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14 julho 2011

"uma falta de ética impressionante”

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Económico
23/11/10 07:13

Declarações de Passos Coelho são “de uma falta de ética impressionante”

Para Carvalho da Silva o Parlamento deveria legislar no sentido de que a lei prevista para 2011 entrasse já em vigor. "Vemos esta coisa caricata entre o PS e o PSD, toda esta encenação de como vão tapar o buraco de 500 milhões de euros e temos neste país três grupos económicos que se se aplicasse na distribuição dos dividendos a tal lei que em princípio será aplicada a partir de 1 de Janeiro, chegava para cobrir o buraco dos 500 milhões de euros. Isto é um escândalo. Isto revolta", conclui.  - fonte

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"É o vale tudo!", diz Carvalho da Silva após reunir com Passos

À saída da reunião com Passos Coelho, o secretário-geral da CGTP criticou a escolha do mês de Agosto para a discussão pública da revisão das leis laborais e verificou que "os verdadeiros detentores da riqueza continuam dispensados dos sacrifícios".
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Carvalho da Silva disse aos jornalistas que perguntou a Pedro Passos Coelho se está disponível para taxar as operações dos bancos e assim substituir os sacrifícios dos trabalhadores. "O primeiro-ministro disse que não" - assim, tout court ... e viva a democracia!!

- fonte


18 janeiro 2010

o pintor de batalhas

chegou-me por mail:  O PRÉMIO , um vídeo sobre uma fotografia premiada. avassalador. olhava as imagens e só me lembrava de um outro fotógrafo, uma outra guerra, dor, um livro que li: "O PINTOR DE BATALHAS", de Arturo Pérez-Reverte, também ele, durante anos, repórter de guerra.

não vou contar a história, acho que  estará aí ao lado, encerrada na capa do romance. apenas dizer do que me tocou, e porque voltou essa emoção,  a vontade impotente de alterar o curso de uma acontecimento: a vida jogando-se, enquadrada, urgente, des-existindo para o espectador. antes, uma objectiva, um olhar por detrás, uma testemunha inerte. que pode a fotógrafa, naquele momento? e que direito lhe assiste de observar, só? o que justifica, o que altera uma fotografia?

No romance de Pérez-Reverte, O Pintor de Batalhas, há um homem, um antigo repórter que vai pintando um muro. Pinta batalhas e memórias como que celebrando uma perda, como que despindo-se da angústia  a saudade a culpa a dor. o  momento inatingível, a morte próxima e a incapacidade, a vacuidade do acto,  tão efémero tudo, tudo tão assim derramado em expiações de cor.
E um dia chega outro homem, que o procura, que vem para o matar, um homem mal-exposto num cenário de guerra, uma foto premiada  e a vida, a alma devassadas.. an eye for an eye, a tooth for a thousand teeth ..
O que pode uma fotografia?
O que deve, o que pode um repórter?
E que tamanho para um muro onde caiba a culpa?

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