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27 julho 2011

gregos vs portugueses

por grazia tanta,
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Grécia e Portugal.  

Razões para os gregos terem pouca consideração pela reacção dos portugueses ao aperto da troika

É bem claro o que diz o economista grego neste vídeo :



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1º - Não devemos, não pagamos, como posição de princípio;
2º - Há um movimento que executa essa ideia, recusando pagar autoestradas, serviços públicos, etc;
3º - A auditoria é feita através de 19 grupos coordenados e competentes para a recolha de informação pública pois é transparente que o governo grego não vai fornecer dados;

O que se passa na Grécia é bem diverso do que se vem pretendendo para aplicação em Portugal

Como venho dizendo*, proceder a uma auditoria como a levada a cabo pelos gregos é possível em Portugal, a despeito de se estar bem longe do grau de desobediência civil, de mobilização popular e de maturidade política e organizativa evidenciada pelos gregos.

Porém, em Portugal, pretendem, grupos com fortes apoios políticos, sindicais e (curiosamente) mediáticos, com intuitos pouco transparentes, apontar apenas como ponto único de objectivo, uma auditoria.
Aqui, os amadores, os infiltrados de partidos, os candidatos à construção de novos agrupamentos partidários e afins, colocam na agenda, a auditoria cidadã. E mais não dizem.
É curto e enganador; apenas visam entreter as pessoas para mascarar a inépcia política de que são portadores, enquanto o tempo passa e a troika aplica o seu programa.
Como é evidente, colocam um instrumento (auditoria) no lugar do objectivo que deverá ser não pagar esta dívida que nos querem fazer engolir como nossa. A auditoria que querem é descontextualizada de uma acção política, subalterniza a mobilização social, a construção de movimento aglutinador, sem controlos partidários. 

Qualquer acção consequente contra a dívida que nos esmaga passa por:

  1. Declaração política, clara de que não devemos, não pagamos a obscura dívida que nos imputam;
  2. Mobilização social num quadro de unidade contra a troika e os seus agentes locais; num quadro não controlado por partidos, proto-partidos e organizações sindicais;
  3. Paralelamente, recolha de informação sobre a corrupção, os compadrios, os pagamentos ínvios, as muitas e variadas formas de descapitalização do Estado e de assalto aos nossos bolsos e direitos;
  4. Denúncia sistemática desses elementos recolhidos junto da população, por todos os meios possíveis, como justificação para que se recuse o pagamento;
É para isto que estou disponível. E vocês?

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30 junho 2011

«impossível é não teres voz.» - JLP

tudo retirado daqui

Quinta-feira, 30 de Junho de 2011
Grécia: Texto do José Luís Peixoto para Mayday Lisboa lido ontem na Praça Syntagma.

Ontem, na Praça Syntagma junto ao Parlamento Grego, os manifestantes leram o texto que o escritor José Luís Peixoto escreveu para o Mayday Lisboa 2011 e que aqui partilhamos:


Impossível é não viver

Se te quiserem convencer que é impossível, diz-lhes que impossível é ficares calado, impossível é não teres voz. Temos direito a viver. Acreditamos nessa certeza com todas as forças do nosso corpo e, mais ainda, com todas as forças da nossa vontade. Viver é um verbo enorme, longo. Acreditamos em todo o seu tamanho, não prescindimos de um único passo do seu/nosso caminho.


Sabemos bem que é inútil resmungar contra o ecrã do telejornal. O vidro não responde. Por isso, temos outros planos. Temos voz, tantas vozes; temos rosto, tantos rostos. As ruas hão-de receber-nos, serão pequenas para nós. Sabemos formar marés, correntes. Sabemos também que nunca nos foi oferecido nada. Cada conquista foi ganha milímetro a milímetro. Antes de estar à vista de toda a gente, prática e concreta, era sempre impossível, mas viver é acreditar. Temos direito à esperança. Esta vida pertence-nos.

Além disso, é magnífico estragar a festa aos poderosos. É divertido, saudável, faz bem à pele. Quando eles pensam que já nos distribuíram um lugar, que já está tudo decidido, que nos compraram com falinhas mansas e autocolantes, mostramos-lhes que sabemos gritar. Envergonhamo-los como as crianças de cinco anos envergonham os pais na fila do supermercado. Com a diferença grande de não sermos crianças de cinco anos e com a diferença imensa de eles não serem nossos pais porque os nossos pais, há quase quatro décadas atrás, tiveram de livrar-se dos pais deles. Ou, pelo menos, tentaram.

O único impossível é o que julgarmos que não somos capazes de construir. Temos mãos e um número sem fim de habilidades que podemos fazer com elas. Nenhum desses truques é deixá-las cair ao longo do corpo, guardá-las nos bolsos, estendê-las à caridade. Por isso, não vamos pedir, vamos exigir. Havemos de repetir as vezes que forem necessárias: temos direito a viver. Nunca duvidámos de que somos muito maiores do que o nosso currículo, o nosso tempo não é um contrato a prazo, não há recibos verdes capazes de contabilizar aquilo que valemos.

Vida, se nos estás a ouvir, sabe que caminhamos na tua direcção. A nossa liberdade cresce ao acreditarmos e nós crescemos com ela e tu, vida, cresces também. Se te quiserem convencer, vida, de que é impossível, diz-lhe que vamos todos em teu resgate, faremos o que for preciso e diz-lhes que impossível é negarem-te, camuflarem-te com números, diz-lhes que impossível é não teres voz. 
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24 junho 2011

da UE com (des)amor

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Cimeira de líderes europeus
 Cimeira “não podia ter corrido melhor a Portugal”
24.06.2011 - 13:33 Por Lusa - aqui

con 'la mamma'


UE promete à Grécia novo programa de ajuda financeira
Por Isabel Arriaga e Cunha, Bruxelas - aqui

Os detalhes serão definidos pelos ministros das Finanças a 3 de Julho, mas é preciso que o Parlamento grego aprove as novas medidas

les portugais
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δεμοκρατια for 'democracy'

A cultura da Grécia Antiga é considerada a base da cultura da civilização ocidental. A cultura grega exerceu poderosa influência sobre os romanos, que se encarregaram de repassá-la a diversas partes da Europa. A civilização grega antiga teve influência na linguagem, na política, no sistema educacional, na filosofia, na ciência, na tecnologia, na arte e na arquitectura moderna, particularmente durante a renascença da Europa ocidental e durante os diversos reviveres neoclássicos dos séculos XVIII e XIX, na Europa e Américas.

Conceitos como cidadania e democracia são gregos, ou pelo menos de pleno desenvolvimento na mão dos gregos. - fonte

citações/ definições de democracia - aqui



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"Vivemos sob a forma de governo que não se baseia nas instituições de nossos vizinhos; ao contrário, servimos de modelo a alguns, ao invés de imitar os outros. Seu nome, como tudo o que depende não de poucos mas da maioria, é  democracia- Péricles (*), Oração fúnebre, in Tucidides: A Guerra do Peloponeso, Livro II, 37. 
(*) c. 495/492 a.C. - 429 a.C
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sobre as origens da Democracia na Grécia antiga - ler aqui
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Grécia Antiga é o termo geralmente usado para descrever o mundo grego e áreas próximas (tais como Chipre, Anatólia, sul da Itália, da França e costa do mar Egeu, além de assentamentos gregos no litoral de outros países, como o Egipto).

Tradicionalmente, a Grécia Antiga abrange desde 1100 a.C. (período posterior à invasão dórica) até à dominação romana em 146 a.C.  No entanto, deve-se lembrar que a história da Grécia se inicia no período neolítico, perpassando a Idade do Bronze com as civilizações cicládica (3000 a.C. - 2000 a.C.), minoica (3000 a.C. - 1400 a.C.) e micênica (1600 a.C. - 1200 a.C.). Alguns autores utilizam um outro período, o período pré-homérico (2000 a.C. - 1200 a.C.), para incorporar mais um trecho histórico à Grécia Antiga.

Os antigos gregos auto denominavam-se helenos, e a seu país chamavam Hélade. Nunca se chamaram a si mesmos gregos nem à sua civilização Grécia, palavras latinas que lhes foram atribuídas pelos romanos.

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01 junho 2011

e se nós também ... ?

Kaos en la Red - [Tradução do Diário Liberdade


Grécia: cinquenta mil indignados bloqueiam as saídas do parlamento 
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Um multitudinário protesto de Indignadas gregos, manifestantes inspirados no Movimento 15M de Espanha, obrigou vários deputados e deputadas da Grécia a permanecerem no interior do Parlamento durante vários minutos após o bloqueio das saídas do edifício.

Segundo informam meios locais, cerca de 50.000 manifestantes têm-se congregado em frente ao edifício durante a noite desta terça-feira, impedindo a saída de deputadas e jornalistas que se encontravam no interior. A poucos minutos da meia-noite, os membros do parlamento conseguiram sair através de um corredor aberto pela Polícia.

Este é o sétimo dia consecutivo de protestos do movimento de Indignadas, que acamparam na mesma praça do Parlamento, a praça Sintagma de Atenas.
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29 maio 2010

"on est complètement hypocrites! "

Cohn-Bendit (*)  ressuscitado : sobre a ajuda financeira à Grécia (e onde também se fala de Portugal), uma intervenção nada 'meiga', empolgada e assertivamente acusatória: «damos-lhes dinheiro para eles comprarem as nossas armas!!»
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a ver, absolutamente
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(o ícone do Maio 68)

09 maio 2010

Professores gregos ocupam TV pública

7 de Maio de 2010A entrevista à ministra da educação grega no canal público de tv foi antecedida pela entrada de dezenas de professores no estúdio. A polícia interveio com violência, mas os professores conseguiram deixar esta mensagem aos telespectadores.