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25 julho 2011

quem pondera sempre alcança?

Educação
Crato pondera anular efeitos da avaliação nos contratados

Ana Petronilho
25/07/11 00:05


Sindicatos dizem que Crato está “receptivo” a cancelar resultados da avaliação.

A avaliação dos docentes, aprovada pelo anterior Governo e ainda em vigor, está em vias de ser neutralizada nos concursos para professores contratados. Esta foi uma das principais reivindicações dos sindicatos de professores durante as primeiras reuniões com o novo ministro da Educação, Nuno Crato, segundo a Federação Nacional de Professores (Fenprof) e a Federação Nacional da Educação (FNE).

Em causa estão cerca de 35 mil professores contratados, que concorreram ao próximo ano lectivo, e que foram avaliados no actual sistema. Este modelo prevê que os professores com um resultado "muito bom" ou "bom" consigam um lugar à frente na lista nacional, sendo assim mais fácil a colocação numa escola.

"O ministro reconheceu como sendo absurdas" as implicações que os resultados da avaliação docente têm no concurso de colocação dos professores contratados, assegura ao Diário Económico o membro da direcção nacional da Fenprof, António Avelãs. Também a FNE levantou esta questão junto do ministro e assume que quer "diminuir ao máximo as consequências desta avaliação", ao que Nuno Crato terá sido "receptivo", acrescenta o secretário-geral da FNE, João Dias da Silva. 

Muito bem!
Agora o que eu pergunto é,
E os outros? Os não contratados? Não escapam à condenação desta sentença surreal? Vão sucumbir ao processo monstruoso e kafkiano? Passar o mês de Agosto enredados em papeis, evidências, descritores, relatórios, auto-avaliações?
Saberão NC, AA, JDS, que o pesadelo ainda não acabou para os restantes milhares de professores?! Que se arrasta até 31 de Agosto?
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13 julho 2011

o silêncio ensurdecedor de Nuno Crato


..... que cá para mim, deve ter entrado de férias, só pode! ......
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relativamente à imagem ao lado, ver propostas do PCP e BE, aqui
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12.07.2011 - 09:18 Por Lusa
aqui 

Fenprof preocupada com "desconhecimento" da política do Governo

A Federação Nacional de Professores (Fenprof) reúne-se a partir de hoje, em Braga, com o “desconhecimento” sobre a política educacional do novo Governo quanto à avaliação dos docentes e à constituição de mega-agrupamentos como principais preocupações.
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e não só, Mário Nogueira, e não só!!

  • como é que vai ser com os horários dos professores, por exemplo? - o programa do governo (e, se não me engano, também o próprio ME) fala em "simplificar o ECD". Ora isso ...
  1. significa exactamente o quê???
  2. e ... é para quando???
Será que, por inépcia deste ministro e de mais quem o escolheu, vamos ter de continuar a passar as mesmas infindáveis e imprestáveis horas na escola?? Será que -- chegados a casa, exaustos e saturados por tanto gasto de energia, tanto tempo desperdiçado em tretas e num local de trabalho que não nos oferece as condições mínimas de privacidade, conforto, silêncio, espaço -- vamos continuar a não ter, nem tempo nem disposição para fazermos o que realmente é importante? Para nos auto-formarmos e actualizarmos, para preparar aulas, procurar e construir materiais e etc, etc?

Mais:
  • como é que vai ser com a farsa das 'aulas' de substituição? é para continuarmos a "fingir que sim", a atirar areia para os olhos dos pais?
  • como é que vai ser com a estupidez das aulas de 90 minutos, absolutamente inaturáveis (e por isso mesmo geradoras de indisciplina- oh, sim!) por parte de todos, e sobretudo dos alunos do 3.º ciclo?

É que tudo isto, Mário Nogueira / Nuno Crato, são aspectos que entram na feitura dos horários, e os 'escravos de serviço' estão prestes a iniciar esse trabalho - ou nem lhe passou isso pela cabeça, senhor ministro?!

  • E como é que vai ser com o aberrante estatuto do aluno? Alguma alteração que se veja e valha?
  • Como é que vai ser com o regime de faltas dos professores
  1. 7 dias por ano contra os 12 de toda a restante função pública?
  2. e as faltas por doença, vão continuar a ter de ser obrigatoriamente atestadas pelos centros de saúde? E os milhares que já não tiveram direito a médico de família? Que vão à lista procurar um qualquer convencionado com a ADSE, que nunca os viu mais gordos? Esta farsa toda é para continuar??
Como continuou - sem tirar nem pôr! - o calendário escolar, a única promulgação deste quase invisível ministro? Que já traz contradições relativamente às poucas, entretanto proferidas declarações de sua excelência?

  • Para quando a assumpção, Mário Nogueira / Nuno Crato, de que as interrupções do Natal e Páscoa são férias?  Férias mesmo, para todos? FÉRIAS, em que as escolas fecham, como acontece por essa Europa fora,  férias durante as quais as autarquias (com representação nos órgãos decisores das nossas escolas, é bom lembrar!!) se ocupam dos tempos livres das crianças!
  • E para quando a introdução de pausas a meio do 1.º e 2.º períodos, que nem professores nem alunos nem funcionários os aguentam, de tão longos, stressantes, intermináveis?! E vejam, sigam!!, o exemplo da merkliana Alemanha, da sarkosiana França, etc, etc, etc!! E nem ouso falar - não vá a cara opinião pública escandalizar-se, dos 2 inteiros meses de férias de verão que gozam os professores destes países (mais os de Espanha, Finlândia?, ..)
  • Para quando, e fico-me por aqui, o reconhecimento de que ESTA é uma profissão de desgaste rápido e de risco (físico, sobretudo mental) ? - ou um estatuto 'à parte' só serve para nos tramar?!
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 É que, sabem, pais, mães, quem acaba por 'pagar' as consequências do 'mau estado' (físico, psíquico) da classe docente, são mesmo, involuntaria mas inevitavelmente, os vossos filhos .. Ora imaginem-nos lá a terem um belo naipe de professores, todos com mais de 60 anos ..
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04 julho 2011

enquanto não aparece o vídeo do programa de ontem..

.. lembremos o que se passou no dia 12 de Junho, na cerimónia de lançamento de O Ensino Passado a Limpo, do Professor Santana Castilho:

Passos Coelho promete melhorar programa para educação criticado por Santana Castilho

Em seguida, Santana Castilho aproveitou "a frontalidade" de Passos Coelho e fez um discurso de contestação do programa eleitoral do PSD para a educação, que comparou ao "programa do PS de má memória".

Os dois falavam perante uma plateia de professores, num hotel de Lisboa, na apresentação do livro de Santana Castilho "O ensino passado a limpo", editado pela Porto Editora, com prefácio escrito por Passos Coelho.

Passos Coelho falou primeiro e, referindo-se a Santana Castilho, declarou: "Sei que ele não ficou nada satisfeito com grande parte do programa eleitoral que o PSD apresentou na área da educação. Iremos melhorá-lo".

O presidente do PSD defendeu que o setor da educação só pode ser reformado "de uma forma cooperante" com os professores.

Depois, discursou Santana Castilho, que mal falou do conteúdo do seu livro, preferindo falar do programa do PSD para a educação.

Santana Castilho começou por agradecer a Passos Coelho a defesa de que a educação só pode ser reformada com os professores e a promessa de "que o programa eleitoral do partido pelo qual é o primeiro responsável vai ser melhorado".

"Há muito que os professores não ouviam, provavelmente, coisas tão sensatas", observou.

Ouviram-se alguns risos na sala, seguidos de palmas, que se repetiram ao longo do seu discurso.

"Deixe-me dizer-lhe, nesta família de professores que, de facto, não fiquei satisfeito com o que li. E não reconheci coerência entre o que li e o que tem tido a gentileza de me dizer de há um ano para cá. Mas todos erramos e penso que estamos a tempo de corrigir e de emendar a mão", acrescentou.

Santana Castilho contestou, entre outros pontos, o facto de o PSD propor no seu programa que haja "duas carreiras dentro de uma mesma profissão".

Se o PSD quiser cortar despesa na educação "tendo do lado de lá os professores o desastre é iminente, a bancarrota vai vir e essa não há 'troika' que a salve", avisou, mais à frente.

Na sua intervenção, Passos Coelho contou que só conhece pessoalmente Santana Castilho há um ano, mas que há muito tempo lê os seus artigos de opinião, e disse ter por ele "grande estima e grande admiração".

Por sua vez, Santana Castilho, mencionou que os dois conversaram sobre política educativa no último ano e que a primeira coisa que ouviu do presidente do PSD, e que o cativou, foi que era preciso "confiar nos professores".

"Aquilo que está no programa não é confiança nos professores, é desconfiança nos professores, é a continuidade de um modelo que os professores rejeitaram que não serve o sistema", considerou.
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epílogo:
  • Passos Coelho não melhorou coisa nenhuma do programa.
  • Escolheu para ministro da Educação um homem que, de cada vez que abre a boca, dá provas de uma confrangedora iliteracia funcional relativamente ao pelouro que (dir-se-ia, muito inconscientemente!!) aceitou liderar. 
  • Que não tem a mínima ideia do que se passa nas escolas do EBS deste país nem das reais prioridades para reformar o Ensino. 
  • Que parece ignorar completamente as convulsões dos últimos 6 anos e respectivas causas .. 
  • E que nem sequer se dá ao trabalho de fazer o urgentíssimo 'TPC' sem o qual o seu primado será um risível fiasco.
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Não fosse a - a meu ver arrogante e desapercebida - atrevida ignorância de Nuno Crato nos assuntos da Educação, e eu recomendava-lhe que fizesse um favor a si próprio: leia o livro de Santana Castilho, sr. ministro, tem lá o trabalho todo feito! - mas faça-o depressa, se não quer acabar de desfazer a imagem de rigor que, antes de ocupar o lugar que lhe foi mal-entregue, o senhor conseguiu passar a muito boa gente ..
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 Ah! - e mais um TPC urgente: procure por aí as declarações do seu chefe relativamente à 'avaliação dos professores' - que ele 'chumbou' na AR e o senhor acha não ser uma prioridade para os destinos da Educação!    - uma ajudinha:

  • «O actual modelo de avaliação de professores .. de desempenho de professores .. É UM PROCESSO MONSTRUOSO E KAFKIANO. O PSD comprometeu-se nas últimas eleições a suspender esse processo (PPC, 25 de Março, 2011)
  • « suspender este modelo de avaliação pode contribuir para pacificar a vida das escolas e dar aos professores a possibilidade de se focarem melhor naquilo que é a sua vocação, que é ensinar! » - PPC, Abril de 2011
  • «...é importante reconhecer que os últimos anos têm trazido uma burocratização insuportável em torno de todo o processo educativo, descaracterizando as missões dos diversos intervenientes, sobretudo notório no caso dos professores, e desvirtuando o propósito implícito aos procedimentos, como foi o caso mais revoltante da avaliação de desempenho - PPC, Maio de 2011, prefácio a 'O Ensino Passado a Limpo'
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18 junho 2011

a montanha pariu um Crato

o post é do Octávio Gonçalves e está aqui. Gostava de o ter escrito eu..

 aqui fica um excerto, mas leiam o resto, vale (muito) a pena!:

(...)
«Aliás, não acho nada normal, nem saudável, nem transparente, [eu tb não, Octávio, nada mesmo!] que se encomende ao Professor Santana Castilho um programa eleitoral e um livro (para arrebanhar professores) e se escolha uma outra personagem ( relativamente à qual não se fez constar publicamente que tivesse participado na elaboração do programa eleitoral ou que tivesse sido usado, durante a campanha eleitoral, para levar os professores a votarem no PSD) para executar um programa que plasmou o essencial do texto do Professor Santana Castilho e lhe "plagiou" passagens do seu livro.»
(...)

não resisti, fui buscar + um bocadinho do post original:
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«Tendo em conta o processo de elaboração do programa eleitoral do PSD para a Educação, de duas, uma:
  1. o Professor Santana Castilho não aceitou o convite para Ministro da Educação, por quebra, da parte de Pedro Passos Coelho, do compromisso assumido publicamente em "melhorar" o programa eleitoral. A ser assim, ficará, mais uma vez, ilustrada a verticalidade e a fidelidade a princípios que estrutura o carácter do Professor Santana Castilho;
  2. Pedro Passos Coelho não convidou o Professor Santana Castilho para assumir a pasta de Ministro da Educação e, então, tendo em conta o processo acima referenciado, revela um oportunismo e uma instrumentalização da Pessoa e dos professores que não augurará nada de bom para o futuro. »
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