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30 agosto 2011

Richard Zimler, homenagem

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(clicar nos títulos para ver sinopse das obras)



«Não é só a obra dele que espanca o estômago; é também o discurso. Pela franqueza, tão rara em Portugal. Zimler, de 55 anos, escreve livros daqui para o Mundo. Por um amor que dura há 30 anos» (Helena Teixeira da Silva)  - a imagem, os excertos da entrevista no DN, tudo retirado daqui


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- sobre aprender línguas:
Aprender outras línguas é mesmo a melhor droga que conhece? Melhor, como disse, do que a marijuana e o LSD?
Sim, a melhor droga alucinogénea é falar outra língua, abre vias do cérebro que não existiam antes. É fantástico. Já experimentei LSD e foi engraçado, mas outra língua dá um resultado mais permanente.
É a droga que recomenda?
A toda a gente que quer uma experiência diferente da vida, sim.

- sobre homossexualidade:
Por que razão, em pleno século XXI, se fala tão pouco de homossexualidade com essa sua abertura?
É uma questão difícil e complicada. Quando eu cresci, o homossexual tinha que ultrapassar os seus próprio preconceitos. Eu entrei em pânico, pensei: “Estou mais interessado em homens do que em mulheres. O que é que isso signfica? Vou ter que mudar a minha personalidade toda?  (...) A homossexualidade só é assunto porque há preconceito. Caso contrário, seria tão banal como ter olhos azuis ou verdes, ser alto ou baixo. (...)   ler mais aqui ou aqui

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+ entrevistas:
  • sobre a obra do escritor, aqui 
  • "Sou um escritor 100% português", aqui
  • Richard Zimler revela os seus gostos: «A jardinagem e as grandes paisagens são terapêuticas para o escritor, que também pinta, desenha, toca guitarra e canta. » .... Ler mais:


PÁGINA OFICIAL
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28 abril 2010

Richard Zimler na FLL

como eu fui uma das contempladas :-), deixo aqui o convite também para os meus amigos ..
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a partir daqui, tudo copiado do FB:


Sessão de autógrafos - Book Signing
  • Sábado, 1 de Maio de 2010
  •  15:00 - 18:00
  •  Feira do Livro de Lisboa - Lisbon Book Fair

«Vou fazer uma sessão de autógrafos na feira de livro de Lisboa no dia 1 de Maio, sábado, entre 15h00 - 18h00. Estarei na secção da LEYA. Claro que podem convidar amigos, familiares, etc... Também farei sessões no dia 15 e no dia 16 mas ainda não sei o meu horário. Digo-lhes mais tarde. Farei pelo menos uma sessão na Feira do Livro do Porto mas ainda não sei a data.
I will be signing books at the Lisbon Book Fair on the 1st of May, Saturday, from 3 p.m. to 6 p.m. I will be at the section of the Fair run by LEYA publishers. I will be back to do other signings on May 15 and 16, but I don't know my hours yet. »

Richard Zimler
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FLL

06 fevereiro 2010

pandora and the angelic darkness ..

O romance de Richard Zimler (The Angelic Darkness /  Trevas de Luz, 1998) , e o filme de James Cameron (Avatar, 2009) cativaram-me, comoveram-me, pela mesma razão: o resgatar da possibilidade. 
A possibilidade de retorno a uma inocência primordial, a um mundo novo; a possibilidade do despedir-se de si , 'eu'-gaiola, prisão. A possibilidade de, enfim, nascer de novo. redesenhado, limpo, espantado de existir. a vida toda oferecendo-se futuro, descoberta, branco.
[ não sei por que escolhi a imagem acima, entre todas as possibilidades. chama-se 'le vent'.. ]

Há, no romance e no filme, uma aprendizagem, uma viagem para dentro que conduz os personagens principais a uma redescoberta, um aceitar-se, um querer-se outro: em Trevas de luz, a consciência / vivência da homossexualidade, em Avatar, a rejeição da predadora condição humana, o regresso ao mito do bom selvagem. São viagens penosas, semeadas de escolhos e de escombros: "tens de passar pelo inverno para chegar à primavera" (Trevas de Luz) - que nos envolvem, leitor, espectador, como uma pertença, cada um levando a cabo a sua própria viagem. E a possibilidade, a possibilidade! .. voltarmos outro, começar de novo..

E depois há o maravilhoso que perpassa pelo livro, pelo filme, improváveis anjos visitando-nos o caminho,   árvores  mágicas capazes de desvendarem  histórias, sementes que são almas e voam, a floresta-mãe, o início dos tempos. 
E há o sonho, criador de vida, construtor de memórias. Há a enigmática natureza das aves, " seres tão sagrados que as suas almas não podem estar acorrentadas à terra, por isso têm asas." (Trevas de Luz)
Há a beleza inquietante de Peter-andrógino, Peter-anjo, português de Angola. E há o povo azul de Pandora, comungando daquela natureza intocada, deslumbrante, a recordação idealizada e índia, o primitivo ansiado,  perdido, e o homem que louco, insaciável,  burro, 'matou a mãe', o planeta terra agora sem verde. 
E há a dança e a vertigem dos pássaros, cavalgados de azul.
Há a dança, a aprendizagem primeira.
A dança-libertação, a transfiguradora dança, sufi-swirling num ritual de apagamento, morte, vida. 
A Fénix renascida, eles, possivelmente, eu.




http://www.avatarmovie.com/index.html

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