sem terminar o processo científico 
  • (não é um bom modo de lançar um processo como este), avançar para a avaliação sem a publicação devida dos parâmetros relevantes
  • este regime de avaliação devia ter sido suspenso
  • o sr. primeiro ministro vai esta semana à Assembleia da República e aquilo que eu acho que é normal que se lhe peça e que é o meu desafio, é muito simples: 
o senhor primeiro ministro imagine que é professor. (..)
 
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Ora aquilo que eu acho que seria normal, sr. ministro dos NE, 
era que, também o senhor, fizesse agora esse exercício de imaginação! 
 É o meu desafio.
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20 julho 2011

Não se pode fazer política sem ludibriar o eleitor?

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in Público
20/07/2011
por Santana Castilho *

Não se pode fazer política sem ludibriar o eleitor?
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1. Todos sabem, mas são poucos os que se insurgem contra a incoerência e o ludíbrio na política. Passos Coelho, candidato, disse da carga fiscal o que Maomé não disse do toucinho. Como homem de palavra que se dizia, garantiu não subir os impostos, pelo menos os que oneravam o rendimento. Se, afirmou, em limite, a isso fosse obrigado, então, taxaria o consumo. A primeira medida que Passos Coelho, primeiro-ministro, tomou, foi confiscar um belo naco do rendimento do trabalho dos portugueses. Lapidar!
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O ministro das Finanças explicou aos ludibriados como se consumará a pirueta. Fê-lo em conferência de imprensa original, estilo guia turístico: à vossa esquerda (página 5 do documento de suporte), podem ver o gráfico tal; à vossa direita (página 27 do documento de suporte) podem contemplar o quadro X. Estilo novo, por estilo novo, poderia ter ido mais além. Poderia ter recolhido previamente as perguntas e incluir um desenho no documento de suporte, estúpidos que somos, para nos explicar por que razão os rendimentos do capital foram protegidos. Dizer-me que o não fez para não desincentivar a poupança e porque era tecnicamente impraticável, fez-me sentir gozado. Reduzir o alvo aos cidadãos e deixar de fora as empresas de altíssimos lucros, remete para o lixo o discurso da equidade e faz-me sentir ludibriado. 
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2. Nunca concordei com a demagogia da redução do número de ministros e com o disparate de constituir giga ministérios. Porque as pessoas, mesmo que sejam ministros, têm limites. Porque a quantidade é sempre inimiga da qualidade. Os primeiros sinais fazem-me sentir grosseiramente ludibriado. A poupança de ministros logo resultou em destemperança de secretários de Estado. E a incoerência entre os princípios anunciados e as práticas seguidas não tardou a ser inscrita em Diário da República. Com efeito, foi criada uma comissão eventual para acompanhar a execução do programa de assistência financeira a Portugal. Tem 30 elementos, trinta. Esta “estrutura de missão”, ESAME, de sua sigla, vai fazer aquilo que, obviamente, seria missão do Governo, designadamente do Ministério das Finanças. Para quem tanto falou de cortar gorduras do Estado, sinto-me ludibriado.
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3. Como já afirmei publicamente, o expediente da suspensão do encerramento das 654 escolas, não é mais do que uma manobra política de duplo efeito: imediatamente, recolhem-se louros e popularidade; verdadeiramente, verifica-se o que está pronto e o que está atrasado, quanto às construções em curso. E, porque é isso que está no programa do Governo, continuar-se-á a política de criação de mega agrupamentos, aprofundando a desertificação do interior e tornando irreversível um deplorável crime pedagógico. No início de Julho, Nuno Crato suspendeu o fecho de 654 escolas. Dias volvidos, confirmou que 266 das 654 encerrariam imediatamente. Não teremos de esperar muito para confirmar o ludíbrio total.
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4. O ministro da Educação tornou-se popular pela ênfase que emprestou a algumas ideias sobre Educação. Uma delas consistiu em acusar o ministério de ser dono da Educação. Matando com ferro, com ferro começou a morrer no quadro desta pífia adaptação curricular do ensino básico, a que procedeu de forma monolítica. O que é este ajustamento? Tão-só a recuperação da proposta de Isabel Alçada (com excepção do fim do par pedagógico de EVT), inviabilizada pelo PSD, que alegou falta de estudos que a sustentasse (mais uma vez a incoerência e o ludíbrio político em flagrante). No 1º ciclo, onde residem carências graves, tudo ficou na mesma. No restante, o mais relevante são mais horas para Matemática e Língua Portuguesa, como defendeu Maria de Lurdes Rodrigues em 2008. Como reagirão os bons alunos (que também existem) a mais horas, de que não necessitam? Nuno Crato ignora que muito Estudo Acompanhado já era dedicado à Língua Portuguesa e à Matemática, sem que os resultados se tornassem visíveis? Não se interrogou sobre os resultados dos dispendiosos PAM (Plano de Acção da Matemática) e PNL (Plano Nacional de Leitura), que significaram milhares de horas e milhões de euros despejados sobre a Língua Portuguesa e sobre a Matemática e que não impediram os piores resultados em exames dos últimos 14 anos? O problema não é de quantidade mas de qualidade das aprendizagens. E para isso confluem várias variáveis, que o taylorismo de Crato não considera. Cito algumas. As escolas deviam ter autonomia total para encontrar soluções para o insucesso. As horas retiradas às Áreas Curriculares não Disciplinares deveriam ter sido postas à disposição das escolas, que as aplicariam em função da natureza diferente dos problemas que sentem. Claro que isto supunha directores eleitos e Inspecção Geral de Educação organizada por áreas científicas e núcleos de escolas. A autoridade do professor e a disciplina na sala de aula fariam mais pelos resultados do que todos os planos ou acréscimos de horas. A burocracia esquizofrénica que escraviza os professores já deveria ter sido implodida. Os blocos de 90 minutos são um disparate e os tempos de 45 são insuficientes. Não pode haver disciplinas em que o professor vê o aluno de semana a semana. É imprudente, numa formação básica, reservar para a Matemática e para a Língua Portuguesa o conceito de disciplinas estruturantes. Onde ficam a Educação Física e as restantes expressões, por exemplo? É perigoso o que se está a fazer com a História e a Geografia. Ou quer-se, desde logo, subordinar tudo a um determinado modelo de Homem e Sociedade?

* Professor do ensino superior (s.castilho@netcabo.pt)

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tanta, mas tanta, razão, que só não vêem os que são cegos!! - cegos, sbt naquela acessão dada pelo Saramago: «a estupidez não escolhe entre cegos e não-cegos» - nem mais.
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Santana Castilho TEM RAZÃO. Preocupa-se, reflecte, escreve sobre e É ESPECIALISTA EM EDUCAÇÃO.  Tem propostas concretas, ideias que vem expressando de há .. décadas, e não há nelas nada de remotamente dúbio.

Santana Castilho É COERENTE. Critica com fundamento e conhecimento de causa as políticas que, na sua como na opinião de tantos que conhecem a escola por dentro, estão erradas. Venham elas do PS, do PSD, do CDS ou de outro qualquer partido que possa decidir a quem entregar a pasta da Educação.

Santana Castilho É UM HOMEM DE CARÁCTER, não deixa por mãos alheias aquilo que quer fazer, ou dizer, FAZ. DIZ, não manda boquinhas infantis nem indirectas ronhosas. NÃO PRECISA de estratagemas mesquinhos para que se fale dele, ou o apreciem. ELE É O SEU IMENSO, INEGÁVEL VALOR, e isso não há quem consiga destruir, por mais subreptícia dor-de-corno, insistência maliciosa, manipulação peçonhenta.

.. uma apreciação 'insuspeita' que me chegou:

23. Craft Diz:
Julho 20, 2011 at 6:47 pm

O Santana Castilho não desilude, é sempre frontal, coerente e corajoso. Um homem assim, livre, mete sempre medo. Portanto, não é bem irritação o que ele provoca nalgumas pessoas, as mesmas que com ingenuidade nutrem um extremoso carinho pelo nosso Prior…

.. quanto ao prior.. descubram-no, se quiserem ..
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17 julho 2011

usar os miolos ..

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.. que o mesmo é dizer, pôr o pessoal a pensar ..

e a propósito .. eu .. não sei se maior carga horária a português, a matemática, vão resolver o que quer que seja .. a geração dos meus alunos está condicionada (foi condenada) pelas 'novas' tecnologias.. e é essa pressão, que os absorve em cada momento dos seus tempos livres (depois de descontadas as actividades que têm fora da escola, normalmente ligadas ao desporto), que os impede de ler - livros, português bem escrito e bem pensado, à espera de quem o descodifique .. e não há volta a dar-lhe, sem hábitos de leitura ( e a propósito.. o dito, proclamado e propagandeado 'plano nacional de leitura' não parece estar a dar grandes frutos, verdad?) - mas dizia, não há volta a dar-lhe: sem boas leituras não há bons resultados a português, nos exames; sem boas leituras não há espíritos des-formatados da mediocridade televisiva, playstationista, lo que seya .. e é uma luta. que há que travar, por parte dos pais, em primeiro lugar, e por parte da escola, através, basicamente, dos curricula. Há que ler bons escritores, e talvez começar precisamente pelos mais recentes, que são, também, os mais inovadores: José Saramago, José Luís Peixoto, valter hugo mãe, João Tordo, etc, etc
Eu, que tive a sorte (.. é .. ) de crescer sem computadores, praticamente sem televisão, ainda hoje lembro com especial afecto as aulas que a professora de Português reservava para nos ler estórias - e foi aí que ouvi d' A Menina do Mar, d' A Fada Oriana, ... de Sophia de Mello Breyner .. 

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opiniao
O 'MAGALHÃES'

por João Miranda
investigador em biotecnologia,
um artigo, que não sendo de 'última hora', é uma oportunidade para repensarmos todos os rumos que alguns acreditaram (?) tão certos, tão infalíveis ..

O choque tecnológico está a chegar às escolas portuguesas. Os alunos portugueses vão ter direito ao Magalhães, um computador produzido pela Intel e subsidiado pelo Governo português. Os governantes acreditam que se juntarmos boa tecnologia (concebida nos Estados Unidos, produzida no Extremo Oriente e embalada em Portugal) a maus alunos, más escolas e maus professores vamos obter génios da física e da matemática.

de J. M. Basquiat
Alguém anda a confundir as causas com as consequências. A tecnologia não produz físicos e matemáticos. Os físicos e os matemáticos é que produzem tecnologia. Os alunos portugueses têm hoje acesso a computadores baratos porque alguns dos melhores alunos americanos andaram durante décadas a estudar Física e Matemática. A tecnologia é o resultado de bons alunos. Não são os bons alunos que resultam da tecnologia.

E, de qualquer das formas, é um pouco tarde. Bill Gates e Paul Allen (fundadores da Microsoft) começaram a fazer experiências com computadores (inventados por engenheiros, físicos e matemáticos americanos) em 1968, quando um computador era uma raridade. Ao fazê-lo adquiriram uma vantagem comparativa e conseguiram 40 anos de avanço sobre os actuais alunos portugueses. Bill Gates e Paul Allen aprenderam a programar computadores quando eles não tinham programas pré-instalados nem interfaces gráficas. Para usar computadores foram forçados a programá-los. Quarenta anos depois, os alunos portugueses vão ter a oportunidade de utilizar os programas e as interfaces gráficas entretanto criadas por Bill Gates e Paul Allen. Não vão aprender a programar. Vão aprender a usar o rato para clicar em "janelas" e menus.

O Plano Tecnológico aplicado à educação não passa de pensamento mágico. A história de Bill Gates e Paul Allen sugere que a inovação não resulta da massificação de um produto de consumo. No caso da Microsoft, a inovação (essencialmente comercial) resultou do trabalho de um número reduzido de indivíduos dedicados e com acesso a uma tecnologia rara mas com grande potencial de crescimento.

jmirandadn@gmail.com09 Agosto 2008 

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truques e orçamentos

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Os sistemas escolares dos Estados Unidos são financiados pelos 50 estados. Neste discurso inflamado, Bill Gates diz que os orçamentos estaduais estão cheios de truques de contabilidade que disfarçam o verdadeiro custo dos cuidados de saúde e pensões e ponderado com agravamento dos défices - com o financiamento da educação perdendo no final.

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29 junho 2011

calendário escolar 2011-2012 - mudar Portugal!

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O ministério da Educação e Ciência publicou hoje o calendário para o próximo ano letivo.
Lusa
19:25 Quarta feira, 29 de junho de 2011

Última atualização há 5 minutos

As aulas começam entre 8 e 15 de setembro, devendo terminar em todos os ciclos antes do período de exames e provas de final do ano, segundo o calendário escolar para o ano letivo 2011-2012 , hoje divulgado.

O despacho, assinado pelo novo ministro, Nuno Crato, foi hoje publicado no sítio de Internet do Ministério da Educação e Ciência.

Para a educação pré-escolar, está previsto o termo das atividades a 06 de julho de 2012.

As interrupções das atividades educativas nestes estabelecimentos para a Páscoa e o Natal correspondem a cinco dias úteis seguidos ou não, entre 19 e 30 de dezembro e 28 de março e 09 de abril, respetivamente.

No período do Carnaval, haverá uma pausa entre 20 e 22 de fevereiro, inclusive.

Para o ensino básico e secundário, o despacho continua a fazer referência a provas de aferição, estabelecendo que as escolas devem adotar medidas organizativas ajustadas para os anos de escolaridade não sujeitos a estes testes, "de modo a garantir o máximo de dias efetivos de atividades escolares e o cumprimento integral dos programas nas diferentes disciplinas e áreas curriculares".

O primeiro período termina a 16 de dezembro. As aulas recomeçam no dia 03 de janeiro e voltam a terminar a 23 de março para as férias da Páscoa.

Os alunos regressam a 10 de abril para o último período e a 08 de junho terminam as aulas para o 6.º, 9.º, 11.º e 12.º anos.

A 15 de junho, entram de férias os alunos dos restantes anos de escolaridade.

Ler mais sb o calendário escolar aqui
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ora deixa cá ver... "devendo terminar em todos os ciclos antes do período de exames" ---  "a 08 de junho terminam as aulas.. " mas não para todos os anos de cada ciclo .. confusão minha, do jornalista, ou do ministro?
.. o que é que mudou relativamente ao ano transacto?!
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e ... era esta a coisa mais URGENTE a fazer no ME?
quando ainda não acabou nem a 1ª fase dos exames?
quando os professores andam às voltas com a putativa ADD -- fazem? não fazem?
quando só vamos poder ir de "férias" a partir de 25 de Julho? (pelo menos na minha escola..) - e férias entre aspas, sim, que não vai haver, nem dinheiro para 'escapes', nem tempo para descanso! até 31 de Agosto (na m/ escola) vamos andar todos a dar em doidos com a treta das evidências relatórios aplicações informáticas descritores reuniões e o rqp!!
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OBRIGADA (pela parte que me toca), OBRIGADÍSSIMA, sr. ministro, primeiro ministro, secretária de estado! OBRIGADA a toda a corja de mentirosos gente sem carácter sem escrúpulos sem visão nem a mínima ideia do que raio é preciso fazer por este país. eu odeio-vos, de um ódio profundo que só anseia transbordar. e já agora prendam-me... sempre me dão oportunidade de descansar!

15 junho 2011

testes e mais testes e ainda mais testes, exames, lo que sea..

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«Nunca se realizaram tantas provas nacionais como neste ano lectivo. Segundo investigadores, os chamados testes intermédios podem ter impactos negativos na avaliação e aprendizagem dos alunos.»

O jornal Público trouxe hoje (13/6/2011) para a primeira página a questão dos testes intermédios, dando a palavra a críticos dos testes intermédios e dos exames. Num texto de duas páginas de jornal, a jornalista Clara Viana cita três especialistas em educação. São eles: José Agosto Pacheco, Universidade do Minho, Domingues Fernandes, Universidade de Lisboa, e Leonor Santos, Universidade de Lisboa. - daqui

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Ora o que eu gostava MESMO que me explicassem é, por que razão, tratando-se de testes para alunos do ensino básico e secundário, os ESPECIALISTAS consultados são TODOS do Ensino Superior!!! Mas o que é que eles sabem do que vai pelas escolas do EBS????

É assim como se os juízes fossem opinar sobre como tratar dos processos no ministério público!

Ou .. como se um 'chef' de 'haute cuisine' fosse chamado a preparar as refeições da cantina lá da fábrica!!

Quanto ao n.º de testes + trabalhos + projectos + etc, é claro que é um exagero!! E para quê? - pergunto-me..

13 junho 2011

ordinariamente . .

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para início de conversa.. 
a análise (velha de 144 anos! - e tristemente actual .. ) de um homem lúcido:



continuando ..

  • já que ninguém falou DELA durante a campanha eleitoral  
  • já que absolutamente todos (políticos, comentadores, jornalistas) continuam - paulatina, misteriosa e irresponsavelmente - a ignorá-LA ...
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    .. aqui vão uns mimos que NÓS NÃO ESQUECEMOS!!


    e .. quando .. se .. eventualmente .. resolverem dar à EDUCAÇÃO o destaque, a atenção que ela merece, saibam, senhores políticos, que  desses aí acima... e disso que eles disseram,  NÓS NÃO QUEREMOS MAIS!

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    e para rematar..
    e até que dêem provas em contrário ...

    11 junho 2011

    o discípulo da sinistra

    J.M. Canavarro é um dos nomes apontados para próximo ME. Militante do PSD, redigiu / orientou / ultimou a versão do programa eleitoral do PSD para a Educação:  uma manta de retalhos que se contradizem entre si num atabalhoamento de perceptíveis diferentes estilos e opostas visões, em quase tudo contrário ao que P. Passos Coelho foi dizendo (e escrevendo) ao longo da pré-campanha eleitoral!

    Ora vejam abaixo os mimos que ele propõe e a qualidade do senhor!


    José Mel. Canavarro, NUNCA!!
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    - alguns exemplos do que este senhor defende para 'melhorar' [!?!?] a Educação:
    • Gestão das escolas - O primeiro sinal e passo a dar neste sentido é o do estabelecimento de uma nova carreira profissionalizada de Director Escolar
    • Serão desenvolvidas iniciativas de liberdade de escolha às famílias em relação à oferta disponível, independentemente da natureza pública ou privada do estabelecimento de ensino
    • No modelo de gestão das escolas deve ver-se reforçada a participação das autarquias e da sociedade civil na sua gestão estratégica, pela via do aumento da capacidade de intervenção nos Conselhos Gerais, através de um maior peso nas quotas de representação.
    • O Ministério da Educação estabelecerá um enquadramento legal que permita implementar modelos alternativos de governo e de contratualização da gestão de escolas..  [!?!?]
    • A valorização profissional dos docentes [!?!?] passa ainda pelo investimento na formação contínua e pela elaboração de um modelo de selecção e de profissionalização em exercício dos novos professores e educadores.
    • Caso venha a ser Governo, o PSD irá prosseguir a constituição dos chamados mega-agrupamentos
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    versão mais completa e comentada - aqui
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    10 junho 2011

    Passos Coelho e a Educação

    Passos Coelho ganhou as eleições de domingo passado.
    Durante a campanha eleitoral, não lhe ouvi UMA palavra sobre educação.

    Fê-lo antes, em pré-campanha.
    E é isso que neste momento lhe venho cobrar: que mantenha a sua palavra!

    *
    «Os professores não precisam de ter um exército burocrático, nem de que todos os dias os informem de como devem dar as aulas..»
    «Ai do ministro da Educação que pense que tem de mudar os professores para reformar a Educação!» .
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    « suspender este modelo de avaliação pode contribuir para pacificar a vida das escolas e dar aos professores a possibilidade de se focarem melhor naquilo que é a sua vocação, que é ensinar! »

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    - em 12 de Maio de 2011, no lançamento de "O Ensino Passado a Limpo",
    sobre o programa do PSD para a Educação, a promessa de Passos Coelho:
    «    Iremos melhorá-lo!   »   (ouvir)


    *
    - excertos do prefácio (da autoria de Passos Coelho)
    a "O Ensino Passado a Limpo", de Santana Castilho:

    • Aqui se procura (...)apontar orientações e soluções susceptíveis de serem incorporadas num programa de acção política governativa. (...) o autor (...) estabelece uma proposta realista de prioridades de acção que se adequa bem à hierarquia dos problemas a merecer resposta mais urgente no ponto a que chegámos em matéria de resultados na Educação.
    • (...) é evidente que vejo a presente edição como muito útil para a definição dos passos a dar neste domínio no futuro próximo.
    • (...) O país não muda por decreto e a Educação e o Ensino também não. Quem realiza verdadeiramente as transformações são os múltiplos agentes que operam e intervêm diariamente no processo educativo, sendo o legislador apenas uma das partes envolvidas. Neste sentido, as reformas só estarão adquiridas se aqueles que são os agentes da mudança as tomarem como suas também.
    • (...) os últimos anos têm trazido uma burocratização insuportável em torno de todo o processo educativo, descaracterizando as missões dos diversos intervenientes, sobretudo notório no caso dos professores, e desvirtuando o propósito implícito aos procedimentos, como foi o caso mais revoltante da avaliação de desempenho.
    • As más políticas e a instabilidade têm provocado estragos grandes que não têm de ser irreversíveis se actuarmos depressa. Mas só a boa resposta política pode ser capaz de restaurar a nossa capacidade para mudar no sentido que é necessário e desejado pela maioria. Esta obra ajuda-nos a concretizar essa mudança.
     .
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    Ora aí está, Passos Coelho! 
    Mostre que é capaz de actuar bem e depressa! 
    A EDUCAÇÃO agradece!!!
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    07 junho 2011

    sobre EDUCAÇÃO disse .. nada!

    *
    A campanha eleitoral foi praticamente omissa no respeitante à educação. Não falaram dela (nem dos problemas,muitos, de que actualmente enferma) os líderes dos vários partidos concorrentes, não os questionaram sobre o assunto os vários jornalistas e entrevistadores, remeteram-se ao silêncio os comentadores de serviço. Como se entre todos houvesse um qualquer obscuro pacto de silêncio. Como se, na governação de um país que se afunda, a Educação fosse um campo menor  ..

    Não falaram dela porque não lhes interessa. Uma massa acrítica e formatada no molde do eduquês é uma papa mole, que não critica nem pensa nem intervém, não incomoda os poderes instalados. Não falaram dela apesar - ou por causa de - a saberem um barril de pólvora, pronto a explodir. Calaram a Educação, porque ela, tanto ou mais que o pelouro das finanças, exigiria, de quem se demitiu, um 'mea culpa' inequívoco, pelo  desnorte político que imperou e pela convulsão social provocada, e, de quem agora vai tomar as rédeas do país, uma consciência clara do que há a remediar, inclusive a nível do esbanjamento sem critério dos dinheiros públicos: vide a Parque Escolar e os seus megalómanos 'mega-agrupamentos', mais a panóplia de gadgets tecnológicos imprestáveis que no reinado de José Sócrates inundaram as escolas - enquanto outras se fechavam sem contemplações por esse país fora, desertificando ainda mais um interior que a cada dia se empobrece e inviabiliza; enquanto um sem número de professores ficava no desemprego, as turmas enormes, ingovernáveis, as carreiras há anos congeladas e os salários diminuídos.

    A Educação tem de ser encarada como um imperioso investimento nesse futuro que prometem, principalmente no sentido de dotar as gerações (presente, futura), dos mecanismos sem os quais este país não sairá nunca do lodo onde se atolou: conhecimentos sólidos, cultura de empenhamento e trabalho sério, responsabilização colectiva, civilidade, respeito, capacidade crítica, humanismo.

    O futuro primeiro ministro de Portugal não pode repetir os erros do passado, tanto mais que se reclama como 'mudança'. E tem de ter uma consciência muito clara do que está mal, e remediá-lo, encontrar soluções. Que podem passar por deitar tudo abaixo e começar do zero, com vontade política e a coragem que se impõe. Uma casa reconstruída sobre os alicerces podres de anos e anos de dislates não pode ter outro destino senão ruir. E não podemos dar-nos ao luxo de permitir que isso aconteça.

    Há que não perder de vista que nunca, como nos dois últimos governos do partido dito socialista, a escola pública foi tão intencionalmente abandalhada, os agentes educativos tão maltratados. À frente do ministério da Educação tivemos recentemente os espécimes mais tristes de que há memória: uma mulher sádica e descompensada, de um desrespeito, um autoritarismo e uma incompetência assassinos; outra, uma tontinha seguidista, ignorante e ridícula, tão criminosa como a sua antecessora.. 

    Durante o primado de Mª de Lurdes Rodrigues, tivemos, é certo, uma oposição parlamentar invulgarmente crítica a praticamente todas as políticas educativas de um governo incapaz, de uma ministra e um primeiro ministro arrogantes, autistas e incompetentes.
    Vimos surgirem Movimentos espontâneos de professores, independentes dos sindicatos. Lemos da revolta diária em blogues e em jornais. Vimos as maiores manifestações de professores de que há memória. Tudo, com consequências zero, ou quase.
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    Já com Isabel Alçada vimos ainda, num acto sem precedentes, toda a oposição parlamentar votar contra um modelo de ADD execrável e inexequível. (aqui) 
    Vimos - acontecimento histórico! - o PSD juntar-se ao PCP na apresentação de um texto revogatório do referido modelo de avaliação de professores. - (aqui) 
    E vimos Cavaco Silva prestar vassalagem a Mª de Lurdes Rodrigues e José Sócrates, inviabilizando o fim do que tem sido o maior factor de desestabilização das escolas, do desgaste dos professores e do respectivo, pernicioso efeito na qualidade do serviço que prestam aos alunos.
          Mais do que deputados críticos e conscientes, a Educação precisa de políticas lúcidas, sérias, pensadas. E precisa de quem as queira e saiba implementar.

          Do "estado comatoso do ensino" em Portugal  vimos, de há anos, sendo alertados por um homem - lúcido, atento, conhecedor, defensor de primeira linha da escola pública e da qualidade que ela devia ter. Que, com independência e isenção, não se cansa de apontar um dedo acusatório às leis injustas, às más políticas, venham elas de onde vierem. Que conhece os problemas da educação como ninguém. Que sobre eles vem reflectindo há anos, com seriedade, com inteligência e com uma tenacidade sem paralelo. Que partilha o seu pensamento e o fundamenta -  em crónicas do Público, entrevistas ou programas de televisão em que é chamado a intervir. Que, prestando um serviço cívico inestimável de alerta e consciencialização, se vem desdobrando em sessões para que é convidado, organizadas por escolas, livrarias, autarquias, colectividades e partidos políticos, do PSD ao BE...

          Um homem que tem o reconhecimento de praticamente toda a classe docente, que muito, muito antes destas eleições (em Setembro de 2009) lhe dedicou uma página no facebook, reclamando-o para próximo ministro da educação (ver). 
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          Que tem propostas concretas, soluções. Que muito recentemente as publicou em livro , a pedido do líder do partido que acaba de ganhar as eleições. Que o prefaciou. Que, aquando do seu lançamento e apresentação (ver), prometeu, em acto público, melhorar o seu programa eleitoral neste campo.
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          Que, em campanha, estranhamente, sobre Educação disse .. nada!
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          E agora, senhor futuro primeiro ministro, como é que vai ser? NÓS queremos saber! E temos pressa.

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          mais disto, NÃO !!!
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