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03 junho 2011

Violência sádica nos Fuzileiros


recebido via e-mail

por Antinatoportugal - aqui
02/06/2011
de Picasso


Depois da morte da Ana Rita  (20/5/2011-ver aqui), duas semanas atrás, temos mais esta pérola dos nossos ‘guerreiros’. Agora revela-se que nos Fuzileiros em Vale de Zebro (Barreiro) em Agosto um recruta foi espancado (ver video anexo) .
Como as forças armadas são um Estado dentro do Estado, fora das leis da república, só agora surgiu a revelação. Os quartéis, como as prisões, são território sem lei, sob o arbítrio das “autoridades” militares.
Os recrutas são ensinados para venerarem a violência, a crueldade, o sadismo e a valentia baseada na superioridade numérica; a desprezarem os mais fracos, a exibirem a força física, quando falta o civismo e a ética.Se eles agem assim com um camarada de “armas” como agiriam contra um “inimigo” numa das guerras da Nato? Abu Ghraib e outros exemplos conhecidos são os exemplos que a oficialidade lhes dá?
Quantos deles não virão a integrar as “forças de segurança”, no espírito da integração entre forças policiais e militares acelerado pela luta contra o “terrorismo” difundida pelo Pentágono? É que bater em manifestantes pacíficos e desarmados, com o aval das chefias, também lhes deverá dar muito gozo.
Quantos mais casos haverá por aí abafados? Esperemos que estes exemplos suscitem o relato e a denúncia de outros casos mantidos na sombra.
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As imagens chocantes, em que se vê um fuzileiro, de 18 anos, apenas de cuecas, a ser agredido com pontapés, socos, joelhadas, agressões com cinto por cerca de cinco colegas de camarata nas instalações de Vale de Zebro, em Coina, Barreiro, datam de Agosto de 2010.. (no youtube)

15 maio 2011

a escola deles

isto é nos States, relax.. nós por cá todos bem!
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professor envenenado ..
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 aluno de 13 anos leva arma para a escola ..
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e como eu gostava que algumas eminências pardas da nossa society (aqueles que acham que os professores têm uma boa vida!) fossem obrigadas a trabalhar numa escola do básico e secundário! - lá.. cá .. só para verem como é bom, antes de se porem a falar do que não sabem  e a debitar alarvidades deste estilo:
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  • um livro ("O Ensino Passado a Limpo") que vive de várias ilusões e pretende ser um programa de governo, agitando a bandeira da defesa dos coitados dos professores (- José Matias Alves /Terrear/- aqui - ver comentários!)
  •  Mas o aluno tem alguma 'autoridade'? A lógica da propaganda parece sobrepor-se à lógica do rigor e da sensatez. (- José Matias Alves - aqui)
    • (...) a suspensão da avaliação dos professores votada na AR só pode ser uma medida de completo facilitismo e, insisto, vai de novo entregar as escolas aos sindicatos. - Pacheco Pereira, aqui e aqui (vídeo)
    • professores e sindicatos exigiram uma selva de garantias e escapatórias, para tornar a avaliação dos professores um dos processos mais garantistas de avaliação que o estado faz aos seus funcionários.-- palavrar de Pacheco Pereira [«do ponto de vista intelectual, um bluff: pose muita, substância pouca»] - citado num artigo de Mário Carneiro (O Estado da Educação e do resto) que recomendo vivamente, aqui
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    e já agora aqui vai, só para avivar memórias 
    - e não julguem que as coisas melhoraram!
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    10 julho 2010

    vemos, ouvimos e lemos - x 'n'

    e continuamos cegos, surdos, ALHEADOS DA RESPONSABILIDADE QUE TEMOS, TODOS, PERANTE UMA SOCIEDADE QUE SE DESMORONA.
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    o vídeo é uma reportagem da SIC sobre a violência nas escolas. mais uma.
    muitos a terão visto já, a maior parte não terá aguentado segui-la até ao fim, imagino até os comentários, as famílias jantando em frente à televisão, muda de canal que essa coisa é uma seca, os professores não querem é fazer nada, isto é mas é propaganda dos sindicatos, dá cá o comando.
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    e a vida que continua, paulatina, desapercebida. um sísifo anestesiado e embrutecido, casa-emprego emprego-casa e as bichas intermináveis. a raiva que cresce e se afunda, se afoga. no futebol, na novela da noite, na praia, no shopping. a falta de tempo e o cansaço, as contas e as hipotecas, os filhos. os choros, as birras, os filhos. problemas e mais problemas, a culpa des-percebida e as drogas, o álcool, os namorados. a escola. as queixas, as negativas, o bullying, as faltas, os tpc dos miúdos, quantas vezes já te disse para desligares o computador. a paciência que falha, a falta de tempo, o cansaço. a culpa. a culpa insinuando-se, venenosa serpente, tantas coisas que te dou, queres mais o quê. não, os culpados são eles, o meu filho não mente, cambada de inúteis, isso sim, mas o que é que eles lá estão a fazer, por amor de deus. a raiva contida, acumulada. a ptua da vida e a casa o emprego as contas as bichas intermináveis. a escola, as queixas, as negativas. a raiva que sobe, a adrenalina que finalmente. e os professores, mas o que é que eles lá estão a fazer, sim, digam-me, não é para isto que lhes pagamos.
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    Quando a violência entra na sala de aula 

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    nota dispensável:
    - desapercebida (diferente de 'despercebida' ) significa desacautelada;  des-percebida (uma invenção) = não (ou mal) percebida
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    a imagem é um pormenor da Guernica de Picasso

    06 março 2010

    sinais de alerta

    Anos atrás tive uma aluna que, depois das férias do Natal, chegou à escola completamente outra. 
    Frequentava o 10.º ano e estava irreconhecível, nas aulas só fazia porcaria, ela que nunca tinha dado problemas, que era atenta, participativa, alegre, simpática. 
    Tive a percepção (por sorte..) de que o  comportamento que ela agora tinha era um pedido de socorro
    Falámos, os professores da turma. Ela acabou por abrir-se com um de nós: a avó, com quem vivia, tinha morrido e ela estava em vias de regressar à casa onde ainda morava o padrasto que a tinha violado.

     imagem (de Paula Rego) retirada daqui

    25 novembro 2009

    25/11: dia internacional contra a violência

    A 17 de Dezembro de 1999, a Assembleia Geral das Nações Unidas designou o dia 25 de Novembro como o Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, e convidou os governos, as Organizações Internacionais e as Organizações Não Governamentais a organizarem actividades naquele dia no sentido de sensibilizarem a opinião pública para este problema.
    Os activistas dos direitos das mulheres assinalam este dia como um dia contra a violência desde 1981.
    A comemoração desta data teve origem no assassinato das três irmãs Mirabal (las mariposas) , activistas políticas na República Dominicana, mortas sob as ordens de Rafael Trujillo (1930-1961)  


    A  LIFE FREE FROM VIOLENCE 
    IS A BASIC HUMAN RIGHT

    •  Violence against women is often ignored and rarely punished.
    • Women and girls suffer disproportionately from violence - both in peace and in war, at the hands of the state, the community and the family.




    Stop Violence Against Women!


    quadro de Paula Rego, série Aborto