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04 julho 2011

enquanto não aparece o vídeo do programa de ontem..

.. lembremos o que se passou no dia 12 de Junho, na cerimónia de lançamento de O Ensino Passado a Limpo, do Professor Santana Castilho:

Passos Coelho promete melhorar programa para educação criticado por Santana Castilho

Em seguida, Santana Castilho aproveitou "a frontalidade" de Passos Coelho e fez um discurso de contestação do programa eleitoral do PSD para a educação, que comparou ao "programa do PS de má memória".

Os dois falavam perante uma plateia de professores, num hotel de Lisboa, na apresentação do livro de Santana Castilho "O ensino passado a limpo", editado pela Porto Editora, com prefácio escrito por Passos Coelho.

Passos Coelho falou primeiro e, referindo-se a Santana Castilho, declarou: "Sei que ele não ficou nada satisfeito com grande parte do programa eleitoral que o PSD apresentou na área da educação. Iremos melhorá-lo".

O presidente do PSD defendeu que o setor da educação só pode ser reformado "de uma forma cooperante" com os professores.

Depois, discursou Santana Castilho, que mal falou do conteúdo do seu livro, preferindo falar do programa do PSD para a educação.

Santana Castilho começou por agradecer a Passos Coelho a defesa de que a educação só pode ser reformada com os professores e a promessa de "que o programa eleitoral do partido pelo qual é o primeiro responsável vai ser melhorado".

"Há muito que os professores não ouviam, provavelmente, coisas tão sensatas", observou.

Ouviram-se alguns risos na sala, seguidos de palmas, que se repetiram ao longo do seu discurso.

"Deixe-me dizer-lhe, nesta família de professores que, de facto, não fiquei satisfeito com o que li. E não reconheci coerência entre o que li e o que tem tido a gentileza de me dizer de há um ano para cá. Mas todos erramos e penso que estamos a tempo de corrigir e de emendar a mão", acrescentou.

Santana Castilho contestou, entre outros pontos, o facto de o PSD propor no seu programa que haja "duas carreiras dentro de uma mesma profissão".

Se o PSD quiser cortar despesa na educação "tendo do lado de lá os professores o desastre é iminente, a bancarrota vai vir e essa não há 'troika' que a salve", avisou, mais à frente.

Na sua intervenção, Passos Coelho contou que só conhece pessoalmente Santana Castilho há um ano, mas que há muito tempo lê os seus artigos de opinião, e disse ter por ele "grande estima e grande admiração".

Por sua vez, Santana Castilho, mencionou que os dois conversaram sobre política educativa no último ano e que a primeira coisa que ouviu do presidente do PSD, e que o cativou, foi que era preciso "confiar nos professores".

"Aquilo que está no programa não é confiança nos professores, é desconfiança nos professores, é a continuidade de um modelo que os professores rejeitaram que não serve o sistema", considerou.
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epílogo:
  • Passos Coelho não melhorou coisa nenhuma do programa.
  • Escolheu para ministro da Educação um homem que, de cada vez que abre a boca, dá provas de uma confrangedora iliteracia funcional relativamente ao pelouro que (dir-se-ia, muito inconscientemente!!) aceitou liderar. 
  • Que não tem a mínima ideia do que se passa nas escolas do EBS deste país nem das reais prioridades para reformar o Ensino. 
  • Que parece ignorar completamente as convulsões dos últimos 6 anos e respectivas causas .. 
  • E que nem sequer se dá ao trabalho de fazer o urgentíssimo 'TPC' sem o qual o seu primado será um risível fiasco.
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Não fosse a - a meu ver arrogante e desapercebida - atrevida ignorância de Nuno Crato nos assuntos da Educação, e eu recomendava-lhe que fizesse um favor a si próprio: leia o livro de Santana Castilho, sr. ministro, tem lá o trabalho todo feito! - mas faça-o depressa, se não quer acabar de desfazer a imagem de rigor que, antes de ocupar o lugar que lhe foi mal-entregue, o senhor conseguiu passar a muito boa gente ..
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 Ah! - e mais um TPC urgente: procure por aí as declarações do seu chefe relativamente à 'avaliação dos professores' - que ele 'chumbou' na AR e o senhor acha não ser uma prioridade para os destinos da Educação!    - uma ajudinha:

  • «O actual modelo de avaliação de professores .. de desempenho de professores .. É UM PROCESSO MONSTRUOSO E KAFKIANO. O PSD comprometeu-se nas últimas eleições a suspender esse processo (PPC, 25 de Março, 2011)
  • « suspender este modelo de avaliação pode contribuir para pacificar a vida das escolas e dar aos professores a possibilidade de se focarem melhor naquilo que é a sua vocação, que é ensinar! » - PPC, Abril de 2011
  • «...é importante reconhecer que os últimos anos têm trazido uma burocratização insuportável em torno de todo o processo educativo, descaracterizando as missões dos diversos intervenientes, sobretudo notório no caso dos professores, e desvirtuando o propósito implícito aos procedimentos, como foi o caso mais revoltante da avaliação de desempenho.» - PPC, Maio de 2011, prefácio a 'O Ensino Passado a Limpo'
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11 maio 2011

O Ensino Passado a Limpo : sinopse, prefácio, divulgação

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O Ensino Passado a Limpo
Um sistema de ensino para Portugal e para os portugueses
de Santana Castilho 



do editor:

Uma visão para o Ensino em Portugal
Livro de Santana Castilho apresentado por Pedro Passos Coelho na próxima quinta-feira, 12 de maio.
10-05-2011

Numa altura em que se exigem novas estratégias para os vários setores fundamentais da nossa sociedade, Santa Castilho apresenta, em livro, o que pode ser considerado como um resumo de um programa de atuação política na área da Educação.

"O Ensino Passado a Limpo é assumidamente um contributo público para um novo programa de atuação política no domínio da Educação". Assim escreve Pedro Passos Coelho, Presidente do Partido Social Democrata, no início do prefácio que assina no novo livro de Santana Castilho, publicado pela Porto Editora.

Perspetivando um "sistema de ensino para Portugal e para os portugueses", Santana Castilho aborda temas que considera "incontornáveis para devolver ao sistema de ensino eficácia, coerência e dignidade, às escolas e aos professores estabilidade e paz para cumprirem a missão de ensinar e aos alunos instrumentos minimamente sólidos para se desenvolverem e enfrentarem o futuro".

A sessão de lançamento de O Ensino Passado a Limpo realiza-se na próxima quinta-feira, 12 de Maio, pelas 18:30, na Sala Porto do Hotel Tiara Park Atlantic Lisboa (Rua Castilho, 149).

A apresentação do livro estará a cargo do Dr. Pedro Passos Coelho, Presidente do Partido Social Democrata.

Porto Editora
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na contracapa, sinopse:

Santana Castilho considera que a história da gestão do sistema de ensino português é a história da incoerência e da falta de visão estratégica e que os diagnósticos correctos, que não nos faltam, foram sistematicamente pulverizados por 37 anos de inépcia do aparelho ideológico que domina o Ministério da Educação.

Tomando por referência a sua continuada reflexão sobre as políticas educativas adoptadas, particularmente pelos dois últimos governos, Santana Castilho adianta achegas para a preparação de um programa para a Educação, que ponha cobro ao histerismo reformista continuado e promova a refundação técnica e científica do sistema de ensino, com o envolvimento da comunidade escolar.

Longe de ser exaustivo, este livro cinge-se aos domínios de intervenção que o autor considera actualmente incontornáveis, para devolver ao sistema de ensino eficácia, coerência e dignidade, às escolas e aos professores estabilidade e paz para cumprirem a missão de ensinar e aos alunos instrumentos minimamente sólidos para se desenvolverem e enfrentarem o futuro.

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o prefácio de Pedro Passos Coelho:

“O Ensino Passado a Limpo” é assumidamente um contributo público para um novo programa de actuação política no domínio da Educação. O seu autor, Professor Santana Castilho, é uma das personalidades que, com grande independência e não menor pertinência, mais se tem destacado em Portugal no debate sobre a política educativa. Habituei-me, sobretudo ao longo destes intensos anos que marcaram a última década, a ler e ouvir muitas das suas críticas e propostas, na forma de entrevistas, artigos e edições dedicadas a esta temática. Não escondo que, à medida que se adensavam as conturbações trazidas pelas sucessivas tentativas de reforma educativa, mais certeiras me foram parecendo as suas observações críticas e maior simpatia fui sentindo pela sua análise serena mas acutilante.

É, pois, com muita satisfação que aceitei prefaciar esta nova síntese sobre o estado do Ensino e das políticas de Educação. Aqui se procura, com grande pragmatismo mas sem perda de um sólido quadro de referência programática, apontar orientações e soluções susceptíveis de serem incorporadas num programa de acção política governativa. Não sendo exaustivo nas matérias que tipicamente se ocupam da designada reforma educativa, o autor é feliz na selecção dos temas que aborda, já que estabelece uma proposta realista de prioridades de acção que se adequa bem à hierarquia dos problemas a merecer resposta mais urgente no ponto a que chegámos em matéria de resultados na Educação.

Como contributo individual, esta obra representa um esforço de cidadania que só posso louvar e agradecer na minha qualidade de responsável político. E dada a forma aberta e plural como a obra se nos revela, cada um dos seus potenciais destinatários e leitores é livre de assumir o seu conteúdo de acordo com a utilidade que lhe encontrar. No meu caso, é evidente que vejo a presente edição como muito útil para a definição dos passos a dar neste domínio no futuro próximo.

Aproveito assim a oportunidade que me é dada nestas linhas para realçar três aspectos preambulares que considero importante juntar à abordagem aqui trazida pelo Professor Santana Castilho. O primeiro é o de que a reforma educativa não se resume à sua base legal, sendo que esta nem é mesmo a sua componente mais relevante. Como acontece em quase todos os domínios, a acção reformadora implica o desenvolvimento de transformações e de mudanças que não se operam simplesmente porque assim se determinou por via legal. O país não muda por decreto e a Educação e o Ensino também não. Quem realiza verdadeiramente as transformações são os múltiplos agentes que operam e intervêm diariamente no processo educativo, sendo o legislador apenas uma das partes envolvidas. Neste sentido, a s reformas só estarão adquiridas se aqueles que são os agentes da mudança as tomarem como suas também. Não significa isto que um processo reformista tenha de ser normalmente consensual, mas se for por princípio tomado como sendo de carácter impositivo ou “confrontacional” tenderá a ser rejeitado como se se tratasse de um qualquer corpo estranho e a deixar as marcas próprias desse tipo de defesa com que os organismos vivos reagem. É assim do puro domínio da boa Política perceber estes processos e liderá-los numa base de parceria para que possam ser bem-sucedidos.

Em segundo lugar, será útil recordar que “o óptimo é inimigo do bom” e que a melhor reforma é a que responde a um correcto diagnóstico dos problemas e que assenta numa base realista de possibilidades e de recursos existentes. Não vale a pena, portanto,” fazer batota” e tentar mascarar a realidade com estatísticas elaboradas com esse propósito, como tantas vezes tem sucedido por exemplo com o facilitismo induzido por provas de avaliação que não traduzem a realidade das competências e do nível de conhecimentos adquiridos. Nem vale a pena produzir programas curriculares onde parece querer meter-se “o Rossio na rua da Betesga” quando, na verdade, a prática reiterada mostra que era possível e desejável estabelecer metas e objectivos aparentemente menos ambiciosos mas certamente mais úteis e bem-sucedidos.

Por fim, é importante reconhecer que os últimos anos têm trazido uma burocratização insuportável em torno de todo o processo educativo, descaracterizando as missões dos diversos intervenientes, sobretudo notório no caso dos professores, e desvirtuando o propósito implícito aos procedimentos, como foi o caso mais revoltante da avaliação de desempenho. É urgente, por tudo isto, simplificar procedimentos e prescrições administrativas e apostar na focagem sobre os objectivos de qualificação e exigência do ensino, valorizando os agentes que melhor podem responder por esses objectivos. A ansiada pacificação das escolas deverá ser acompanhada de maior autonomia e responsabilização de cada uma das unidades e de um recentrar do Ministério da Educação como garante e regulador da política pública.

As más políticas e a instabilidade têm provocado estragos grandes que não têm de ser irreversíveis se actuarmos depressa. Mas só a boa resposta política pode ser capaz de restaurar a nossa capacidade para mudar no sentido que é necessário e desejado pela maioria. Esta obra ajuda-nos a concretizar essa mudança.
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10 maio 2011

SC e o ensino passado a limpo, PPC e programa para a educação

ecos e leituras...

in Ensino Magazine - aqui

Escola
Autoridade dos professores regressa à escola

O regresso da disciplina às escolas e professores com autoridade e liberdade sobre como ensinar são algumas das propostas de Santana Castilho para um programa de governo do PSD, condensadas num livro prefaciado pelo líder social-democrata.

Pedro Passos Coelho assume que as propostas do professor do ensino superior e articulista em "O Ensino Passado a Limpo" são "orientações e soluções suscetíveis de serem incorporadas num programa de açao governativa".
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Santana Castilho não tem dúvidas de que os últimos seis anos de governação socialista foram "os mais negros, os mais manipuladores e os mais mistificadores da democracia portuguesa" com dois responsáveis principais: a ex-ministra da Educação Maria de Lurdes Rodrigues e o primeiro-ministro José Sócrates, como afirmou em declarações à agência Lusa.
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"Cada vez que se mexia e se instituía uma política, o que se tornava claro era a intenção de maipular, de aldrabar", acusou, referindo os resultados do programa internacional de avaliação PISA.
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As suas propostas foram um "serviço cívico" solicitado pelo líder do PSD, sem qualquer perspetiva de cargo político num eventual governo social-democrata.
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Entre os pressupostos essenciais defendidos por Santana Castilho para inverter o que considera terem sido seis anos "ruinosos" está o do regresso da "hierarquia" à escola: "é absolutamente necessário devolver aos professores a soberania suficiente para lecionarem de forma célere e expedita".
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A "cultura igualitária" nas escolas trouxe "galopante falta de autoridade" aos professores, sendo que "nenhuma aula será produtiva se o aluno tiver tanta autoridade como o professor", defende.
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"Estamos a diplomar ignorantes, a gastar milhões sem resultados", disse Santana Castilho, que se insurge contra a "promoção estatística do sucesso", não só ao nível do ensino básico e secundário como a iniciativas como as Novas Oportunidades, que defende deverem ser auditadas.
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"Disciplina, rigor e trabalho" devem orientar o estatuto dos alunos, defende Santana Castilho, a par de uma revitalização do desporto escolar e a promoção de centros de juventude com atividades extracurriculares.

Santana Castilho defende que a criação dos programas e currículos deve estar a cargo de um departamento dentro do Ministério da Educação, com programas que deixem de tratar os professores "como se fossem idiotas" , dizendo-lhes como devem ensinar.
Muitas das propostas de Santana Castilho são de simplificação e desburocratização: "definitiva e total autonomia das escolas", a extinção das direções regionais de educação, a redução da legislação vigente "ao essencial" e a abolição "criteriosa" de "processos administrativos aplicados à gestão da educação".

Quanto à avaliação de professores, é "fundamental" acabar com a "nulidade" e o "desastre" do modelo socialista, defende, que ocupa "40 por cento do tempo ativo" dos docentes.
Um modelo de avaliação com "a colaboração estreita dos professores", a "substituição da lógica da imposição pela lógica da aceitação", plurianual e diferenciado para "contextos científicos e pedagógicos diferentes".

Texto escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico

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dois posts de Ramiro Marques, do Profblog:
  • sobre o programa eleitoral do PSD para a Educação: «Já li o livro de Santana Castilho "O Ensino Passado a Limpo" e posso assegurar que não dedica uma linha à criação da carreira de diretor.» - aqui
  • entrevista a Santana Castilho (8/5/2011), a propósito do lançamento do seu novo livro, O ENSINO PASSADO A LIMPO (12 de Maio, 5ª feira, 18h30m) - aqui
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do blogue de Octávio Gonçalves:
  • "O programa de Educação do PSD arruína o pouco que resta da autoridade dos professores"  - aqui
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