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21 julho 2011

oblige

.. é o 'nome' de uma pessoa que me deixou um comentário num post sobre o "Ensaio sobre a Cegueira", de José Saramago .....  Foi em 2008, quando este blogue tinha outro nome e se inseria num projecto de biblioteca escolar .. até ser censurado ..
Acho o comentário de uma lucidez .. que dói.
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«Gostaria de comentar esta reacção dos americanos com base na opinião de um personagem do livro chamado "Kafka na margem".
Fala das "pessoas ocas", incapazes de admitir que erram ou de saber sequer o que é um erro. Estas têm por hábito atacar, sem necessidade de motivos válidos, aquilo que desconhecem. 
Porque não tendo nada dentro, qualquer ideia que alguém lhes ponha será suficiente para as levar a agir, a atacar.
Como se costuma dizer nos filmes de série B americanos, pessoas que "disparam primeiro e fazem perguntas depois". Cegos que não vendo, não podem ver.
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(...)
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Podemos pensar que estamos no inferno sem o saber, mas é mentira. Sabemos que estamos no inferno e gostamos.

Segunda-feira, 06 Outubro, 2008
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10 julho 2010

vemos, ouvimos e lemos - x 'n'

e continuamos cegos, surdos, ALHEADOS DA RESPONSABILIDADE QUE TEMOS, TODOS, PERANTE UMA SOCIEDADE QUE SE DESMORONA.
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o vídeo é uma reportagem da SIC sobre a violência nas escolas. mais uma.
muitos a terão visto já, a maior parte não terá aguentado segui-la até ao fim, imagino até os comentários, as famílias jantando em frente à televisão, muda de canal que essa coisa é uma seca, os professores não querem é fazer nada, isto é mas é propaganda dos sindicatos, dá cá o comando.
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e a vida que continua, paulatina, desapercebida. um sísifo anestesiado e embrutecido, casa-emprego emprego-casa e as bichas intermináveis. a raiva que cresce e se afunda, se afoga. no futebol, na novela da noite, na praia, no shopping. a falta de tempo e o cansaço, as contas e as hipotecas, os filhos. os choros, as birras, os filhos. problemas e mais problemas, a culpa des-percebida e as drogas, o álcool, os namorados. a escola. as queixas, as negativas, o bullying, as faltas, os tpc dos miúdos, quantas vezes já te disse para desligares o computador. a paciência que falha, a falta de tempo, o cansaço. a culpa. a culpa insinuando-se, venenosa serpente, tantas coisas que te dou, queres mais o quê. não, os culpados são eles, o meu filho não mente, cambada de inúteis, isso sim, mas o que é que eles lá estão a fazer, por amor de deus. a raiva contida, acumulada. a ptua da vida e a casa o emprego as contas as bichas intermináveis. a escola, as queixas, as negativas. a raiva que sobe, a adrenalina que finalmente. e os professores, mas o que é que eles lá estão a fazer, sim, digam-me, não é para isto que lhes pagamos.
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Quando a violência entra na sala de aula 

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nota dispensável:
- desapercebida (diferente de 'despercebida' ) significa desacautelada;  des-percebida (uma invenção) = não (ou mal) percebida
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a imagem é um pormenor da Guernica de Picasso

23 junho 2010

vemos, ouvimos e lemos ..

Ele bem que avisa, denuncia, teimosamente persiste nessa mítica saga de querer endireitar o mundo. Como só os puros de coração e os jovens de espírito, a crença utópica e a generosidade tanta. Cada artigo seu uma dádiva, um abanão, um sopro de vida que nos insufla. Inapelavelmente mortos, nós, quase todos. Cegos, surdos, iletrados. E esta apatia-sempre de gente sem nervo e sem garra, incapaz de uma inquietação, uma qualquer ousadia. A tolhida vontade e a mente embotada, saciados quase todos do alheio 'heroísmo', o dom sebastião ou a portuguesa selecção, ganhará ou não..
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Ainda que quase todos - e apesar de ti - se comprazam na sua condição de mortos, eu te saúdo, Santana!


O “gadgetismo”
Santana Castilho
 
A dúvida assalta-me a cada nova acometida: a sucessão das etapas desagregadoras da educação nacional foi planeada à distância? Olho para os protagonistas e logo rejeito. Mesmo para urdir estrategicamente a maldade mais odiosa é necessária uma inteligência que não possuem. Actuam à bolina e move-os um só desígnio: embaratecer o custo do trabalho honesto de muitos para enriquecer uns tantos, protegidos pela “burka” da legalidade podre que corrói o país. Anima-os uma cultura: o “gadgetismo” bacoco. Suporta-os o sonambulismo cívico da nação.

Aos Magalhães, aos quadros interactivos e a toda a corte de “gadgets” electrónicos, enganosos salvadores da ignorância que floresce, acrescentam-se agora os “gadgets” pedagógicos e organizacionais do momento: a “learning street” e os mega – agrupamentos de escolas

Sob os auspícios da Parque Oculta, dizem-me que José Trocado executa o comando de José Trocas-Te: um mega agrupamento de escolas por concelho. Exagero ou não, tanto faz. Facto é que as direcções regionais iniciaram a fusão dos agrupamentos existentes. Trata-se de arrebanhar crianças de tenra idade, retirá-las do seio familiar contra a vontade dos progenitores e abandoná-las numa comunidade de milhares de alunos com idades que vão até aos 18 anos (apontam os 3.000 como limite, mas com a credibilidade que lhe conhecemos, só eles sabem onde a loucura os pode deter). Perfilam-se surreais ligações administrativas e pedagógicas de escolas separadas por dezenas de quilómetros, com projectos educativos tão idênticos como a velocidade e o toucinho. Adivinham-se os inerentes mega agrupamentos de docentes e a mega mobilidade dos ditos, com o primeiro tempo da tarde a quilómetros do local onde leccionaram de manhã. Tudo caucionado pela crise económica, pela grilheta limitativa do calendário das presidenciais e pelo jogo dos pequenos interesses dum bloco central envergonhado. Com esta desumana fórmula de gerir escolas, a decantada qualidade do ensino deteriorar-se-á ainda mais. Desaparecerá a gestão de proximidade que o acto educativo não pode dispensar. O que restava da pedagogia cederá passo ao centralismo administrativo que, sendo já mau, agora fica gigantescamente deplorável. O caciquismo vai refinar-se, a burocracia expandir-se e a indisciplina aumentar. Não esperem que se aprenda mais ou que o abandono e o insucesso escolar diminuam. Só florescerá a aldrabice das estatísticas e a crista dos galos que permanecerem nos poleiros. 

Toda a lógica gestionária, entronada há apenas um ano como a (e sublinho o artigo definido) solução, já vai de arrasto, directores às urtigas, órgãos dos agrupamentos às malvas. Não é exequível qualquer projecto educativo com tais loucos ao leme. Não são criminosos no sentido penal do termo. Mas são hediondos criminosos pedagógicos. Não só escaqueiraram o que encontraram como deixam armadilhado o caminho dos que se seguirem, que outra alternativa não terão senão voltar a virar tudo do avesso, salvo se forem tão insanos como eles. O sistema educativo não aguenta tamanha instabilidade. Tudo o que possa ser sério e válido é visceralmente incompatível com este tumulto. Para fazer o que a nação reclama que seja feito, quem se seguir tem que se alicerçar num diálogo social e num pacto político que gere estabilidade à volta do que é estruturante. Doutra forma o sistema soçobra. Percebo bem que os portugueses se preocupem com a bancarrota. Não entendo que não reajam à “educaçãorrota”. Depois de lhes sacrificarem os filhos, ainda não se dispõem a defender os netos?

O ano-lectivo vai terminar de forma grotesca. De fanfarronada em fanfarronada, os sindicatos foram ao tapete: cederam na aberração da avaliação do desempenho; aguardam com a paciência dos desistentes um estatuto de carreira por promulgar que, em boa verdade, só muda as moscas; assistiram ao sacrifício dos contratados e ao adiamento de tudo o que libertasse os professores da escravidão em que caíram. Pactuaram quando tinham que ser firmes. Persistiram no erro quando puderam reconhecê-lo. E não contentes, espadeiraram contra os que estavam do seu lado, cegos pela ganância de não partilharem o protagonismo das negociações eternas.  

Cabe aos professores rejeitarem vigorosamente o papel de simples sujeitos – mercadoria que o “gadgetismo” irresponsável lhes reserva, impondo-lhes, como se desejo seu fosse, toda a sorte de porcaria perniciosa. Mas não cabe só aos professores. É tempo do novo responsável do PSD dizer ao que vem. Dizer claramente se sustenta a dissimulada mas escandalosa privatização do Ministério da Educação, que o polvo da Parque Escolar vai sorvendo; dizer, com urgência, se acompanha ou não a subalternização da sala de aula e a substituição do ensino pelo entretenimento atrevido e ignorante do eduquês pós – moderno de Teresa Heitor; dizer, sem dar espaço às habituais tergiversões do PSD, se, uma vez no Governo, porá fim à terraplanagem selvagem da identidade e da cultura das escolas portuguesas; mais que dizer, mostrar, numa palavra, ele que tanto se detém nos labirintos da economia e da globalização, que interiorizou as razões pelas quais as multinacionais do ocidente procuram os alunos da China, da Coreia do Sul e da Índia. 
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Santana Castilho, professor do Ensino Superior

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meus os muitos sublinhados - ainda assim insuficientes, que tudo, tudo, neste artigo,  se me afigura como gritos de alerta, e tão pungentes como o do quadro de Munch 

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ah, e para quem não saiba - 'gadget' : acessório de maquinismo; instumento; aparelho; engenhoca; dispositivo (in dicionário de inglês-português da Porto Editora)
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14 abril 2010

Os escravos e os burocratas trapalhões

Depois de ler mais este artigo de Santana Castilho, duas conclusões me parecem óbvias :
  • Não há ninguém mais informado sobre as questões da educação, mais preparado para as analisar, propor alternativas credíveis. Ninguém mais lúcido, frontal e acutilante na desmontagem das manobras 'esteticistas' e das decisões aberrantes de quem, na 5 de Outubro, tão mal e  de há tanto tempo (demasiado) vem gerindo o destino do que deveria ser uma das pedras basilares da nossa sociedade .
    • Fosse este um país que em vez de fidelidades partidárias valorizasse ideias e capacidades, e Santana Castilho já era ministro da educação há bué, (assim ele quisesse..), por todas as qualidades que se lhe reconhecem e porque tem provas dadas que o recomendam, nomeadamente quando integrou o VIII governo constitucional. eu lembro-me muito, mas mesmo muito bem de Fraústo da Silva, um dos 2 únicos ME decentes que tivemos depois de 74 (o outro foi o major Vítor Alves),  das justas medidas que preconizava e de como foi tão inexplicavelmente siderado pela Fenprof e restantes associações sindicais!
      A bem da presente, das futuras gerações deste país, alguém que desse ouvidos ao que diz Santana Castilho, alguém que zelasse pelo interesse geral deste povo cada vez mais inculto e mais impreparado, alguém (o PR, por ex?) que tivesse a ousadia - a sensatez!! - de o nomear ME!.. 

      Alguém, enfim, que pusesse cobro a este desnorte, ao desgoverno que nos afunda e afunda e afunda. 
      Um referendo, quem sabe? 

      para já, o artigo:  


      Os escravos e os burocratas trapalhões

      Demorei 40 minutos a ler as 9 páginas do Aviso n.º 7173/2010, que indica aos interessados o processo pelo qual se podem candidatar a suprir as necessidades transitórias de pessoal docente para o ano escolar de 2010-2011. Considero-me relativamente familiarizado com a linguagem dos burocratas de serviço, à força de tanto tropeçar com ela. Mas esta é tão prolixa que, se tivesse a desdita de me submeter a tal “procedimento concursal”, teria horas e horas de consulta da selva legislativa citada e de descodificação do que se me aplicaria. Leiam os portugueses cépticos o Diário da República n.º 69, 2.ª série, de 9 de Abril, páginas 18.354 a 18.362.

      Se a forma me revolta, o espírito enoja-me. A que chamam necessidades transitórias? A milhares de postos de trabalho, em horário completo, que se repetem sistematicamente, ciclo após ciclo. Em 2009-2010 foram assim preenchidos cerca de 15.000 lugares. A estes acrescem outros tantos “tarefeiros”, que garantem as actividades de enriquecimento curricular, e mais uns milhares com horários incompletos. Para subsistirem, escravos do século XXI, os professores contratados, concorrem a tudo de olhos vendados e alma amordaçada. Recebo narrativas de vidas de professores que há 15 anos são sistematicamente colocados em horários completos. E gente sem vergonha continua a chamar a isto “necessidades transitórias”. Estes professores não podem ter vida conjugal. Não podem ter casa. Não podem dar estabilidade aos filhos. São vítimas de um nepotismo executivo que arrasta esta situação há 36 anos.

      Sei do que falo e tenho autoridade para falar. Quando, há 28 anos, integrei o Governo, já o problema se punha. Fiz depender a minha entrada da aceitação, entre outras medidas, da contratação definitiva de todos os professores com 3 anos seguidos de serviço docente, em horário completo. O diploma foi feito e a medida foi publicamente anunciada, não para 3 mas para 5 anos. Já na altura argumentava, com cobertura do ministro da Educação, Fraústo da Silva, e do primeiro-ministro, Pinto Balsemão, que era imoral e insustentável que o Estado exigisse aos particulares a contratação definitiva ao fim de 3 anos de precariedade e depois não cumprisse ele, Estado, aquilo que exigia aos outros. A medida não passou do papel e foi uma das causas da minha demissão. Os concursos, que estavam estabilizados, eram relativamente simples e funcionavam relativamente bem, tornaram-se cada vez mais complexos e iníquos. A precariedade e a instabilidade tornaram-se escandalosas (nos últimos 3 anos saíram dos quadros mais de 14.000 professores e não chegaram a 400 os que entraram) e os burocratas ficaram trapalhões. Cada vez que abre um concurso, a trapalhice aflora. Ela aí está instalada, mal abriu este.

      Estando lá e resultando da leitura cruzada de vários diplomas que se aplicam, a Fenprof não viu que no aviso em epígrafe é considerado o resultado da contestada avaliação do desempenho, para efeitos de graduação profissional. Assim o afirmou de manhã, para se contradizer à tarde. Dispondo a aplicação informática da Direcção-Geral dos Recursos Humanos da Educação de campos distintos para averbar a menção quantitativa e a menção qualitativa da classificação profissional dos docentes, rapidamente se verificou uma situação caricata, gerada pela incompetência que grassa: como é sabido, se um professor recebeu 9 de menção quantitativa, a que corresponderia um Excelente que não viu outorgado (regime de cotas para os excelentes), mais verificou que a cegueira da aplicação informática não lhe aceitava o 9 da avaliação quantitativa. Apenas se compadecia com um 7, por exemplo, que ele não teve. Ou seja, a burrice da coisa (ou dos coisos, que gente não são certamente) penaliza-o duplamente.

      Surpresa? Não para muitos. Assim como um peixe pode nadar para aqui e para ali mas não pode passear-se em terra nem voar pelo céu, o celebrado Acordo só poderia dar nisto. Mais de 3 meses de conversa fiada deram, espremidos, tudo legalmente na mesma. Na mesma uma avaliação do desempenho sem rei nem roque, a que juntaram mais uma excrescência mole: apreciação intercalar, de seu nome. Terminarão premiados os oportunistas que avançaram para o Muito Bom e Excelente, contrariando o que Mário Nogueira garantiu ao povo? Em boa verdade, presumo que mais um jogo conciliatório de cintura o evitará a breve trecho. Mas porque nenhuma legislação o modificou, terão então a protestar, com razão legal, os que se virem rapados de 1 ou 2 valores de majoração, para efeitos de concurso. Uma trapalhada, sem volta a dar-lhe, que começou quando não suspenderam o que só podia ter o lixo por destino.

      Na mesma o estatuto, com titulares e não titulares e horários de escravidão e inutilidades. Na mesma os planos de estudo, sujeitos à cosmética dos esteticistas do regime. Na mesma o estatuto do aluno, reforçado com o branqueamento de inquéritos inoperantes e promessas de modificações que já existem. Na mesma a gestão das escolas, transformadas em pequenas ilhas de tirania, em locais de subjugação, de vivência dolorosa e inútil.

      A Educação nacional é governada por “snipers” da portaria e do despacho, que usurparam a democraticidade, destruíram a cooperação e ocuparam os centros de decisão com a política dos políticos, estejam eles no governo ou nos sindicatos.

      Santana Castilho,
      Professor do ensino superior
      in Público, 14 Abril

       a 2ª imagem: de Paula Rego, 'Salazar vomitando a pátria' - what else? 

      12 março 2010

      nojo,

      é o que me causa tudo isto. Tanto, que hoje deixo apenas a notícia, as parangonas dos jornais, os comentários, os meus sublinhados e as minhas incompreensões. - uma coisa, para já, me faz muita espécie: por que é que o suicídio do professor só é notícia mais de um mês depois de ter ocorrido?

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      « Um professor de Música da Escola Básica 2.3 de Fitares, em Rio de Mouro, Sintra, suicidou-se alegando ser alvo da indisciplina dos seus alunos, avançou hoje o PÚBLICO.»

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      Bullying a professores
      Professor de Música atira-se ao rio para não enfrentar os alunos. [assim??? tipo birra ou um jogo de escondidas !?! - tenha vergonha, senhora jornalista!]
      por Kátia Catulo, Publicado em 12 de Março de 2010 | aqui


      Ministério abre inquérito urgente a acontecimentos que terão motivado suicídio de professor [tããão urgente, que já lá vai mais de um mês..]
      6a-feira, 12 Março 2010 | aqui


      Ministra Isabel Alçada apela à serenidade e equilíbrio


        1. A ministra da Educação apelou hoje à serenidade e equilíbrio no tratamento das questões da violência nas escolas, afirmando que a vida das crianças “deve estar acima dos debates”. [acima dos debates ?!!?porquê?? - e a vida - das crianças?!!? - mas agora não foi um adulto, um professor, que se suicidou??]

        2. O presidente da ANP e também responsável da linha telefónica SOS Professor, João Grancho, sublinhou que, apesar de "não ser um clima generalizado nas escolas", há situações, que "não são isoladas", que "põem em causa a estabilidade emocional e psicológica dos professores e que os abalam naturalmente". (..) lamentando que os "episódios são esquecidos até ao próximo" acontecimento. À linha de apoio aos docentes têm chegado cada vez menos telefonemas: "De 2008/2009 para 2009/2010 a descida das comunicações terá sido de cerca 80 por cento", referiu. "Estamos convencidos de que [a descida das comunicações] decorre da existência de um quadro legal que aponta para a priorização da prevenção e da investigação, que aponta maior solidariedade e mais vontade das escolas em lidar com o problema", afirmou. [olhe que não, olhe que não..]
          • Pais e professores [??!!!!] de Fitares indignados com associação entre suicídio e indisciplina dos alunos [ sem .. comentários ..]
          • Alguns pais estiveram hoje de manhã concentrados em frente à escola, mostrando indignação por o suicídio do professor estar a ser associado a maus tratos por parte dos alunos do 9.º B. A encarregada de educação de um dos estudantes desta turma disse aos jornalistas que “é impossível que o professor se tenha suicidado por causa dos alunos”. “Alguém que pratica um acto destes tem que ter antecedentes. Ninguém se suicida por causa de uma turma. Nunca ouvi falar de violência nas aulas”, disse. “Quando cheguei à escola vi adolescentes muito revoltados. [..] Os alunos do 9.º B dizem que é mentira, que não tiveram responsabilidades no suicídio do professor”, adiantou. [o mote nacional: ninguém é responsável, muito menos responsabilizado, por coisa nenhuma..]
          • Alfredo Luís, pai de um dos alunos do estabelecimento de ensino, disse que lhe “custa a acreditar” que o suicídio do docente tenha como causa maus tratos por parte dos alunos. “Deve haver mais coisas. Nesta escola há insegurança, como há noutras. Há situações de bullying com colegas do meu filho, e um deles levava tareia todos os dias” .
          • Também professores contactados junto ao estabelecimento recusaram a associação do suicídio com o comportamento dos alunos, [sim, senhor!!] argumentando que o docente de Educação Musical já tinha antecedentes de depressão. “O professor estava com uma grande depressão. Estava a ter acompanhamento psicológico e a escola fez tudo o que pôde”, sublinhou um docente que pediu anonimato. O mesmo professor afirmou que estão “perturbados com esta notícia” e já se encontram a receber apoio psicológico. [os outros, os que 'não têm antecedentes', os que recusam a associação entre os maus tratos e a opção desesperada .. os outros, um mês depois..]
          • “Também sou professora de música e nunca ouvi dizer que [o professor] era alvo de gozo e de maus tratos. Ele nunca nos disse nada”, disse uma docente que pediu para não ser identificada. Esta professora adiantou que a escola não tem casos de violência,apenas as coisas normais.  


          É, não há nada mais tranquilizante 
          do que enfiar a cabeça na areia.. 
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