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26 abril 2011

projecto Farol 2

 - recebido via e-mail: «Que país é este?»  - de volta ao Projecto Farol (ver post anterior)
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As Escolhas dos portugueses e o Projecto FAROL *
- ver aqui e aqui
Estudo realizado pela empresa de estudos de mercado GfK

 * Comissão Executiva: Daniel Proença de Carvalho (Chairman) ; António Pinho Cardão ; Belmiro de Azevedo ; Jorge Marrão ; José Maria Brandão de Brito ; Manuel Alves Monteiro

*
por grazia tanta,  
análise e alguns comentários :

O estudo tem coisas divertidas e outras menos. 

Trata-se de um Estudo de mercado que não deve fazer esquecer quem o encomendou e pagou. E revela: 
a) a ignorância dos respondentes, indiciadora da ausência da esquerda portuguesa na promoção de práticas democráticas (ficam contentes em perorar na AR e com uma meia dúzia de manifs anuais)
b) o amolecimento político e de participação que maioritariamente se faz no sofá a olhar o écran onde dissertam Medinas e Marcelos.

E daí,
  1. Não se coloca a questão do modelo de organização política, embora a opinião dos protagonistas políticos seja mostrada como muito má. [É evidente que  não houve interesse em colocar a questão!]
  2. Não se coloca uma vírgula sobre a distribuição do rendimento; o importante é “mais produtividade” e “reforma no sistema laboral” .
  3. Não há referências à dívida pública, ao deficit, aos Pec’s, ao rapace sistema bancário; só há endividamento das famílias… [portanto, as empresas devem estar cheias de capital!]
  4. Acredita-se que o Estado deve apoiar as empresas e os empresários e é dele o principal contributo para a competitividade e desenvolvimento [que felizes devem ficar os colonizadores do Estado, os corruptos, os mandarins e a esquerda fóssil, vacilando entre o estalinismo e o keynesianismo!!]
  5. O neologismo neoliberal do “empreendorismo” está muito presente 
  6. Os empresários são o elemento essencial na sociedade mas exige-se que sejam competentes [que roubem menos?] [quem paga o estudo não são entidades de investigação, mas empresários ou rendidos ao neoliberalismo.]
  7. É bom viver no interior do país se houver … incentivos (o Estado a pagar); [uma solução deve ser obrigar pessoas a viver lá para haver … mercado!]
  8. Se a empresa se deslocalizar alegremente o pessoal vai atrás dela; [o que é estranho, dado que há taaaantos postos de trabalho por preencher… ]
  9. O pessoal até aceita cortes salariais, reduções nas deduções no IRS; [com tanta benevolência laboral, os “investidores estrangeiros” devem estar a abandonar a China!]
  10. Há idiotas que até abdicam de centro de saúde para o estado reduzir impostos. [Devem acreditar nos benefícios dos seguros de saúde e as seguradoras também.]
  11. No inquérito verifica-se que os portugueses são muito … participativos!! [Os faroleiros conseguem ver longe!! ]
  12. O povinho acredita no papel do Estado-bombeiro na redução da pobreza. [Aceitam portanto que os empresários amealham, pagam mal e que é o Estado que supre as consequeências da roubalheira empresarial.] A estupidez é tal que até as igrejas têm mais responsabilidades que as empresas que geram a pobreza.
  13. Surpresa! Os portugueses não enxergam mais do que o campanário local e só um terço se interessa pela política internacional. [Tantos?]
  14. E acreditam que eleições e manifestações alteram as coisas! [Anjinhos!]
  15. Acreditam que a globalização ajuda à paz no mundo, desenvolve países pobres,

... e o português da Deloitte deixa muito a desejar!

Sabe-se que um estudo de mercado dá as conclusões que se quiser, dependendo isso da escolha das perguntas e do modo como são colocadas. Naturalmente ninguém paga um estudo de mercado onde haja o risco de se concluir que o pagante não serve para nada!

Como quem paga o estudo são empresários e funcionários neoliberais, os empresários ......

21 maio 2010

o estado a que, afinal, parece que isto chegou:

Aqui fica outro comentário deixado no post "despesismo, corrupção e o estado a que isto chegou" , por parte de alguém que teve curiosidade em ir às 'fontes' confirmar a veracidade das anónimas afirmações.
    A grande diferença, para além da humildade (inteligência) de quem admite não saber tudo sobre tudo, é que este comentador teve a coragem de se identificar.

      « Caro anónimo, fui consultar o site: "http://transparencia-pt.org/" e confirmei que realmente o armário persiana, mesas e cadeiras custaram 975,60 euros. Algo caro mas razoável.

      Já o "Fogão, placa de grelhar e armário frigorífico" foram adquiridos pela módica quantia de: 4.935,00 €.
      Já o Armário de inox foi mais barato, apenas 4.026,00 €.

      Sem comentar os valores citados antes, uma vez que, pelos vistos, o conceito de despesismo é muito relativo, gostaria de comentar algo sobre a estrutura do site que nos recomendou:

      Nas perguntas frequentes aparece a seguinte questão:
      "Há valores absurdamente elevados ou aparentemente duplicados. O Transparência na AP está a funcionar bem?"
      e a resposta:
      "Tanto quanto sabemos, a informação presente no portal reflecte fielmente o que se encontra no BASE, mas com facilidade de procura. Não podemos pronunciar-nos sobre a eventual razão da existência de adjudicações aparentemente duplicadas ou com valores absurdamente elevados, seja lá qual for a razão."

      Não sou perito em terminologia política, mas num site chamado transparência, devemos usar os termos: "tanto quanto sabemos", "não podemos pronunciar-nos", ou mesmo " seja lá qual for a razão" ?

      Já sei que não me posso surpreender pela falta de rigor, pela mediocridade científica de uma administração cujo líder se graduou num domingo.

      Mas neste caso concreto não falamos de rigor científico, falamos de sentido comum. » 

      Luís Faria 
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