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25 julho 2011

PPC e PP, aprendam!

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Egipto diz não ao FMI
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«O Egipto ousou dizer "não" ao FMI, três semanas depois do [governo do] Cairo ter chegado a um acordo com esta instituição internacional quanto à concessão de um empréstimo de 3000 milhões de dólares (2100 milhões de euros), destinado a financiar o défice orçamental egípcio.

O governo do Egipto preferiu proceder a uma revisão do orçamento do ano económico que começou em Julho, declarando que, para já, não precisa de empréstimos. As necessidades poderão ser cobertas por um imposto sobre os rendimentos mais elevados... Os ricos emirados árabes, como o Qatar, também ajudaram ao financiamento do orçamento egípcio oferecendo 500 milhões de dólares, enquanto a Arábia Saudita terá prometido uma soma equivalente.

O volte-face do ministro egípcio das finanças Samir Radwan foi realizado sob pressão do movimento da praça Tahrir que propôs tributar os ricos em vez de pedir no estrangeiro.  Aliás, uma das razões do descontentamento social crescente que fez cair Mubarak foi o facto de ele ter baixado a taxa superior de tributação, favorecendo assim os ricos».

http://offxore.blogspot.com/2011/07/egipto-diz-nao-ao-fmi.html
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31 janeiro 2011

a desobediência de um povo

in Público, 31/1/11, reportagem:

a desobediência continua e há um parlamento popular nas ruas do Cairo
por Paulo Moura, Cairo
(...)
«A hora foi marcada no céu, como um último aviso furioso. Dois caças sobrevoaram o Cairo minutos antes das quatro da tarde, assinalando o início do recolher obrigatório. Com estrondo ensurdecedor, os jactos voaram em círculos durante uma hora, como se cumprissem uma missão de rotina. Mas cá em baixo não há objectivos militares, só o povo, que surge de todas as direcções rumando à praça. Em todas as ruas que lhe dão acesso há tanques e soldados de camuflado e metralhadoras, em posições agressivas, de canhões apontados. Não podiam ser mais explícitos. Todos os sinais da sua linguagem bélica e brutal dizem a mesma coisa: parem! Vão para casa! Não avancem para a praça.

Mas é precisamente para a Praça Al-Tahrir que todos avançam. E precisamente às quatro da tarde, a hora do recolher obrigatório. É um jogo de sinais. Os militares aumentam a ameaça e o povo aumenta a desobediência. Mas nada acontece. As pessoas passam pelos tanques, atravessam as barreiras, ignoram os aviões e os helicópteros de guerra que sobrevoam a cidade desde a manhã. Avançam para a praça. (...) » (ler mais)


ElBaradei, prémio Nobel da Paz pelo seu papel à frente da Agência Internacional de Energia Atómica, regressou ao Cairo na quinta-feira para participar nas manifestações sublinhando no entanto que o seu papel seria mais político. Quando chegou à praça Tahir, disse aos milhares de manifestantes que o caminho iniciado "não volta atrás", pediu paciência e adiantou que "a mudança chegará nos próximos dias".  - ler mais







    Concentração de solidariedade com a luta do povo egípcio

    MUBARAK, DEMISSÃO!

    Amanhã, 3ª feira, 18h - no Largo Camões, Lisboa
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    foto e apelo retirados daqui