- A greve de 24 de Novembro vai, na prática, alterar alguma coisa nas políticas de austeridade impostas por este governo?
- Não.
- Esta greve já vem tarde, devia ser prolongada / ter sido antecedida por paralisações, greves de zelo, sit-ins, greves por tempo indeterminado-por sectores ou por distritos?
- Vem. Devia.
- As centrais sindicais que temos, os vários sindicatos que recebem as nossas quotas mensais, têm andado a dormir na sombra? Têm colaborado, com a sua passividade/invisibilidade, para que isto chegasse onde chegou?
- Têm. Sem dúvida.
- Apesar disto, justifica-se fazer esta greve?
- Absoluta e definitivamente, sim.
- Porquê?
- Porque não a fazer é sancionar este estado de coisas, estas políticas.
- Porque esta greve (ainda que tardia, ainda que tíbia, ainda que inócua) é a expressão - possível porque viabilizada - do nosso descontentamento, da nossa revolta.
- Porque esta greve é um NÃO dito a milhões de vozes - que não chegarão ao céu, é certo, mas que serão, ainda assim, ensurdecedoras.
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