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19 agosto 2011

Meredith Monk

MM em Portugal
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Meredith Jane Monk (born November 20, 1942 in New York City) is an American composer, performer, director, vocalist, filmmaker, and choreographer. 
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Since the 1960s, Monk has created multi-disciplinary works which dwell in the spaces between music, theatre, and dance, recording extensively for ECM Records.
Experimentadora radical da voz e efeitos com a voz, boca, língua e garganta. Pianista mais que minimalista. Compositora de óperas e trilhas, com uma enorme discografia. - fonte

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Meredith Monk - http://www.meredithmonk.org/
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12 julho 2011

Venus, Cupid, Folly and Time

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-- com os devidos agradecimentos à Madalena, que tinha a imagem no FB :-)
E ..quem diria, hein? O quadro inteiro e o pormenor, dois estilos que (me) parecem tão diferentes..
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de Agnolo Bronzino (1503-1572) - retirado daqui

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Venus, Cupid, Folly and Time 
Agnolo Bronzino, circa 1545
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pormenor:
old woman (!) detail
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pormenor 2

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?

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alguém sabe dizer-me quem é o autor deste quadro, please?

13 junho 2011

porque ..

.. assim me perco de mim ..

A Lucidez Perigosa
de Paula Rego

Estou sentindo uma clareza tão grande
que me anula como pessoa atual e comum:
é uma lucidez vazia, como explicar?
assim como um cálculo matemático perfeito
do qual, no entanto, não se precise.

Estou por assim dizer
vendo claramente o vazio.
E nem entendo aquilo que entendo:
pois estou infinitamente maior que eu mesma,
e não me alcanço.
Além do que:
que faço dessa lucidez?
Sei também que esta minha lucidez
pode-se tornar o inferno humano
- já me aconteceu antes.

Pois sei que
- em termos de nossa diária
e permanente acomodação
resignada à irrealidade -
essa clareza de realidade
de Helena Almeida
é um risco.

Apagai, pois, minha flama, Deus,
porque ela não me serve
para viver os dias.
Ajudai-me a de novo consistir
dos modos possíveis.
Eu consisto,
eu consisto,
amém.

Clarice Lispector

*

Estou vivo e escrevo sol

Eu escrevo versos ao meio-dia
e a morte ao sol é uma cabeleira
que passa em fios frescos sobre a minha cara de vivo
Estou vivo e escrevo sol
Se as minhas lágrimas e os meus dentes cantam
no vazio fresco
é porque aboli todas as mentiras
de Artur Bual
e não sou mais que este momento puro
a coincidência perfeita
no acto de escrever e sol
A vertigem única da verdade em riste
a nulidade de todas as próximas paragens
navego para o cimo
tombo na claridade simples
e os objectos atiram suas faces
e na minha língua o sol trepida
Melhor que beber vinho é mais claro
ser no olhar o próprio olhar
a maraviha é este espaço aberto
a rua
um grito
a grande toalha do silêncio verde


António Ramos Rosa
de Estou Vivo E Escrevo Sol (1966)

*
de Graça Morais

Vontade de dormir

Fios de oiro puxam por mim
a soerguer-me na poeira —
Cada um para seu fim,
Cada um para seu norte...

— Ai que saudade da morte...

Quero dormir... ancorar...
Arranquem-me esta grandeza!

— P’ra que me sonha a beleza
Se a não posso transmigrar?...

Mário de Sá-Carneiro 

*

Invento

Deponho
de Vieira da Silva
suponho e descrevo
a pulso

subindo pela fímbria
do despido

Porque nada é verdade
se eu invento
o avesso daquilo que é vestido


Maria Teresa Horta


todos os poemas retirados do site  As Tormentas

02 março 2011

good morning!

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Jérôme Murat é um mimo, ilusionista e ventríloquo que sonhou um dia com o conceito de uma estátua-viva, enquanto admirava uma estátua num museu. O sonho tornou-se realidade e o seu número das duas cabeças tem conquistado milhares de fãs. fonte
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02 dezembro 2010

A Evolução Silenciosa

recebido por e-mail


Museu Subaquático de Artes, Cancún 

Esculturas de Jason DeCaires Taylor


As primeiras peças deste museu submarino, submersas em 2009, são o ' Homem em Chamas ' (baseado num pescador local), o 'Coleccionador de Sonhos Perdidos' e a 'Jardineira da Esperança', na foto ao lado.
Com a sua obra, DeCaires quer ressaltar que, apesar de nos cercarmos de edifícios, não podemos esquecer o quanto dependemos da Natureza.

O escultor conta que há enorme pressão sobre os corais na região de turismo intenso. A sua intervenção tenta representar a responsabilidade de todos sobre os danos ambientais, sob uma perspectiva 'optimista' .

A composição química e o acabamento em cimento das esculturas promove a colonização da vida marinha, que com o tempo vai cobrir as esculturas em cores diferentes.

A obra de Jason DeCaires Taylor, 'A Evolução Silenciosa', é inspirada em pessoas reais - na maioria mexicanos comuns - que foram transformadas em esculturas submarinas para dar abrigo à vida marinha 



01 dezembro 2010

do surrealismo

Salvador Dali e Max Ernst:


More about painters and paintings:

O Surrealismo foi um movimento artístico e literário surgido primariamente em Paris dos anos 20, inserido no contexto das vanguardas que viriam a definir o modernismo. Reuniu também artistas anteriormente ligados ao Dadaísmo.

Salvador Dali - 1904 - 1989 - pintor surrealista espanhol.
Max Ernst - 1891 - 1976 - Pintor surrealista alemão.

Music: Blade Runner (End Title) - Vangelis
Video edited by Gil Carosio
fonte: Youtube

27 novembro 2010

a arte de Matisse

Henri Matisse
French Artist
1869-1954

Music - Arabesque No. 1 in E Major composed by Claude Debussy
by Philip Scott Johnson


16 novembro 2010

una mujer desnuda,


,  descouraçada ..

FRIDA  KAHLO , 6/7/1907 - 13/7/1954


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Nadie sabrá jamás cómo quiero a Diego. No quiero que nada lo hiera, que nada lo moleste y le quite energía que él necesita para vivir, vivir como a él le dé la gana, Pintar, ver amar, comer, dormir, sentirse solo, sentirse acompañado; pero nunca quisiera que estuviera triste. Si yo tuviera salud quisiera darsela toda, si yo tuviera juventud toda la podría tomar, No soy solamente la madre, soy el embrión. el germen, la primera célula que- en potencia- lo engendró. Soy él desde las más primitivas y más antiguas células, que con el tiempo se volvieron él. Cada momento él es mi niño, mi niño nacido, cada ratito, diario, de mí misma. Afortunadamente las palabras se fueron haciendo. ¿ Quién les dio verdad absoluta? Nada hay absoluto, Todo se cambia, todo se mueve, todo revoluciona, todo vuela y se va... Diego-principio Diego-constructor Diego- mi niño Diego-pintor Diego-mi amante Diego-mi esposo Diego-mi amigo Diego- mi madre Diego-mi padre Diego-mi hijo Diego-yo Diego- universo    (daqui)



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Uma Breve História da Frágil Revolucionária e do Sapo Genial: aqui

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fantastisch!!

um tango dançado num trapézio - ou os novos caminhos do circo - a não perder!

14 novembro 2010

para não morrer da verdade . .

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«Temos a ARTE para não morrer da verdade.»
Friedrich Nietzsche, filósofo alemão (1844-1900)


as imagens, (retiradas daqui):

- Leda e o Cisne - cópia de Cesare da Sesto (1477-1523) , a partir do quadro de Leonardo Da Vinci 

- estudo para a cabeça de Leda, de Leonardo Da Vinci (1452-1519)



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LEDA AND THE SWAN, by W.B. YEATS

A sudden blow: the great wings beating still
Above the staggering girl, her thighs caressed
By the dark webs, her nape caught in his bill,
He holds her helpless breast upon his breast.

How can those terrified vague fingers push
The feathered glory from her loosening thighs?
And how can body, laid in that white rush,
But feel the strange heart beating where it lies?

A shudder in the loins engenders there
The broken wall, the burning roof and tower
And Agamemnon dead.                            
                                          Being so caught up,


So mastered by the brute blood of the air
Did she put on his knowledge with his power
Before the indifferent beak could let her drop?


sobre William Butler Yeats (1865, Dublin -1939)

(...) he is remembered as an important cultural leader, as a major playwright (he was one of the founders of the famous Abbey Theatre in Dublin), and as one of the very greatest poets—in any language—of the century. W. B. Yeats was awarded the Nobel Prize in 1923 and died in 1939 at the age of 73. - retirado daqui

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Leda y el cisne, do colombiano Fernando Botero

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lindo, lindo ..

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05 outubro 2010

os pilares da sociedade e os autómatos da república

- adequado para a efeméride de hoje? Pois não sei. Só sei que passei o feriado a aprender coisas sobre os surrealistas e os seus antecessores / inspiradores. E gostei.

Descobri gente, obras, geniais,  e apetece-me partilhar isso tudo ..


George Grosz (1893-1959) :
«Naquele tempo (depois da I Guerra Mundial) éramos todos Dadaístas. Se à palavra se podia atribuir algum significado, era uma ebulição de desacordo, descontentamento, insatisfação e cinismo. A derrota e a fermentação  política dão sempre origem a esse género de movimentos.» -  (traduzido daqui)

as imagens dos quadros [os pilares da sociedade e os autómatos da república] foram retiradas daqui , a foto do autor, daqui

Era o movimento Dada na Alemanha, mais concretamente em Berlim, a capital, na altura. 
Daí a pouco surgiria o surrealismo. 
George Grosz, artista e anti-militarista, atravessou 2 séculos e 2 guerras mundiais (na 2ª saiu da Alemanha, vejam lá se se percebe porquê..)


George Grosz foi o mais desapiedado caricaturista da burguesia e do militarismo alemães. Foi também pintor e escritor.
Estudou nas Academias de Dresden e Berlim, na sua Alemanha natal. Em 1925 aproximou-se de um tipo de  realismo designado por "neo-factismo" (e que me desculpem os entendidos em história de arte, não sei se o termo é este - em inglês, "new matter-of-factness".)

Nos EU da América, para onde se mudou em 1932, os seus quadros adquiriram leituras românticas e idílicas. Olhando para trás, Grosz escreveu na sua auto-biografia "Um pequeno sim e um grande não": artisticamente falando, éramos 'dadaístas', naquele tempo. Se algum sentido isso tinha, era uma inquietação, uma insatisfação, uma apetência pelo risível, tudo sentimentos que vinham fermentando havia já muito tempo.  Cada derrota, cada contrariedade, faz nascer movimentos assim. (...) Huelsenbeck importou o 'dadaísmo' para Berlim, e imediatamente o movimento assumiu características políticas. O lado estético foi preservado, mas foi sendo cada vez mais suplantado por uma espécie de política anarco-niilista." (traduzido da fonte)

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e agora humor do melhor:  
sem tempo para continuar a traduzir e procurando alguma informação em português que acrescentasse algo sobre o artista, fui parar a uma daquelas páginas que tanto agradam aos meus/nossos alunos :)
E eu sei, aproveito-me da wikipedia e do google e ainda gozo com eles .. mas francamente, uma coisa destas .. não dá para levar a sério - bom, pelo menos tentei que a descontextualização não prejudicasse tendenciosamente o sentido, hein, Manuel? :-))

ora leiam e divirtam-se, que até o artista, na foto, parece estar compactuando! :)
 1.
google tradutor (sic)
George Grosz foi um artista alemão, conhecido especialmente por sua selvageria caricatural desenhos de Berlim vida em 1920. Ele era um membro proeminente do Muro de Berlim Dada e Nova Objetividade grupo durante a República de Weimar, antes de emigrar para os Estados Unidos em 1933. 
texto original em Inglês:
George Grosz was a German artist known especially for his savagely caricatural drawings of Berlin life in the 1920s. He was a prominent member of the Berlin Dada and New Objectivity group during the Weimar Republic before he emigrated to the United States in 1933.

2.
google tradutor:
George Grosz nasceu Georg Ehrenfried bruto em Berlim , na Alemanha, mas mudou de nome em 1916, de um entusiasmo romântico para a América que se originou em suas primeiras leituras dos livros de James Fenimore Cooper , Bret Harte e maio de Karl , e que ele mantido para o resto de sua vida.

texto original em Inglês:
George Grosz was born Georg Ehrenfried Groß in Berlin , Germany but changed his name in 1916 out of a romantic enthusiasm for America that originated in his early reading of the books of James Fenimore Cooper , Bret Harte and Karl May , and which he retained for the rest of his life. 

01 setembro 2010

Mayumana

estiveram agora no Coliseo de Barcelona: 15 artistas: músicos, acrobatas, actores, 10 diferentes nacionalidades; uma mescla de disciplinas unidas pela força dessa internacionalização maior que é a linguagem universal da música ..

08 julho 2010

insomnia

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Modigliani, Amedeo
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(1884-1920)
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Em 24 de janeiro de 1920, Modigliani morre no Charité de Paris.
No dia seguinte, Jeanne Hébuterne suicida-se.
Uma grande multidão assiste ao funeral de ambos no cemitério de Père Lachaise. fonte
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"You are not alive unless you know you are living." 
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13 junho 2010

um poeta, dois poemas

O poeta chama-se Gil T. Sousa.
Descobri-o através da Madalena, que o publicou no FB. Fiquei a saber que mora em Vila Nova de Gaia e tem 3 blogues, todos de intenso bom gosto, todos com publicação escassa [tenho um amigo que a acha (à escassez) a maior das virtudes! :-)]

Do exercícios de esquecimento  tirei os 2 poemas:

1
diz-me

diz-me um segredo
qualquer coisa inacessível
dessa tua alma

alguma coisa
que eu possa ainda fingir
que não sei



2
ler e escrever

depois
falava a água e o vento

e o céu
luminosamente
escrevia tudo

e nós,
nós líamos na vida
o que o tempo fingia
escrever

Gil T. Sousa

os dois quadros, de Magritte (ver mais aqui)

26 maio 2010

a tribute to Escher

Maurits Cornelis Escher (Leeuwarden, 17 de Junho de 1898 - Hilversum, 27 de Março de 1972) foi um artista gráfico holandês conhecido pelas suas xilogravuras, litografias e meios-tons (mezzotints), que tendem a representar construções impossíveis, preenchimento regular do plano, explorações do infinito e as metamorfoses - padrões geométricos entrecruzados que se transformam gradualmente para formas completamente diferentes. fonte

mais informação aqui
e no sítio oficial   de Escher
museu Escher em Haia


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28 março 2010

a arte de Timothy Hyman


1946 : Born in Hove, Sussex; brought up in London
1963-67 : Slade School of Fine Art, London

Descobri-o através do escritor Richard Zimmler, de quem é amigo..  tem, inclusive, pelo menos um quadro com a cidade do Porto por fundo..  
Uma apresentação do artista e da sua obra, retirada da sua página oficial :
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Many things about Timothy Hyman's paintings are immediately clear: his passion for London - his City, his Place - and his detailed painterly investigation of his own place in that city, where he fits in and in what way he belongs, and his absorption in the question of how cities have been painted in the past. 
From his clear and scholarly writings - he writes like a painter, not an historian, which is why his work means so much to so many artists - we know of his love of Indian Art, of Bonnard, Blake and Kirchner, and perhaps above all of Sienese Painting of the fourteenth and fifteenth centuries. 
We can see him as the history painter that he is - partly. It is not difficult to identify with his teasing out of his memories, the importance of his relationships with his friends, and, in particular, his love for his partner Judith, who has appeared again and again in the work throughout the last twenty years. 
These portraits of her are among his very few depictions of serenity and tranquillity, with no hint of the apocalyptic aspect that looms so large in some of his other works. They are not just documenting his time with her, or catching a moment in the narrative of his life, but painted as though in amazement at this love that has been bestowed on him. To a very considerable extent, I believe his work is an inspired lifetime's dialogue with Judith.
(This is the opening paragraph of the essay by Tess Jaray RA written in 2008 which served as catalogue introduction for Timothy Hyman's 2009 exhibition at Austin/Desmond, The Man Inscribed with London.)




a ver :
LONDON NOW - CITY OF HEAVEN CITY OF HELL - Guildhall Art Gallery

18 março 2010

wine & love

via 'micaleoa' :

Wine comes in at the mouth
And love comes in at the eye;
That's all we shall know for truth
Before we grow old and die.
I lift the glass to my mouth,
I look at you, and I sigh.

William Butler Yeats (1865–1939, Irish poet and playwright)

a imagem: 'o vinho', de Paula Rego, ilustração para conto homónimo de João de Melo

16 fevereiro 2010

beautiful Yiddish songs & Marc Chagall

duas canções, dois  ritmos / energias muito diferentes ..
Forgotten Yiddish Songs:

BUDAPESCHT,  by Karsten Troyke



"Unter dayne vayse shtern" ("Under your white stars"): a prayer-lyric, written by Israeli-Yiddish poet Abraham Sutsever, the bard of the Vilna Ghetto

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Under your white stars
give me your white hand
my words turn into tears,
receive them in your hand.

Marc Chagall [1887, Bielorússia - 1985, França] :   1   ;   2  ;   3  
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