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21 julho 2010

nuvens como asas

dedicado aos que ainda olham o céu e "se espantam de existir"
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cometas..
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praias..
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berços..
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19 dezembro 2009

06 novembro 2009

e parei-me a olhar

há quem fotografe flores, se apaixone pela sua beleza delicada. eu é de nuvens que gosto. enternece-me a sua fugacidade, a sua quase inexistência: passa um minuto e aquela nuvem é já outra nuvem, outras as tonalidades, os contornos, o espaço em volta

gosto de nuvens, sobretudo nos limites dos dias. acordo e elas estão lá, tingindo-se do sol que nasce. olho-as como se dissesse nuvem, ou como se dissesse mãe. extasio-me com a sua luz, o movimento, o devir constante. viajantes na minha manhã. e eu, única, olhando-as

lembro-me de um dia, há muitos anos, era verão. estava a 20 metros da escola e não fui. por cima da ponte parei-me * a olhar o céu,  vermelho como só nalguns fins de tarde. olhava e extasiava-me, olhava e imbuía-me de luz beleza arte. olhava e era um fogo que me prendia, me encandeava. eu em duplo no cimo da ponte. eu já muito grávida, só sentidos, ebulição. eu ali parada,  guardando em nós o instante irrepetível daquele céu.

as minhas nuvens hoje, rumando ao mar

* é o José Luís Peixoto que assim usa este verbo - aqui, só podia tê-lo deste modo, reflexivo, estático, pregado ao chão

14 fevereiro 2009

08 fevereiro 2009

desanuviar

gosto, gosto, como gosto (..!..) de nuvens . .


fevereiro 2008


Janeiro 2009 -1

Janeiro 2009 -2


al

nuvens

hoje, às 7.30 (a.m.) - c. caparica [st. antónio]

às 7. 40

al , 17 dez, 2008