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05 junho 2011

a esquerda e o boletim de voto

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Dezassete forças políticas apresentaram listas para as eleições legislativas de 5 de Junho, mas apenas nove partidos e uma coligação vão candidatar-se a todos os círculos eleitorais, segundo a Comissão Nacional de Eleições (CNE).
De acordo com a CNE, PS, PSD, CDS-PP, BE, PCTP-MRPP, Movimento Esperança Portugal (MEP), Movimento Partido da Terra (MPT), Partido Popular Monárquico (PPM), Partido Nacional Renovador (PNR) e a CDU (coligação que integra PCP e PEV) apresentaram listas aos 22 círculos. -fonte

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na foto*,  a lista dos 17 partidos e coligações concorrentes:
*retirada daqui 



Tanto quadrado, tanta dispersão ..

.....  pergunto-me: 

  • não poderiam os partidos de esquerda (e entendamo-nos de vez, o PS é de direita!) - não poderiam a CDU, o B.E., o MRPP, o POUS e sabe-se lá mais quantos .. - ter-se coligado para concorrerem juntos a estas eleições? 
  • não poderiam a CDU, o B.E., o MRPP, o POUS, ter-se unido nestes tempos negros para derrotarem as políticas da troika e os seus apoiantes?
  • não teriam, assim, dado um importantíssimo sinal de mudança, de cooperação entre partidos que, afinal, não divergem aparentemente nas suas opções de fundo?
  • a 'esquerda unida' ,  exprimindo sem rebuços uma vontade de actuação política na 1ª pessoa, não teria sido a maior prova de cidadania e de confiança que os seus apoiantes lhe mereciam?
  • não teria esse - parece-me a mim ..- simples, inédito acto atraído uma boa parte dos tantíssimos - e quase até ao fim - indecisos eleitores?
  • não terá a esquerda portuguesa desperdiçado uma oportunidade única de se constituir governo?
  • será que aquilo que os separa é, afinal, maior do que aquilo que os une?
  • ou tão pouca confiança têm em si próprios que não ousam pensar-se senão oposição?
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entre o bronze e o futuro

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quadro de Antoni Tàpies
pois é, a julgar pela quantidade de pessoas que desde manhã estão na Costa da Caparica, das duas uma: ou são todos muito madrugadores e já votaram, ou a abstenção vai ser .. o costume, igual ou maior do que antes ..

amanhã já podem queixar-se, da vida, da crise, da troika, dos resultados das eleições..

haja praia e futebol, nós por cá todos bem!

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03 junho 2011

eleições legislativas 2011 - links úteis


portal da CNE :
http://www.cne.pt/index.cfm?sec=0301000000&EleicaoID=58&Eleicao2ID=0

procurar local de voto
http://www.cne.pt/index.cfm?sec=1110000000

melhor não votar ..

.. que votar P"Sócrates" !!

finis patriae

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por José Manuel Fernandes
25 de Março de 2011

No Público escrevi hoje sobre como as próximas eleições serão um referendo a Sócrates e ao seu estilo sectário e autocrático de governar.


Levantou-se da bancada do Governo, virou as costas aos deputados, fugiu escadas abaixo, rapidinho, evitando os jornalistas. A forma como Sócrates se comportou durante o debate parlamentar mais importante da sua vida política - o debate parlamentar que terminaria num voto que o levaria a pedir a demissão - é mais reveladora do que mil discursos.
Este primeiro-ministro nunca esteve à altura do lugar a que, por circunstâncias fortuitas da nossa história política, chegou. No dia em que caiu, no momento em que o seu Governo ruía, na hora em que abandonou os seus ministros durante um debate crucial, deixou ver, com mais nitidez, o seu rosto de autocrata.
Se houvesse alguma dúvida de que não era mais possível suportar uma "situação" sustentada apenas na chantagem e no desprezo pelas mais elementares regras da democracia, o gesto final deste tiranete vindo
das Beiras encarregou-se de a desfazer.

Há mais de três anos, em Janeiro de 2008, numa altura em que o país bem-pensante ainda andava embeiçado pelo personagem, António Barreto, num artigo de opinião no PÚBLICO, escrevia: "Não sei se Sócrates é fascista. Não me parece, mas, sinceramente, não sei. De qualquer modo, o importante não está aí. O que ele não suporta é a independência dos outros, das pessoas, das organizações, das empresas ou das
instituições. Não tolera ser contrariado, nem admite que se pense de modo diferente daquele que organizou com as suas poderosas agências de intoxicação a que chama de comunicação. No seu ideal de vida, todos
seriam submetidos ao Regime Disciplinar da Função Pública, revisto e reforçado pelo seu Governo".

Em 2009, os portugueses tiraram-lhe a maioria absoluta, mas não aprendeu nada nem mudou o que quer que fosse na sua forma umbiguista e corrosiva de exercer o poder. É por isso que o que aconteceu quarta-feira na Assembleia estava escrito nas estrelas: "isto" não podia durar para sempre. O que se passou nos meses, anos, em Portugal tem sido trágico. Houve mentira: mentira sobre o real estado do país; mentira sobre as nossas
obrigações internacionais: mentira sobre os êxitos e os fracassos; mentira sobre os objectivos políticos, económicos e orçamentais.
Evoluiu-se de mentira em mentira, negando de forma persistente a realidade e insultando todos os que, mesmo timidamente, tentavam evitar o desastre. Houve corrosão dos hábitos democráticos: pressionou-se o sistema judicial, quando não se interveio mesmo directamente; procurou-se limitar as liberdades; desvalorizou-se a ética; promoveu-se o chicoespertismo; levou-se o clientelismo a limites antes desconhecidos; menosprezou-se a importância das virtudes públicas; planeou-se tomar de assalto órgãos de informação; promoveu-se o lambe-botismo ao mesmo tempo que se perseguia e tentava isolar todos
os eventuais discordantes.
Houve cegueira económica: gastou-se dinheiro no que era supérfluo mas alimentava os amigos; cortaram-se despesas de forma pontual e ineficaz por ausência de uma visão de conjunto; procurou dizer-se aos empresários onde deviam e onde não deviam investir; apoiaram-se os amigos e os que prestam vassalagem e fez a vida negra aos independentes e aos que não abdicaram da sua liberdade; fingiu-se que se mudavam algumas leis para que, no essencial, tudo ficasse na mesma.

Um dia se fará a história destes anos, e estou em crer que, quando tal for feito, os vindouros se interrogarão: mas como foi possível? Como pode Portugal cair em tais mãos e mostrar uma tal incapacidade de sacudir esse jugo asfixiante? A resposta passará, obrigatoriamente, pela história da rendição à lógica do poder pelo poder e do lugar pelo lugar de um grande partido da democracia portuguesa, o Partido Socialista.
Há mais de um ano, a 12 de Fevereiro de 2010, escrevi no Twitter: "Ou há um sobressalto no PS, ou estamos num beco sem saída. É tempo de perceber que Sócrates já não faz parte da solução, mas do problema, até do PS".
O que surpreende é o PS ainda não ter percebido isto e agarrar-se à esperança de que ainda pode salvar lugares e mordomias (não tenhamos dúvidas que é já só por isso que se batem os barões, os baronetes, os
boys, as girls, os aparelhistas e todas as inúmeras clientelas do partido) atrelando-se à retórica catastrofista do líder.

Sócrates tornou-se parte indissociável do problema no momento em que transformou o exercício minoritário do poder num permanente jogo de chantagens e de enganos que destroçou mesmo a melhor das boas vontades do PSD. Responsável pelas políticas erradas que aceleraram a corrida de Portugal para o desastre, o primeiro-ministro viveu em permanente estado de negação, e é isso que justifica a vertiginosa sucessão de
PEC. Pior: ao reduzir a política ao golpe baixo e à facada nas costas, ao rodear-se de uma camarilha de trauliteiros ágil no insulto, habilidosa na manipulação e totalmente desavergonhada, capaz de jurar num dia
pelo que apostrofava na véspera, Sócrates não deixou nenhum espaço para qualquer convergência ou acordos, apenas para rendições ou prestações de vassalagem.

É por isso que é ensurdecedor o silêncio de um PS que nos surge hoje tão obediente como acéfalo. Os dedos de uma mão chegam para contar os que foram capazes de levantar a voz, o que choca, sabendo-se que o PS já foi, no passado, um partido vivo e de gente de espinha direita.
Agora é um partido de zombies amestrado na retórica difundida pelos blogues anónimos de apoio ao Governo, um partido que engole em seco todos os abusos e só se mobiliza quando alguém apela aos seus
instintos mais tribais. Um partido que elogia a "combatividade" de Sócrates sem sequer se aperceber que essa combatividade está centrada no "eu" que ele repete a cada passo dos seus discursos, que isso é um elogio a um marialvismo bacoco e de vistas curtas, é um partido que não alcança que a combatividade não é um valor em si mesmo, podendo até ser um factor de corrosão e de agravamento de desastres anunciados (quem duvide que reveja o filme sobre os últimos dias de Hitler).

Enquanto Sócrates continuar à frente do PS, nunca este partido poderá fazer parte de uma solução alargada para Portugal - e quero acreditar que até no PS já ninguém acredita que o país possa sair do actual buraco sem um esforço que envolva uma ampla coligação de forças políticas e sociais. Porém, no PS, ninguém se move, talvez com receio da ira do autocrata, esse autodenominado "animal feroz".

É por isso que não são muitos os caminhos que se abrem aos eleitores. Nas próximas eleições escolherão entre o sectarismo suicida de Sócrates (já que o PS se deixou reduzir à condição do "partido de Sócrates") e a possibilidade de encontrar um caminho alternativo que, podendo e devendo incluir também os socialistas, terá sempre de se fazer sem o actual primeiro-ministro e em ruptura com o seu estilo de impor ao país a sua vontade.
A escolha não será entre mais ou menos austeridade: a austeridade é um destino a que não podemos escapar, pois necessitamos mudar profundamente a nossa forma de viver para poder voltar a ter esperança e a ver a economia crescer. A escolha também não pode ser reduzida à dicotomia Passos Coelho versus José Sócrates, pois aquilo de que o país necessita é de algo mais do que optar entre dois chefes partidários - tem de poder escolher entre mais do mesmo ou uma mudança baseada numa maioria ampla.
Nos últimos anos, nos últimos meses, nos últimos dias, uma imensa sucessão de erros de política económica e orçamental colocaram Portugal na posição do mendigo de mão estendida. Há muito que temos de mudar de vida, não apenas fingir que mudamos de vida. Com ou sem queda do Governo, Portugal colocou-se numa situação em que o recurso à ajuda externa é a melhor solução para evitar, a cada ida ao mercado da dívida, acrescentar mais peso excessivo ao serviço da dívida.

A opção não é por isso entre Sócrates ou... finis patriae, pois em finis patriae já estamos - a opção é entre um suplício de Tântalo suportado em nome do imenso orgulho pessoal de José Sócrates e um caminho a percorrer por líderes mais humildes e mais respeitadores das regras democráticas.
Há quem diga que, mesmo assim, Sócrates pode voltar a ganhar. Poder, pode. Mas então só poderemos recordar Sertório: no Ocidente da Península vive um povo que não se governa nem se deixa governar.
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02 junho 2011

domingo NÃO VOTO PS !!

Porquê? pelas mesmas razões que me levaram a escrever este post quando aderi à greve geral de 24/11/2010 , e por mais umas quantas que o engenheiro me deu de então para cá..

E porque não me esqueço de que José Sócrates (+ os seus des-governos) é o responsável  pelo estado a que isto chegou !

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NÃO VOTO PS ..

por isto:
de Paula Rego (esticado)
O crescente peso da economia global está a provocar um movimento de “erosão da democracia”, com reflexo na governação dos Estados ao ponto de interferir nas políticas nacionais  - (José Gil)

por isto:
Há gente a passar fome em Portugal.

por isto:
Ainda o orçamento nem sequer era conhecido, já eles defendiam o sim cego, com aumento de impostos, congelamento de pensões de miséria, implosão de benefícios fiscais e apropriação de salários. Tudo universalmente inevitável, para ficarem localmente intocáveis os grandes interesses, as suas várias reformas acumuladas e as suas remunerações privadas, tributos de uma justiça fiscal moderna, que assenta em dar sempre mais a quem mais tem e melhor espolia. - (Santana Castilho)

por isto:
A Fundação Cidade de Guimarães foi instituída com um capital fundacional de dois milhões de euros, transferidos pela câmara de Guimarães e reforçado, em 3,7 milhões de euros, pelo Ministério da Cultura; foi criada com duração ilimitada, para gerir um projecto de um ano: Capital Europeia da Cultura 2012. Vencimentos na FCG: presidente do Conselho de Administração: inicialmente 14.300 euros mensais , agora reduzidos para 10 mil; vogais executivos: inicialmente 12.500 , agora 8.750  - (do jornal Público)

por isto:
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por isto:
A saúde, primeiro, e a educação, logo a seguir, são os sectores mais atingidos com os cortes orçamentais. - (Santana Castilho)

por isto:
Só em cinco empréstimos bancários  o BPN arriscou prejuízos que ultrapassam os 137 milhões de euros. Documentos internos do banco a que a SÁBADO teve acesso identificam as dívidas e as empresas: Vencimo, Compra e Venda de Imóveis, SA (35 milhões de euros); Futurbelas, Empreendimentos Imobiliários, SA (38.707.706,25 euros); Imonamur, Sociedade Imobiliária, Lda (29.046.872,22 euros); Eurolondon, Sociedade Imobiliária, Lda (12.000.000,00 euros) e Beyond Home, SA (12.606.435,84 euros). Esta última chegou a adquirir 11 terrenos no concelho de Oeiras, mas o projecto imobiliário nunca saiu do papel. - (da revista Sábado)

por isto:
O nível de endividamento gerado pela empresa pública Parque Escolar já ascende a 1,98 mil milhões de euros, entre dívida directa e apoio do Estado, e nos primeiros meses do próximo ano pode mesmo ultrapassar a barreira dos 2,25 mil milhões. Os indicadores económico-financeiros da empresa, monitorizada pelas Finanças, nunca surgiram nos relatórios da direcção-geral do Tesouro e Finanças ..
O relatório do OE, na página 164, enumera, uma a uma, o endividamento das empresas públicas não financeiras, mas é completamente omisso quanto à Parque Escolar ..  - (Económico/Sapo, 6/11/2010)

por isto:
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por isto:
PS e PSD ainda negoceiam para viabilizar o Orçamento de Estado para 2011, o qual, todos sabemos, vai ser aprovado. Independentemente da filiação ideológica, numa coisa os economistas estão de acordo: este orçamento gerará recessão económica. - (Santana Castilho)

por isto:
Primeiro de 6 blindados chegou a Lisboa 2 dias depois [!!!!!!!!!!!] da Cimeira da NATO – custo por blindado: 200 mil euros   - (do Público de 23/11/2010)

por isto:
A classe média está a chegar à sopa dos pobres. Nos refeitórios sociais a procura quase triplicou  - (do jornal Público)

por isto:
Se a PT pagasse este ano impostos sobre as mais-valias que conseguiu com a venda da participação na Vivo, o Estado poderia receber 570 milhões de euros. Só este valor representa cerca de 0,4% do défice das contas públicas e é mais do que o Estado vai ganhar com a imposição de limites às deduções fiscais dos contribuintes. Este é apenas um exemplo dos impostos previstos na lei que as empresas não pagam – por causa da lei. Para poupar os 570 milhões de euros, a PT recorreu a uma das formas mais comuns de planeamento fiscal: criou uma empresa com sede num país onde a carga fiscal é mais baixa.  - (da revista Sábado)

por isto:
As obras megalómanas persistem e não existe qualquer simples vislumbre de criação de nova riqueza. O desrespeito pelos contribuintes é escandaloso! - (Santana Castilho)

por isto:
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por isto:
Ana Tomaz (uma das girls do PS) foi nomeada para a administração da Estradas de Portugal (EP) já depois do aumento de impostos anunciado no PEC II e pouco antes das novas medidas de austeridade previstas no OE, com um salário bruto mensal de 10.800 euros, mais viatura de serviço, combustível e telemóvel. Pelo meio, há um detalhe importante no seu currículo: foi assessora do secretário de Estado adjunto das Obras Públicas e Comunicações  - (da revista Sábado)

por isto:
As medidas de austeridade apresentadas por José Sócrates são o resultado da sua própria inépcia como primeiro-ministro no período que antecedeu a última crise mundial do capitalismo, em que os líderes financeiros do mundo foram buscar três triliões de dólares de um dia para o outro para salvar uma mão cheia de banqueiros irresponsáveis, enquanto nada foi produzido para pagar pensões dignas, programas de saúde ou projectos de educação.  - (Timothy Bancroft-Hinchey)

por isto:
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por isto:
Um pouco por todo o lado o problema do capitalismo está a ser contestado (às vezes com extrema violência) e estudado nos seus múltiplos aspectos. No caso português, é um sistema roto e desvairado. Nas últimas décadas, os seus representantes políticos, o PS e o PSD, obedientes servis aos ditames e às normas, conduziram a nossa terra a uma situação intolerável. Não digo nada de novo. Só um deformado moral ou um mal-intencionado podem fazer o elogio deste estado de coisas.  - (Baptista Bastos)
por isto:
Algumas rubricas do orçamento da Assembleia da República
Vencimento de Deputados - 12 milhões, 349 mil euros
Ajudas de Custo de Deputados - 2 milhões, 724 mil euros
Transportes de Deputados - 3 milhões, 869 mil euros
Deslocações e Estadas (de Deputados) - 2 milhões, 363 mil euros
Assistência Técnica(??) - 2 milhões, 948 mil euros
Outros Trabalhos Especializados (??) - 3 milhões, 593 mil euros
Restaurante, Refeitório, Cafetaria - 961 mil euros
Subvenções aos Grupos Parlamentares - 970 mil euros
Equipamento de Informática - 2 milhões, 110 mil euros
Outros investimentos (??) - 2 milhões, 420 mil euros
Edifícios (??) - 2 milhões, 686 mil euros
Transfers (??) Diversos (??) - 13 milhões, 506 mil euros
Subvenção aos Partidos na A. R - 16 milhões, 977 mil euros
Subvenções Campanhas Eleitorais - 73 milhões, 798 mil euros
 - (do sítio oficial da AR)
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por isto:
Sem nenhuma contrição sobre os grosseiros erros do passado, sem pudor no assalto aos salários dos funcionários públicos e com desprezo pelos que nada podem, são governantes ou vampiros os que assim sugam o que resta à depauperada nação? - (Santana Castilho)

por isto:
Actualmente, e podendo acumulá-las com o vencimento de Presidente da República, Cavaco Silva recebe três pensões pagas pelo Estado (em euros): 4.152,00 - Banco de Portugal; 2.328 ,00 - Universidade Nova de Lisboa; 2.876,00 - Por ter sido primeiro-ministro: 9.356,00 - TOTAL

por isto:
FUNÇÃO PÚBLICA E PENSIONISTAS SÃO ALVOS PRINCIPAIS do plano que inclui cortes de salários e subida do IVA .

por isto:
Chegámos aqui empurrados por gente trapaceira, por um Governo e um homem que se permitiram, a golpes de decretos-lei iníquos, impor políticas financeiras, económicas, educativas e de saúde erradas, protegidos por uma justiça injusta. - (Santana Castilho)

por isto:
Parlamento gasta 1 milhão em carros de luxo

por isto:
A situação é desesperada para os milhares de desempregados que sobrevivem (e pergunto-me como!!) neste país. A situação é desesperada para os - milhares? milhões? de portugueses que ganham o ordenado mínimo nacional! Como é desesperada para outros tantos milhares - milhões? - que ganham 600 euros por mês. Portugueses tão privilegiados (seiscentos euros???!!!) que agora perdem até direito à migalha do abono de família que antes recebiam!!! A situação é desesperada, mais que para todos os outros, para os pensionistas! Que vergonha, o elo mais fraco!!, que vergonha!!  - (Ana Lima)

por isto:
É óbvio que a anunciada “corajosa austeridade” não muda o futuro. Safa efemeramente, se safar, o passado recente, extorquindo uma vez mais os cidadãos, esmagando os que não tiveram culpa, sem sequer apontar os que engordaram, enterrando o país- (Santana Castilho)


chega, ou precisam de mais razões 
para não votarem em Sócrates?!

* * *

L'homme est condamné à être libre. – J. P. Sartre
(o Homem está condenado a ser livre:
tem, por exemplo, a liberdade de escolher em quem votar!)

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Somos a memória que temos
e a responsabilidade que assumimos.
Sem memória não existimos,
sem responsabilidade
talvez não mereçamos existir.

José Saramago
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31% ???????????????

o pessoal anda cego e surdo, ou muiiiiiiiiiiiito distraído, só pode..
6 anos de socretinices já chegam, não?
Usem essas cabecinhas!
E dia 5 de Junho, tenham mas é juízo antes de lhe porem uma cruz à frente! 
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ou .. como se diz por aí :
- à primeira, qualquer cai.
- à segunda, cai quem quer.
- à terceira, só cai quem é parvo!!
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Pois .. quem é que, honestamente, ainda acha que ..
  1. "PS" significa partido "socialista"  ?????????!!!!!!!!!!!
  2. o PS que temos tido (desde que Mário Soares se coligou com Mota Pinto, a bem dizer..  *) é um partido de "esquerda"  ????!!!!!!
  3. Valter Lemos, José Sócrates e o resto da pandilha que apoia "o querido líder" são "pessoas de bem" ??????????!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
  4. José Sócrates Pinto de Sousa alguma vez vai deixar de ser o maior farsante da história política portuguesa???


(*)
e ele, que foi o 1.º a meter o socialismo na gaveta!!,  insiste no 'casamento', 26 anos depois?? Não seria menos 'contra-natura' um partido socialista ligar-se a um partido comunista? Pois, qual quê? Muita teoria e pouca prática! «Diz-me com quem andas ... »

y por que no te callas??!
Mário Soares afirmou que, face às sondagens, o cenário de uma coligação entre PS e CDS-PP pode ser "concretizável" após as eleições de 5 de junho. 
notícia aqui

Pois. E vai outro: Manuel Pinho - lembram-se??
De facto, só boa gente neste PS!
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O antigo ministro da Economia do Governo PS, que se demitiu em Julho de 2009 na sequência de um gesto (fez uns chifres à bancada do PCP em pleno debate do Estado da Nação), esteve esta noite em Santa Maria da Feira, num comício do PS, para evocar a experiência do Bloco Central nos anos 80.

Lembrou a aliança entre Mário Soares e Mota Pinto, então líderes do PS e do PSD, respectivamente, num Executivo de Bloco Central que governou entre 1983 e 1985. E afirmou: “Perante esta situação difícil há toda a vantagem de ter um Governo com toda a unidade possível.” (notícia aqui)
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- vantagem para quem??, ora adivinhem lá!
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O PS, hoje, (como de resto, também o PSD!) é assim uma coisa obscura, nem branco nem preto, um antro infestado de oportunistas sedentos de poder - que há muito, muito tempo, perderam de vista - completa e inapelavelmente -  o real significado da palavra "socialista"!!!

Socialismo? Social-Democracia? O que é isso? 
Onde???? Como????? 
Não aqui, não agora!
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20 maio 2011

Prefere a vitória de José Sócrates ou de Pedro Passos Coelho?

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Sócrates ou Passos? Passo. 

artigo de Daniel Oliveira
aqui


Prefere a vitória de José Sócrates ou de Pedro Passos Coelho? Se me pusessem perante esta escolha não saberia o que responder.

Não, lamento, não acho que o PS e este PSD sejam iguais. É verdade que o que Sócrates fará por falta de coragem Passos fará por convicção. Dá, infelizmente, quase no mesmo. Sendo certo que, apesar de serem ambos claramente incompetentes, o primeiro fará o que a troika decidiu e o segundo tentará ir mais longe. E nisso pode haver uma diferença.

Só que uma vitória de Sócrates teria como resultado a sua permanência na liderança do PS. Ou seja, o bloqueio, por mais dois ou três anos, do centro-esquerda e do deprimente panorama político português. E o lento reforço da direita. A médio prazo, a esquerda (eleitorado do PS incluído) acabaria por pagar um preço demasiado alto por esta vitória sem, na prática, ganhar grande coisa.

A questão é esta: se o programa do próximo governo está já decidido, não seria preferível que esta crise servisse para nos livrarmos de Sócrates e iniciar-se uma profunda renovação de toda a esquerda portuguesa? Sem Sócrates tudo ficará em aberto. Com ele, continuará a degradação ideológica e ética do PS e do País.

O problema é que com Passos Coelho teremos um grupo de lunáticos extremistas no governo. Sem ele, o PSD rumará ao centro para o bloco central. Com ele, a direita chega ao poder no momento em que o ataque ao Estado Social é mais fácil e em que tem a direção mais radical da sua história.

Isto não está fácil para quem, à esquerda, se resigna ao "voto útil", que, como dizia Adriano Moreira, só é útil para quem o recebe.

A resposta, quanto ao meu voto, é mais simples: nem um nem outro contará com ele. Sou exigente com a democracia e não sou dos que se conforma com a inútil aritmética que transforma o meu voto em arrependimento mais do que certo.

A esquerda que se opõe a este suicídio económico tem-se portado sempre bem? Não e eu tenho-o assinalado, para irritação de alguns, mais vezes do que gostaria. Mas seria trágico que, nas atuais circunstâncias, ela não saísse reforçada. Será a única oposição ao programa da troika. O único sinal de alarme aos abusos que aí vêm. Tenha um bom ou um mau resultado, também esta esquerda terá de refletir, depois das eleições, no papel que quer ter nos próximos anos. Mas isso não diminui a importância de haver uma oposição ao sentido único que nos quer ser imposto.

Se me perguntarem se prefiro a vitória de Sócrates ou de Passos Coelho não sei o que responder. A minha emoção impede-me de querer sequer imaginar o que será a trupe de Passos no poder. A minha cabeça nem por isso. Felizmente, não está nas minhas mãos. O meu voto servirá para outra coisa: garantir que, havendo quem se oponha a um programa que arrasará com a nossa economia e com o Estado Social, a democracia continua a funcionar. Será, é verdade, desta vez, um voto crítico. Mas seguro da sua enorme utilidade. Será um voto contra a capitulação. O debate sobre o que tem esta esquerda de fazer com o voto que eu e muitos outros lhe vamos dar virá depois. Terá de vir.

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