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13 julho 2011

o silêncio ensurdecedor de Nuno Crato


..... que cá para mim, deve ter entrado de férias, só pode! ......
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relativamente à imagem ao lado, ver propostas do PCP e BE, aqui
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12.07.2011 - 09:18 Por Lusa
aqui 

Fenprof preocupada com "desconhecimento" da política do Governo

A Federação Nacional de Professores (Fenprof) reúne-se a partir de hoje, em Braga, com o “desconhecimento” sobre a política educacional do novo Governo quanto à avaliação dos docentes e à constituição de mega-agrupamentos como principais preocupações.
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e não só, Mário Nogueira, e não só!!

  • como é que vai ser com os horários dos professores, por exemplo? - o programa do governo (e, se não me engano, também o próprio ME) fala em "simplificar o ECD". Ora isso ...
  1. significa exactamente o quê???
  2. e ... é para quando???
Será que, por inépcia deste ministro e de mais quem o escolheu, vamos ter de continuar a passar as mesmas infindáveis e imprestáveis horas na escola?? Será que -- chegados a casa, exaustos e saturados por tanto gasto de energia, tanto tempo desperdiçado em tretas e num local de trabalho que não nos oferece as condições mínimas de privacidade, conforto, silêncio, espaço -- vamos continuar a não ter, nem tempo nem disposição para fazermos o que realmente é importante? Para nos auto-formarmos e actualizarmos, para preparar aulas, procurar e construir materiais e etc, etc?

Mais:
  • como é que vai ser com a farsa das 'aulas' de substituição? é para continuarmos a "fingir que sim", a atirar areia para os olhos dos pais?
  • como é que vai ser com a estupidez das aulas de 90 minutos, absolutamente inaturáveis (e por isso mesmo geradoras de indisciplina- oh, sim!) por parte de todos, e sobretudo dos alunos do 3.º ciclo?

É que tudo isto, Mário Nogueira / Nuno Crato, são aspectos que entram na feitura dos horários, e os 'escravos de serviço' estão prestes a iniciar esse trabalho - ou nem lhe passou isso pela cabeça, senhor ministro?!

  • E como é que vai ser com o aberrante estatuto do aluno? Alguma alteração que se veja e valha?
  • Como é que vai ser com o regime de faltas dos professores
  1. 7 dias por ano contra os 12 de toda a restante função pública?
  2. e as faltas por doença, vão continuar a ter de ser obrigatoriamente atestadas pelos centros de saúde? E os milhares que já não tiveram direito a médico de família? Que vão à lista procurar um qualquer convencionado com a ADSE, que nunca os viu mais gordos? Esta farsa toda é para continuar??
Como continuou - sem tirar nem pôr! - o calendário escolar, a única promulgação deste quase invisível ministro? Que já traz contradições relativamente às poucas, entretanto proferidas declarações de sua excelência?

  • Para quando a assumpção, Mário Nogueira / Nuno Crato, de que as interrupções do Natal e Páscoa são férias?  Férias mesmo, para todos? FÉRIAS, em que as escolas fecham, como acontece por essa Europa fora,  férias durante as quais as autarquias (com representação nos órgãos decisores das nossas escolas, é bom lembrar!!) se ocupam dos tempos livres das crianças!
  • E para quando a introdução de pausas a meio do 1.º e 2.º períodos, que nem professores nem alunos nem funcionários os aguentam, de tão longos, stressantes, intermináveis?! E vejam, sigam!!, o exemplo da merkliana Alemanha, da sarkosiana França, etc, etc, etc!! E nem ouso falar - não vá a cara opinião pública escandalizar-se, dos 2 inteiros meses de férias de verão que gozam os professores destes países (mais os de Espanha, Finlândia?, ..)
  • Para quando, e fico-me por aqui, o reconhecimento de que ESTA é uma profissão de desgaste rápido e de risco (físico, sobretudo mental) ? - ou um estatuto 'à parte' só serve para nos tramar?!
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 É que, sabem, pais, mães, quem acaba por 'pagar' as consequências do 'mau estado' (físico, psíquico) da classe docente, são mesmo, involuntaria mas inevitavelmente, os vossos filhos .. Ora imaginem-nos lá a terem um belo naipe de professores, todos com mais de 60 anos ..
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29 junho 2011

A propósito do poder das corporações

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Um leitor do PÚBLICO decidiu escrever uma carta (dia 18 p.p.) à senhora directora Bárbara Reis, carta na qual se permitiu dar conselhos ao primeiro-ministro Passos Coelho de como deverá exercer o acto governativo a fim de evitar o déjà vu referente aos erros, à irresponsabilidade e aos truques manhosos usados pelo exímio actor José Sócrates. 

A dado passo dos conselhos, o leitor da Parede diz: "não tenha medo do poder das corporações, quaisquer que sejam (ex.: da justiça, dos sindicatos, dos patrões, das finanças, dos construtores, dos professores (...). 

Julgo que no caso dos professores, ao conceder-lhe um putativo "poder corporativo", errou. Que eu saiba isso até seria interessante se fosse verdade (que diabo, têm a fama mas não têm o proveito?!...).  De facto, a esmagadora maioria dos professores não tem poder nenhum, quanto mais "poder corporativo". 

A arrogante Maria de Lurdes Reis Rodrigues (de má memória), com furor inaudito, procurou exercer acções persecutórias sobre os docentes esquecendo literalmente os alunos, facilitando-lhes a vida escolar em termos de ausência de rigor e exigência, ao mesmo tempo que os inebriou com o Magalhães.
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Concomitantemente, sobrecarregou os professores com esquizofrénico e despótico trabalho burocrático (que continua) ineficiente e improdutivo, que os impediu (e impede) de prestar mais atenção aos alunos.
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Além disso, os professores continuam a ter de suportar discentes malcriados (que têm, muitas vezes, o apoio dos pais), alunos violentos e indisciplinados que ameaçam os professores enquanto estes se vêem ainda obrigados a tratar das avaliações interpares, despoletadoras de conflitualidades e relacionamentos malsãos, o que, de certa maneira, contribuiu para um ambiente crispado e tenso que, por vezes , se viveu/vive nas escolas. 
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Por isso, onde está o poder corporativo dos professores? Espera-se - agora que finalizou o ano lectivo de 2010/2011 - que a nomeação do Professor Nuno Crato para a pasta da Educação, crítico percuciente do eduquês, deixe alguma esperança (a ver vamos) para que se inverta uma situação que tem sido penosa para os docentes e embusteante para os alunos. Como o ilustre Professor Santana Castilho não se tem cansado, outrossim, de denunciar, aqui, nas páginas do PÚBLICO.

António Cândido Miguéis
Vila Real
http://jornal.publico.pt/noticia/29-06-2011/-22374410.htm
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bom ... tudo certo, excepto que aquilo que se podia ter esperado, já des-esperou.
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14 outubro 2010

PR: mordomias em tempo de crise

o Grazia Tanta enviou texto e dados .. não fui verificar porque confio na fonte. Em todo o caso, se a informação não for correcta, estejam à vontade para, fundamentadamente, a corrigir :

«Não se fala nisto porque se trata da veneranda figura do PR, do supremo magistrado da nação e outros epítetos carregados de vénias para com a figura eleita para representar a Cleptocracia Portuguesa.  (E ainda houve a questão das acções do BPN detidas pelo Cavaco e pela filha com flutuações estranhas de valor ... )


O EXEMPLO PRESIDENCIAL
ANÍBAL CAVACO SILVA

Actualmente, e podendo acumulá-las com o vencimento de P. R., Cavaco Silva recebe três pensões pagas pelo Estado (em euros):

4.152,00 - Banco de Portugal.

2.328 ,00 - Universidade Nova de Lisboa.

2.876,00 - Por ter sido primeiro-ministro.

9.356,00 - TOTAL


Por que será que, o Expresso, o Público, o Independente, o Correio da Manhã, o Diário de Notícias, não abordaram este caso, mas trataram os outros conhecidos, elevando-os quase à categoria de escândalos?
Não será por este e outros a falência da Segurança Social???
Ou só as reformas dos funcionários públicos é que causavam tanto mal à economia deste país??? »

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nota: 
por acaso acho que o senhor presidente prescindiu de uma das reformas, se não me engano a da Universidade Nova. De qualquer forma, continua a haver acumulação de pensões - e de vencimento! O que, em tempo de crise ou de abundância, é  imoral, e é indubitavelmente um despesismo,  um mau uso dos dinheiros do Estado, seja para quem for!

imagem de Max Ernst

21 novembro 2009

imbróglios


Projecto do PSD sobre avaliação docente passa com abstenção do PS
Já os outros sete diplomas da oposição, que visavam suspender o actual modelo de avaliação e acabar com a divisão da carreira docente em duas categorias hierarquizadas, foram chumbados (...)
O diploma do PSD recomenda ao Governo o fim da divisão da carreira em duas categorias e a criação de um novo modelo de avaliação no prazo de 30 dias, além de defender que no primeiro ciclo avaliativo, que está a terminar, não haja professores penalizados em termos de progressão da carreira devido a diferentes interpretações da lei.
fonte

Então..
- o PSD "recomenda o fim da divisão da carreira" embora chumbe todas as propostas de igual sentido apresentadas pelos partidos da oposição.
- o diploma do PSD reconhece a validade do 1.º ciclo de avaliação, apesar de ela se basear num pressuposto cujo fim 'recomenda' (nada de comprometimentos, note-se..) : a divisão da carreira em duas categorias.

Ou seja: o fim da divisão da carreira docente em PROFESSORES e TITULARES (seleccionados por 'critérios' aberrantes) aparenta gerar consensos fora do circulozinho autista do PS.  
Apesar disso, o PSD parece reconhecer a bondade e a justeza da avaliação deste 1º ciclo, em que professores foram avaliados por titulares com habilitações académicas, conhecimento científico, experiência pedagógica, inferiores às suas. Ou por professores de diferentes áreas disciplinares. Ou... etc etc.  
Que seriedade, que congruência, que  credibilidade, terá o PSD encontrado nas avaliações levadas a cabo no primeiro ciclo de avaliação de desempenho docente, para agora o vir validar??

Mais:
Defende o diploma do PSD que no primeiro ciclo avaliativo não haja professores penalizados em termos de progressão da carreira devido a diferentes interpretações da lei.

Ora acontece que o PSD está mal informado, e nesse caso não devia pôr-se a opinar 'à toa'!
É que as referidas penalizações não se devem apenas a diferentes interpretações da lei.
A avaliação dos professores, neste primeiro ciclo, foi um autêntico 'forrobodó'! Pior, teria sido impossível.

A avaliação dos professores no biénio 2007-2009 foi feita com tanta, mas tanta isenção e rigor, que dependeu, também e por exemplo, da maior ou menor adesivação dos CE /directores / CAP e das suas decisões, vontades ou caprichos.

Dependeu, em grande medida, dos despachos e contra-despachos/decretos/emendas .. da equipa de Mª Lurdes Rodrigues e das suas decisões delirantes. Delírios esses consubstanciados com especial requinte de honradez, legalidade e isenção nas instruções dadas pelas DRE (direcções regionais de educação)  às escolas. O que em Junho?/Julho? foi peremptoriamente recomendado/ explicitado/ imposto aos directores/CAP foi que que não aceitassem FAA (fichas de auto-avaliação) a professores que não tinham entregue O.I. (objectivos individuais).

Isto, senhores deputados do PSD, não foi uma interpretação da lei! Isto foi (para além de uma vingançazinha da 'defunta' ministra) um grosseiríssimo atropelo à lei! Uma lei (novo ECD) imposta pela anterior equipa do Ministério da Educação! Uma lei  ignorada, 'atropelada', por órgãos directivos desse mesmo ME!!

Depois, mais uma vez, entraram em cena opções pessoais e arbitrárias por parte de quem dirige as várias escolas deste país. E . .
  • houve professores a quem (conforme indicação superior) foi recusada a entrega da FAA.
  • houve professores a quem (contrariamente a indicação superior) a entrega da FAA  não foi recusada.
  • houve professores que foram avaliados 'administrativamente' (do que tenho conhecimento, classificação de 'bom' para todos), tendo ou não entrege OI e FAA - a 'oficial' ou outra qualquer.
E pergunto: como é que o governo e o seu aliado PSD tencionam resolver este imbróglio, de modo a que nenhum professor seja descriminado? Como pensam repor a justiça, a legalidade, a uniformidade de critérios? Ou este primeiro ciclo de ADD era suposto ter sido regido pela 'vontade do freguês' ?

A novelíssima ME já disse que "só não será avaliado quem não quiser". Interessante seria desmontar-lhe o discurso. Que quererá ela dizer, exactamente, com esta sua declaração? 'venham a mim, filhos pródigos-ovelhas tresmalhadas, juntem-se ao rebanho que eu abençoarei todos os pobres de espírito arrependidos !' .. será isto ?

Isabel Alçada já tinha anteriormente afirmado que sem a entrega dos 'elementos de avaliação' .. nada feito. Para já, palpita-me que houve ali um 'TPC' mal feito.. saberia a senhora, na altura, que os elementos de avaliação são dois - e bem distintos, nomeadamente à luz da jurisprudência? [E então, pergunto-me .. que significa isto?? : «Avaliação: Falha de entrega de documentos sem penalização», publicado em 18/11, aqui]


Bom, partindo do princípio que I.A. se referia à FAA, será lícito deduzir que quem a entregar - (ainda!!) - será avaliado?
E a FAA terá de ser a oficial? 
E quem já entregou outro tipo? Deve agora retirá-lo e entregar a FAA genuína, a de lei, a 'one and only'?

E o que acontece àqueles que, no meio desta barafunda, persistirem na sua recusa - mais que legítima tendo em conta este surrealista naipe de irregularidades -  em serem avaliados segundo o mesmo indefensável modelo que durante meses e meses contestaram na escola e na rua, contra o qual fizeram manifestações e concentrações, greves e cordões?


pois é.. grande imbróglio!