01 junho 2009

a galopar - hasta enterrarlos en el mar!

No sábado, regressados da manifestação, um homem que encontrámos no metro identificou-nos - pelas 'fardas', as bandeiras, e disse-nos:
«Se fosse em Espanha, esses gajos já de lá tinham saído há muito tempo! Acabem com eles! Atirem-nos ao rio!!»
Gostei. E ri-me (..) - a exortação acendeu memórias de outras lutas, de outras vozes, em tudo idênticas às que, a 30 de Maio, cantámos nós:

A galopar - Paco Ibáñez y Rafael Alberti

eu fico arrepiada, uma força a crescer-me nos dentes, e nos nervos. E vou contigo, Paco Ibañez! «Ahora vos propongo que cantemos juntos y que salgamos de aquí galopando... ! - ponerle voz e ponerle rabia también!»

  • Las tierras, las tierras, las tierras de España,
  • las grandes, las solas, desiertas llanuras.
  • Galopa, caballo cuatralbo,
  • jinete del pueblo,
  • al sol y a la luna.¡
  • A galopar,a galopar,
  • hasta enterrarlos en el mar!
  • A corazón suenan, resuenan, resuenan
  • las tierras de España en las herraduras.
  • Galopa, jinete del pueblo,
  • caballo cuatralbo,caballo de espuma.¡
  • A galopar,a galopar,hasta enterrarlos en el mar!
  • Nadie, nadie, nadie, que enfrente no hay nadie;
  • que es nadie la muerte si va en tu montura.
  • Galopa, caballo cuatralbo,
  • jinete del pueblo,que la tierra es tuya.¡
  • A galopar,a galopar,
  • hasta enterrarlos en el mar!

Rafael Alberti (Capital de la Gloria, 1938)

5 comentários:

teresa disse...

Y ponerle esperanza!

al disse...

por supuesto, guapa!!

:-)

António Chaves Ferrão disse...

...um homem que encontrámos no metro...Há muitos mais destes, que não aparecem, como é bom de ver, nas auto-exacerbações deste governo. Por isso me rio de cada vez que se fala num imaginário isolamento dos professores. Haja confiança.

Teodoro disse...

brrrrr + 1 arrepio

Estamos tudo menos isolados, temos avestruzes ao lado e no caminho, mas quem é que não contava com isso?
Deixar que a descrença, nisto ou naquilo, se imponha, é fugir de nós próprios.
Alma nas estrelas, acreditar sempre! Se for preciso, com uma raiva a crescer nos braços, fogo no peito, e uma faca mordida nos dentes.

Anónimo disse...

...e fugir de nós próprios é já estar morto e não saber.É por isso que não percebo os que se acomodam. Como é que conseguem viver sem aialma ? ;) Ana G.