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23 maio 2011

A anedota do ano ou as eleições fedorentas...

recebido por e-mail


Navegavam há meses e os marujos não tomavam banho nem trocavam de roupa. O que não era novidade na Marinha Mercante britânica, mas o navio fedia!
O Capitão chama o Imediato:
- Mr. Simpson, o navio fede, mande os homens trocarem de roupa!
Responde o Imediato:
- Aye, Aye, Sir, e parte para reunir os seus homens e diz:
- Sailors, o Capitão está se queixando do fedor a bordo e manda todos trocarem de roupa.
- David troque a camisa com John, John troque a sua com Peter, Peter troque a sua com Alfred, Alfred troque a sua com Jonathan .. e assim prosseguiu.
Quando todos tinham feito as devidas trocas, volta ao Capitão e diz:
- Sir, todos já trocaram de roupa.
O Capitão, visivelmente aliviado, manda prosseguir a viagem.


É MAIS OU MENOS ISSO QUE VAI ACONTECER EM PORTUGAL
NAS PRÓXIMAS ELEIÇÕES.

15 maio 2011

a cegueira dos porcos

recebido via e-mail

O Quarto Poder
PIG

Por Manuela Moura Guedes

Imagine que vai para fora e dá dinheiro a alguém para tomar conta da sua casa e fazer a gestão da sua vida. Imagine que, ao regressar, descobre que o dinheiro se foi, está endividado até ao pescoço e a casa está a cair aos bocados.
actualização do cartaz do Kaos

Imagine que tem de estender a mão a um vizinho para escapar a viver sem abrigo. Volta a pôr a casa e a vida nas mãos de quem o desgraçou? Claro que não, só se for completamente idiota! Mas, é isso que, segundo a última sondagem, são 36% dos portugueses. Idiotas! Querem dar o país de novo a quem o arruinou. Já não há sequer dinheiro para pagar os salários dos militares a tempo e horas, nem para tratamentos e remédios básicos, nos hospitais. Não há dinheiro! Foi gasto e mal gerido por gente que tem nome.

Noutra situação da vida comum, seriam julgados e penalizados. Como se trata do governo, a única sanção é não serem reeleitos. Mas, mesmo isto, 36% de idiotas acham que eles não merecem. Não tenho respeito pela comunicação social que continua a levar a sério toda a propaganda deste governo sem qualquer tipo de sentido crítico. Há muito que é co-responsável por todo este desastre. Mas, convenhamos, um Povo que elege quem o leva à ruína merece ser PIG - Povo Idiota e Grunho (o FMI tem razão)!


fonte
PIG - Portugal, Irlanda e Grécia
pig = porco em inglês
.

09 dezembro 2010

limpar o navio


fonte, de Marcel Duchamp
O navio tem mau cheiro

Navegavam há meses e os marujos não tomavam banho nem trocavam de roupa. O que não era novidade naquele tempo, na Marinha britânica.

Mas o navio tinha um fedor horrível! O Capitão chama o Imediato:
- Mr. Simpson, o navio cheira mal, mande os homens trocarem de roupa!

Responde pressuroso o Imediato:
- YES SIR ! ... E parte para reunir os seus homens e diz, com aquele seu ar inteligente e de reconhecida competência:

- Sailors!, o Capitão está se queixando do fedor a bordo e manda todos trocarem de roupa....

E acrescenta, com voz de comando:
- David, troque a camisa com John, John, troque a sua com Peter, Peter, troque a sua com Alfred, Alfred, troque a sua com Jonathan ... e assim foi prosseguindo até correr todos os marinheiros...

Quando todos tinham feito as devidas trocas, volta ao Capitão e diz:
- Sir, todos já trocaram de roupa. Eu próprio verifiquei!

O Capitão, visivelmente aliviado, agradece e manda prosseguir a viagem.

É MAIS OU MENOS ISSO QUE VAI ACONTECER NAS PRÓXIMAS ELEIÇÕES...

Fernando Correia 

*
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Limpa eficazmente o navio !

VOTA  NULO !
.

28 setembro 2009

o prémio

O 'engenheiro' perdeu a maioria absoluta, é certo, mas voltou a ganhar - e confortavelmente. A conclusão possível é a de que, das duas uma: quase 40% dos portugueses ou são cegos, surdos, e masoquistas, ou, apreciando ditadores, exultaram, de facto, com as políticas desastrosas de J. Sócrates, a corrupção, o abismo social ..


(clicar na imagem para ampliar):



e não resisto a citar, de novo, Guerra Junqueiro:

«Um povo imbecilizado e resignado,
humilde e macambúzio,
fatalista e sonâmbulo,
burro de carga,
besta de nora,
aguentando pauladas,
sacos de vergonhas,
feixes de misérias,
sem uma rebelião,
um mostrar de dentes,
a energia dum coice,
pois que nem já com as orelhas
é capaz de sacudir as moscas;(…) »


seríamos assim em 1886.. cento e vinte e três anos de história não nos mudaram uma vírgula. triste ..

27 setembro 2009

imaginemos ..



Imaginemos um país de gente lúcida.
Imaginemos um povo que decide tomar o freio nos dentes, rebelar-se, alterar a sua sorte.
Imaginemos uma gente muito farta deste caminhar entre o nada e o nada, deste não sair nunca da cepa torta, da eterna, inevitável, crise-só-para-alguns.
Imaginemos um povo cansado de assistir impotente a alternâncias bicolores, laranja e cor-de-rosa, e outra vez laranja, e outra vez cor-de-rosa.
Um povo que finalmente diz "não! e basta de mais do mesmo!" , e decide experimentar outros caminhos.

Um povo que percebe que o futuro, afinal, não é uma fatalidade!
E que não é justo, nem natural, nem democrático, que uns quantos 'encartados', sempre os mesmos, laranja, cor-de-rosa, enriqueçam desmedidamente, ilicitamente, consigam empregos e benesses, impensáveis perdões..
Um povo que se farta de políticos corruptos, incompetentes, desonestos, uns atrás dos outros, governo após governo, e sempre os mesmos, desde há 35 anos - laranja, cor-de-rosa.
Um povo que não quer mais da cantiga fatalista que sempre, desafinadamente, lhe vêm cantando: "ou nós ou o caos, não há alternativa!".
Um povo que de repente tira a venda dos olhos e vê que o rei, estes todos reis que há anos o (des)governam, vão nus. Que estes todos mandantes, a quem foram dando oportunidades atrás de oportunidades, afinal não têm nada de novo a oferecer.
Imaginemos então um povo que hoje acordou e sentiu uma saudade imensa do 25 de Abril de 1974- uma saudade insuportável do que então viveu, do que então sonhou possível, para si, para os seus filhos, o seu país.
Imaginemos um povo, hoje. Que, pela primeira vez com a sua própria caneta, e a sua vontade, e a sua lucidez reencontrada, decide mudar o destino de um país que cada vez mais se entristece e se apaga. Um país que inexoravelmente se afunda em pobreza e em dívidas. Um país de onde de novo se emigra, e agora são os melhores que se vão: ondas imparáveis de técnicos, cientistas, médicos, enfermeiros, professores..
Um povo que, de novo, como que se faz ao mar, crente só na sua força e na sua coragem, e, sem medo de adamastores, traça ele próprio a sua rota. Um povo que, descrente e desencantado, deixara de votar e agora embarca também nesta viagem, assumindo um rumo.
Um povo inteiro, um povo lúcido que não quer mais destes falsos timoneiros, matadores da esperança.

  • Imaginemos hoje, ao fim do dia.
  • Nem um voto laranja, nem um voto cor-de-rosa.
  • Uma miríade de cores tocando uma música de esperança, um hino de mudança.
  • Cores que, dançando, formarão quase um arco-íris, que, quem sabe, desenharão um país novo
Imaginemos ..
quadro de Kandinsky